Meu carnaval foi ótimo, fui pra Guarapari, onde meus pais moram, e achei bem divertido. Na rua que meus pais moram é onde passam os blocos e escolas de samba, e da entrada do prédio temos camarote vip, apesar de serem escadas e não dá pra eu ir pra rua por lá, tenho que dar a volta e sair pela garagem, na rua de trás.
Mas para assistir foi ótimo, e como a visão é boa se formou uma pequena aglomeração de moradores e pessoas que conseguiram lugar vazio. Alguns levaram caixas térmicas cheias de cerveja, outros (como nós) buscavam as latinhas de tempos em tempos. Achei bem organizadas as escolas e blocos, apesar do atraso de alguns, e o pessoal estava bem animado, lotando as ruas, apesar da chuva que caiu quase todo dia.
Nos dias de chuva mais forte ficamos jogando baralho ou vendo filme, mas não deixamos também de comer um peroá delicioso no Beco da Fome, um mini-calçadão com vários restaurantes. Nesse dia do peroá voltamos no meio da rua, entramos no meio de uma escola de samba e depois em um bloco, onde achei até outro cadeirante 'pulando' carnaval. Foi bem divertido, a Gi que nem é muito de samba pulou bastante.
E como dei sorte de pegar pelo menos um dia de sol, o último, deu pra nadar na piscina do prédio, e finalmente inaugurei a bóia que minha mãe comprou pra mim. Gostei muito, ela me segurou bem, pois tem uma parte embaixo que dá pra sentar, e deixa o corpo parcialmente submerso, relaxando muito.
Aproveitei para brincar muito com meu sobrinho, e dou aqui mais uma dica: uma das melhores "fisioterapias" que existem é brincar com criança, pois a gente faz uma força danada pra tentar pegar, puxar, segurar um menino que não para um minuto. Percebi que quando eu parava de brincar com ele, me sentia todo firme, com muitos músculos ativos. Boa notícia para meus amigos cadeirantes que são pais, não deixem de aproveitar esses fisioterapeutas mirins!




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