
Quando estive no Sarah presenciei um auto-preconceito. Estávamos na aula sobre as cadeiras de rodas, modelos, forma de desmontar, essas coisas, quando a instrutora falou que existem cadeiras de rodas próprias para ir à praia, que bóiam e permite até uns mergulhos. Na hora um dos cadeirantes falou: "que praia o que, se eu achar um de vocês na praia dou muita pancada. Que ideia, cadeirante não tem que inventar moda não."
A instrutora tentou explicar que o cadeirante deve pensar justamente o contrário, que é capaz de ir a qualquer lugar, bastam algumas adaptações. Mas o cara era desses radicais e continuou dizendo que quem arriscar vai passar é raiva, e que ia rir muito quando visse uma cadeira atolada na areia.
Nunca mais vi esse cara, apesar de morar aqui em BH, mas acredito que deve estar muito insatisfeito e recluso dentro de casa, sofrendo. Pior que preconceito alheio é o preconceito que a pessoa tem com ela própria. Por achar que vai incomodar, por achar que as pessoas vão ficar olhando, por achar que por estar em uma cadeira de rodas deve ficar em casa, as pessoas não vivem.
Este fim de semana fui a Guarapari, nova morada dos meus pais, e me surpreendi com algumas coisas. De positivo, a orla das praias em que estive está totalmente urbanizada, com calçada larga, boa iluminação (inclusive na praia - foto abaixo) e quiosques de alvenaria. As orlas agora tem bastante espaço para andar ou rodar com segurança, são bem arborizadas e tem lixeiras por todo o trajeto. De negativo, nem todas as esquinas tem rampa e as calçadas são muito irregulares e apertadas em alguns pontos.
Então, porque um cadeirante não pode ir à praia? Estou falando aqui só de passear pela orla ou parar em um barzinho pra comer um peixe e tomar uma cerveja, pois nunca fui muito fã de ficar tostando na areia, mas o banho de mar eu sempre gostei. E se der na telha, vou pro mar, mesmo sem uma cadeira adaptada, desde que não tenha muita onda e nem seja fundo. O problema com essas cadeiras "anfíbias" é o preço, mas nas grandes cidade como o Rio de Janeiro, já há algumas unidades compradas pelas barracas de praia, de acordo com o post que vi no Mão na Roda.
Então meu amigo, não tem essa de ficar em casa não, cadeirante é gente como todo mundo e tem direito de fazer o que gosta, onde quer que seja.
Adoro praia e gostaria muito de contar com uma dessas cadeiras, ja fui na minha (convencional) e terminei tomando banho de mar e piscina mais de uma vez
ResponderExcluirEssas cadeiras jà estâo a venda ?Onde podemos comprar?
ResponderExcluirOLÁ!
ResponderExcluirFIQUEI MUITO FELIZ EM ENCONTRAR ALGUÉM ASSIM! QUERO LEVAR MEU PAI QUE É CADEIRANTE NO PRÓXIMO ANO PARA CONHECER O CEARÁ. É O SONHO DELE. COMO CONSIGO ENCONTRAR ESSA CADEIRA ANFÍBIO LÁ? VOCÊ SABE?
OBRIGADA, PATRÍCIA.
ESTOU ANSIOSA PARA CONHECER ESSA CADEIRA POIS VOU A PRAIA TODO ANO ASS;M.SANTOS DIAS
ResponderExcluirExcelente o seu blog. Também sou cadeirante devido ao vírus da Polimiosite. Em maio fui para Porto Seguro e não pude tomar banho de mar. Adorei a novidade da cadeira!
ResponderExcluirUm abraço!
Eu adorei conhecer a cadeira de praia.Tu sabe onde a gente compra ou aluga essas cadeiras?Se puder me responda
ResponderExcluirdudu.tricolortche@hotmail.com
Obrigado
Douglas
existem lugares que alugam cadeiras anfibias aqui em SP? ou Parati?
ResponderExcluirou Ubatuba??
obrigada
Por favor alguem sabe me informar se tem perigo de estragar a cadeira monobloco se entrar no mar, pois vamos pra praia e vou colocar meu menino no mar. Ou é melhor eu arrumar uma simples. Desde ja agradeço
ResponderExcluirAluga ou só vende.Se vende preço
ResponderExcluirBoa noite presido alugar cadeira de roda anfíbia para pessoa tem walzaimer 11 9 6485 2106
ResponderExcluirBom dia ! Preciso locar uma cadeira Anfibia para 17 a 30 de janeiro . Preciso saber se alguém SP teria uma para locar ?
ResponderExcluir