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| Pedalando no Parque Santa Lúcia |
Eu queria mesmo ir para a lagoa da Pampulha, um dos cartões postais de BH, mas como saímos de casa tarde, pois fiz hidroginástica antes, resolvi ir para o Parque Santa Lúcia, que fica bem perto da minha casa (a uns três quilômetros) e tem uma bela lagoa com pista de ciclismo em todo o entorno. Chegamos lá e ao tirar a bike do porta malas já virou atração. Tinha uns garotos saindo da escola e pararam em volta para entender do que se tratava. Cada um dava uma opinião, começaram a perguntar e expliquei que se tratava de um triciclo para pedalar com as mãos. Montamos com alguma dificuldade, afinal era a primeira vez, e comecei o difícil processo de passar pra ela.
A bichinha é muito baixinha, eu pensei em colocá-la em cima da calçada pra ficar mais alta, mas não tinha uma calçada com descida pra ciclovia. Resolvi pular direto da cadeira, mas esqueci de um detalhe: passar a perna por cima do banco. Quando caí no banco percebi a cagada, e aí veio uma luta pra conseguir passar a perna para me posicionar corretamente.
Passada a luta, coloquei a fita de fixação nos joelhos, que a Gi confeccionou hoje à tarde, e parti para as pedaldas. Pensem bem, eu fui ciclista por mais de 20 anos, fiquei paraplégico, com nenhuma esperança de voltar a pedalar, e depois de quatro anos e oito meses dou novamente pedaladas em cima de uma bike. Como diz um amigo meu, correu até uma lágrima no canto do olho...
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| A visão de quem pedala |
A partir daí foi uma festa. Pedalei em volta da lagoa por quase uma hora, dei umas sete voltas. Passei muito tempo regulando as marchas, e ainda não consegui deixar 100%, mas amanhã tem mais pedal e acabo o serviço. O Parque tem altos e baixos, deu pra ver como é fácil subir morros com marchas mais leves, e quanto ela corre na descida, colocando marchas pesadas. Cheguei a quase 40 km/h. Não tenho ainda computador de bordo mas meu celular tem um aplicativo (Sportstrack) que faz o monitoramento de todo o percurso, registrando velocidade máxima e média, tempo de duração, altitude e até calorias gastas. Mas só usei por duas voltas, depois dei pra Gi tirar umas fotos. Amanhã vou fazer vídeos, depois posto aqui. E gente, é incrível a sensação de pedalar uma handbike. Sentir novamente o vento na cara, o barulho da corrente e das rodas no asfalto, as marchas trocando e diminuindo a força... não tem preço. Tô feliz que nem pinto no lixo! (apesar de nunca ter entendido esse ditado...)



E lá vou eu te dizer isso de novo: vc é um exemplo, Sam! Te admiro pela força e alegria! Que bom saber que vc voltou ao esporte. Quem te acompanha (tipo eu) também sentiu uma lágrima no canto do olho.
ResponderExcluirBeijo, amigo.
Parabéns, Sam! Só a gente que é cadeirante para saber o que significa um prazer desses! Bjs
ResponderExcluiragora é só treinar e participar das corridas de rua...parabéns
ResponderExcluirOI Sam!
ResponderExcluirParabes meu amigo! Gostaria de ver como vc faz para passar da cadeira para bike e depois como voltar se puder arrumar no video te agradeço.
Tenho muita vontade de comprar uma bike e o que me impede ate agora é ver este detalhe de como entrar e sair dela.
Grande abraço
Sam, minha primeira pedalada (com as mãos) tb foi assim. Muito foda! Eu tb era ciclista e tive que esperar 10 anos pra dar a primeira pedaladinha. Não foi só uma lágrima que escorreu não... foram muitas e me emociono pedalando até hoje! Viciei e só largo a handbike quando estiver embaixo da terra, ehehe! Bem-vindo ao clube e curta bastante a sua bike!
ResponderExcluirParabéns Sam fiquei muito, mais muito feliz por essa mais nova conquista em sua vida. Agora se a altura dela fosse mais alta seria bem melhor hem! Curta sua bike bastante.
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