quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Velhinho adaptado

Se eu fosse cadeirante na época do Uno Egg, eu adptava
Muita gente pergunta se vale a pena adaptar um carro manual, principalmente se o cara "vira" cadeirante, como eu, devido a uma lesão medular. Ainda mais se a pessoa já tem o carro, e desenvolve um "sentimento" por ele. Não riam, nós homens gostamos tanto destas máquinas que rola mesmo uma paixão, um amor verdadeiro. E a coisa se completa quando se trata do primeiro carro. Aí não tem como negar o sentimento, costuma virar prioridade sobre muita coisa e gerar até ciúmes nas namoradas.
Meu primeiro carro foi assim, um Uno 1.5R amarelo, e foi amor à primeira vista. Era o único carro amarelo da cidade (Viçosa), o que logo gerou o apelido de Uno 1.5 EGG. Era super confortável, com rodas de liga leve e ar condicionado. E eu achava ele lindo, amarelinho, com faixas cinza nas laterais, cintos de segurança vermelhos. Mas sempre me denunciava... Quando eu dava um "perdido" nas namoradas, logo descobriam todos os lugares por onde eu passava, de botecos a ... motéis. E eu não tinha como negar, o máximo que conseguia era dizer que emprestei o carro para um amigo "cúmplice".
Pick up C10 antiga adaptada
Portanto, se você realmente gosta do seu carro, mesmo sendo manual, vale o esforço para adaptá-lo. Deve ter sido este o motivo que levou um deficiente de Ponte Nova a adaptar uma C10 muito antiga. Foi o carro mais velho que vi adaptado até hoje. Claro que não é automática, portanto foi instalada uma embreagem automatizada, que é acionada ao colocar a mão sobre o câmbio. Mas o incrível é que ela é tão antiga que o câmbio fica na coluna de direção! 
Marchas na coluna com embreagem automatizada
Achei muito legal, na foto dá pra ver o botão da embreagem em cima da alavanca de câmbio. Deve ser uma aventura dirigir um carro desses adaptado. Já dirigi uma caminhonete dessas há muitos anos, antes de virar cadeirante, e foi muito interessante passar as marchas na coluna de direção. Bem difícil no início, mas depois fui pegando o jeito e foi bem divertido.
Acelerador manual e pomo. Esse volante parece de navio!
Enfim, se você tem muita vontade de adaptar seu velhinho, vai fundo, tenho certeza que ele vai gostar e retribuir.

3 comentários:

  1. Eduardo, a ideia é que a pessoa passe rapidamente a marche a volte a mão para o volante, o que inviabiliza trocar uma marcha em uma curva, por exemplo. Já dirigi carro manual, e com o tempo a gente aprende a passar a marcha no momento mais oportuno, que não atrapalhe a condução.

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  2. Não é à toa que muitos preferem usar um acelerador a aro, que permite até trocar marcha numa curva sem ter que soltar o volante.

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  3. Não vai precisar mudar a marcha com o veículo andando durante a baliza, então não tem problemas usar o câmbio manual com a embreagem automatizada.

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