segunda-feira, 14 de março de 2011

A adaptação do Panamericano


Depois do erro de quarto, mesmo ao concertarem entregaram errado, um quarto com duas camas de solteiro. Mas como estávamos cansados, decidimos juntar as camas e ficar com ele mesmo, já que poderia demorar mais duas horas pra arrumar outro. Não ficou ruim, mas a Gi acordava todo dia no buraco entre as camas...
O banheiro ganhou nota sete, a porta é bem larga e até que as adaptações são boas, mas a cadeira de banho é desconfortável, a bunda fica parecendo um tabuleiro de xadrez depois do banho, toda quadriculada. E na pia o maior pecado, uma peça de pedra bem no meio que impede a cadeira de entrar embaixo, e tenho que escovar os dentes de lado. É gente, ainda está pra nascer um banheiro nota 10...
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domingo, 13 de março de 2011

Buenos Aires


Chegamos sexta feira em Buenos Aires para comemorarmos quatro anos de namoro e já curtimos muita coisa. A cidade é ótima pra cadeirantes, muito plana e tem rampas em quase todas as esquinas. Muito mais do que em BH.
Da primeira vez que estive aqui eu ainda andava, fiquei só um dia porque estávamos fazendo um cruzeiro de navio, mas deu pra conhecer os principais pontos turísticos, pois meus pais já conheciam e rodamos tudo de táxi, que era muito barato. Mas dessa vez não achei o táxi muito barato, e ainda teve o problema da cadeira. Do aeroporto pro hotel viemos num Megane, que apesar de grande não coube a cadeira no porta malas, teve que vir no banco de trás.
Chegamos ao hotel Panamericano, que fica ao lado do obelisco, e veio a primeira decepção. O hotel é um espetáculo, cinco estrelas e se espera o melhor em atendimento, mas mesmo eu avisando na reserva que precisava de quarto adaptado eles me mandaram pra um quarto normal. Gente, não é caso de se enganar, o cara vendo eu chegar numa cadeira de rodas tem que ter um mínimo de noção e sacar que o quarto tem que ser adaptado, né?
Mas felizmente (pra ele) meu lema é "no stress" e aguardei calmamente a troca do quarto. Calmamente mesmo, pois nos pediram duas horas para preparar o outro quarto. Disseram que poderíamos aguardar no quarto "errado" enquanto isso, mas preferimos passear na rua Lavalle, um calçadão enorme ao lado do hotel. Depois conto mais sobre a viagem. Agora vamos na Galeria Pacífico, uma espécie de shopping que tem show de tango num espaço cultural.
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quinta-feira, 10 de março de 2011

Handbike!!

Finalmente chegou minha handbike! É uma Handvikn 700-EHL que comprei com desconto pois fui contemplado na promoção do blog Assim como Você, do Jairo Marques. E a bichinha é bonita, né não? Mas como é grande! Eu sabia que era comprida, mesmo assim me impressionei. Quero ver onde é que vou conseguir guardar. Vou ter que usar a segunda vaga de garagem...
Não aguentei e levei pra área de lazer do prédio pra dar as primeiras pedaladas, ou melhor mãodaladas. É uma delícia de tocar, tem 24 marchas e pneus de competição, roda macia que é uma beleza. Foram quatro anos e meio sem pegar numa bike, não imaginei quanta falta estava sentindo. É um sonho se realizando. Não deu ainda pra dar aquela esticada, mas já senti que ela anda pra caramba. Pior que só vou poder colocá-la na rua daqui a dez dias, amanhã viajo pra Buenos Aires com a Gi de férias. Mas na volta prometo fazer um vídeo bem legal pedalando nas ruas de BH. Fala aí se não fiquei bonitão montado na hand??

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval em Guarapari

Meu carnaval foi ótimo, fui pra Guarapari, onde meus pais moram, e achei bem divertido. Na rua que meus pais moram é onde passam os blocos e escolas de samba, e da entrada do prédio temos camarote vip, apesar de serem escadas e não dá pra eu ir pra rua por lá, tenho que dar a volta e sair pela garagem, na rua de trás.
Mas para assistir foi ótimo, e como a visão é boa se formou uma pequena aglomeração de moradores e pessoas que conseguiram lugar vazio. Alguns levaram caixas térmicas cheias de cerveja, outros (como nós) buscavam as latinhas de tempos em tempos. Achei bem organizadas as escolas e blocos, apesar do atraso de alguns, e o pessoal estava bem animado, lotando as ruas, apesar da chuva que caiu quase todo dia.
Nos dias de chuva mais forte ficamos jogando baralho ou vendo filme, mas não deixamos também de comer um peroá delicioso no Beco da Fome, um mini-calçadão com vários restaurantes. Nesse dia do peroá voltamos no meio da rua, entramos no meio de uma escola de samba e depois em um bloco, onde achei até outro cadeirante 'pulando' carnaval. Foi bem divertido, a Gi que nem é muito de samba pulou bastante.
E como dei sorte de pegar pelo menos um dia de sol, o último, deu pra nadar na piscina do prédio, e finalmente inaugurei a bóia que minha mãe comprou pra mim. Gostei muito, ela me segurou bem, pois tem uma parte embaixo que dá pra sentar, e deixa o corpo parcialmente submerso, relaxando muito.
Aproveitei para brincar muito com meu sobrinho, e dou aqui mais uma dica: uma das melhores "fisioterapias" que existem é brincar com criança, pois a gente faz uma força danada pra tentar pegar, puxar, segurar um menino que não para um minuto. Percebi que quando eu parava de brincar com ele, me sentia todo firme, com muitos músculos ativos. Boa notícia para meus amigos cadeirantes que são pais, não deixem de aproveitar esses fisioterapeutas mirins!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Novo aparelho para subir e descer escadas no aeroporto

Chegando sábado passado no aeroporto de Vitória, já esperava o transtorno de ser carregado escada abaixo ao sair do avião, já que não há "finger", aquela estrutura de corredores que engata no avião para desembarque de passageiros. Mas pelo menos eu já havia esperimentado lá um stair-trac, aquele robozinho que engata embaixo de uma cadeira e desce escadas por esteiras. É um equipamento que resolve, mas tem um certo transtorno, pois demora pra montar, desmontar, passar pra cadeira dele e descer lentamente as escadas.
Mas dessa vez tive uma surpresa, um novo aparelho para descer escadas apareceu dentro do avião. Mais simples na estrutura e mais fácil de passar pra ele, pois entra no corredor do avião inteiro, aí foi só passar pra cadeira e partir pra escada. Como é menor, ele vira mais fácil dentro do avião e desce as escadas mais rápido que o stair-trac.
Mas por ser mais estreito, precisa de um sistema de segurança mais eficiente, e nesse caso são dois cintos de segurança, um sobre o outro, garantindo que a pessoa fique totalmente presa e segura no aparelho. Achei bastante interessante o sistema de descer escadas, são três rodas em forma de triângulo, que se encaixam entre os degraus e permitem a descida com tranquilidade.
Eu aprovei o equipamento, muito mais rápido e seguro, uma boa alternativa ao finger, enquanto o governo do Espírito Santo não toma vergonha e faz melhorias decentes no aeroporto da capital.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Senta que eu empurro

Esse é o sujestivo nome de um bloco de carnaval para deficientes, do qual recebi um convite esses dias por e-mail. A iniciativa é do IBDD, Instituto Brasileiro da Pessoa com Deficiência e desfilou hoje a partir das 20 horas em São Paulo. Antes que digam que estou fazendo convite depois da hora, só me lembrei disso hoje pra falar sobre o tema: quem disse que cadeirante não pode pular carnaval?
Bem, pular, pular mesmo, não tem jeito, mas curtir é claro que tem! Eu não tenho mais empolgação pra sair no meio de bloco, mas se rolar um samba e o pessoal que estiver comigo se empolgar, entro no meio também. Amanhã estou indo pra Guarapari, para a casa dos meus pais, encontrar também com minha irmã e meu afilhado, que adora um furdunço. Ano passado não pude ir e me disseram que o muleque já sambou horrores no meio do povo, pois na rua em que meus pais moram passa um bloco super animado.
Queria saber de alguém que foi no bloco Senta que eu Empurro, pra saber como foi. Quem sabe ano que vem eu vou também? E quem mais quiser contar experiências de carnaval na cadeira de rodas, vou adorar saber! Bom carnaval a todos!! E Senta que eu Empurro!!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pagando língua

Fui elogiar a Cemig no post que falei sobre a falta de energia e paguei língua... Segunda feira saí do trabalho debaixo de um temporal, daqueles com ventania de jogar motoboy pro alto. Tanto que tinha motoboy encostando a motoca pra não ser levado pelo vento ou pela enxurrada. Mas como eu estava de carro, enfrentei as ruas. E ainda assim passei um arrego, passei por uma rua alagada e meu carro avisou que não é barco, deu uma rabeada mas consegui sair da lagoa.
Peguei a Gi, que ficou toda molhada só até chegar ao carro e viemos pra casa. Quando chegamos... a rua completamente escura. Só nossa rua. E como o prédio estava sem energia, eu não tinha como subir. Esperamos uns 40 minutos e ligamos pra Cemig pra reclamar. Disseram que o prazo para resolver falta de luz na área urbana era de quatro horas, então resolvemos ir para o shopping lanchar e ir ao banheiro. Assim fizemos, rodamos, fizemos uma hora e voltamos pra casa lá pelas 10 da noite. E nada da luz voltar.
Sobre aquele programa de assistência a deficiente que citei aqui, eu mesmo ainda não me cadastrei, é mole? Casa de ferreiro, espeto de pau... Mas mesmo assim liguei reclamando de novo e dizendo que eu só conseguiria subir com energia, pois moro no 3º andar mas são dez lances de escada. E a resposta foi a mesma da primeira vez: nada poderia ser feito e teríamos que esperar. Deu meia noite e nada. Pensei em ir para um hotel, mas ainda fiquei na esperança de voltar logo, afinal já eram quase cinco horas sem luz, algo muito raro. Resolvi então entrar na garagem e esperar mais um pouco, o porteiro abriu o portão no manual e desci. Só que deu uma hora da manhã e nada. Ainda voltamos a pensar em ir pra um hotel, mas até fazer uma malinha, chegar lá, descer, e nos arrumarmos para dormir, não ia compensar, pois iríamos acordar cedo para trabalhar. Resolvemos então dormir no carro até voltar a eneergia, o que aconteceui às 4:30 da manhã. Aí então subimos e dormimos mais um pouco. Só que o resultado é que até hoje estou todo quebrado, com mais dores no corpo do que o normal. Agora crio vergonha e faço o tal do cadastro, esperando nunca precisar usá-lo.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...