terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Resultado da enquete

Hoje finalizou a enquete que fiz para saber o que os cadeirantes acham mais importante na hora de escolher um carro, e o resultado me surpreendeu. Foram 164 votos, e a maioria (83 votos - 50%) acredita ser mais importante escolher um carro que tenha facilidade para entrar. Eu acho mais importante o câmbio automático, mas acredito que o resultado se deve ao fato de grande parte dos cadeirantes não dirigir, portanto valorizam mais o acesso. O resultado ficou assim:
- Câmbio automático/automatizado: 51 votos (31%)
- Porta malas grande: 20 votos (12%)
- Espaço interno: 10 votos (6%)
- Facilidade para entrar: 83 votos (50%)
Sei que todos os itens são importantes, mas identificamos aqui a preferência da maioria. Já falei sobre acesso ao carro em um post anterior, demonstrando que existe uma tábua, que ganhei no Hospital Sarah, que ajuda a entrar no carro, pois basta encaixar na cadeira e deslizar até o banco. Existem também outros equipamentos que facilitam a entrada no carro.
Quando comprei meu carro, fiz questão de ir nas concessionárias testar os carros que eu tinha em mente, entrando e saindo deles. Essa é uma recomendação que sempre dou, fazer o "test drive" de entar e sair do carro e ainda pedir alguém pra colocar a cadeira no porta malas pra ver se cabe fácil. Faço ainda outra sugestão, entrar no carro e colocar a cadeira no banco do passageiro sozinho, para identificar a dificuldade no processo. Muita gente me pergunta sobre como colocar sozinho a cadeira, em breve vou fazer um vídeo mostrando minha técnica, pois cada um tem um jeito de fazer isso. Não é fácil, mas com um pouco de paciência a gente aprende a melhor forma.
Entre os equipamentos que facilitam a entrada no carro, tem um que é como se fosse uma tábua retrátil que fica ao lado do banco, e quando o deficiente vai passar ele "arma" a tábua, e depois recolhe. Mas o mais eficiente, na minha opinião, é o banco giratório, que se projeta para a lateral do carro e depois volta à posição original. Tem um mais avançado que este, que sai completamente no carro e se encaixa na base de uma cadeira motorizada, e o cadeirante sai rodando no mesmo banco que anda de carro. É interessante pela praticidade, mas é um equipamento caro. Conicidentemente falei hoje com o Léo, da Hélio Adaptações daqui de BH, e ele está instalando um sistema desses em um carro, assim que ficar pronto vai deixar eu testar pra fazer uma matéria aqui pro blog.

Um comentário:

  1. Eu não sou cadeirante mas votei no câmbio automático por ficar mais barata a adaptação. Ainda existe bastante preconceito com o câmbio automático, de que a manutenção é difícil, mas isso ocorre mais por causa da "cultura" automotiva brasileira e de uma rede de assistência técnica bastante limitada, mas não são um bicho de 7 cabeças como dizem alguns. Agora com esses automatizados a questão da manutenção é menos complicada, pois a parte de hardware é bastante parecida com o que se tem num câmbio convencional, com a vantagem de as caixas automatizadas normalmente serem do tipo não-sincronizado, até mais simples de mexer que as sincronizadas, e a embreagem ainda sofre um desgaste menor.

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