segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lazer pra cadeirante: navio de cruzeiro



Para driblar as dificuldades costumeiras de acesso, banheiro e adaptações em geral, os cadeirantes se vêem obrigados a buscar alternativas que facilitem a realização das atividades diversas, incluindo aí o lazer. Afinal de contas, qualidade de vida está ligada diretamente a lazer.
Já escrevi sobre os problemas na hora de viajar, da necessidade de planejar e procurar informações sobre os lugares com antecedência, mas mesmo assim somos surpreendidos muitas vezes e frustramos uma série de programas. O ideal seria sabermos com antecedência todos os lugares adaptados na cidade de destino, e o guia brasil para todos tem este objetivo.
Há uma alternativa, porém, que consegue unir o útil ao agradável e ainda minimiza o esforço do cadeirante, afinal, quando viajamos algumas horas de carro, ou ainda o desconforto de fazer várias transferências na viagem aérea, nos deixa exaustos e demanda boas horas de descanso antes de fazer qualquer outro programa. São os cruzeiros de navio, que apesar do estigma de serem programa de elite, vem barateando muito nos últimos anos, com a queda do dólar e a concorrência. E ainda podem ser parcelados em várias vezes, ficando em menos de cem reais por mês. Mas será que valem o que custam?
Para um cadeirante, por experiência própria, digo que valem. Mesmo quando colocamos na ponta do lápis, se considerarmos o custo de transporte, estadia em hotel, refeições em bons restaurantes e ingressos diversos (teatro, cinema, shows), fica muito mais cara a viagem por terra. Para quem não mora em cidade litorânea, basta ir para a cidade do porto um dia antes da partida e sair descansado no dia seguinte.
Dentro do navio há dezenas de opções de lazer, além dos animadores, que não deixam ninguém parado e criam uma série de atividades divertidas. A rotina nestes cruzeiros geralmente inclui atividades na piscina durante o dia com música ao vivo, jantar em excelentes restaurantes (de nível internacional), shows à noite e boate de madrugada. Sem contar as alternativas sempre à disposição, como academia, quadras de esportes, salão de jogos, cinema, piano bar e até cassino, que pode funcionar quando o navio está navegando. E ainda tem as paradas em diversas cidades litorâneas, deixando o dia todo para visitação.
E tudo adaptado para cadeira de rodas. Os quartos específicos para deficiente são amplos, com banheiro totalmente adaptado, há elevadores para todos os andares e os corredores são bem largos. Para os locais que naturalmente são mais difíceis, como piscina e jacuzzi, é só acionar os animadores que eles te carregam.

Os shows são excelentes, com artistas de alto padrão, às vezes depois do show principal da noite tem um show de humor, tem também uma noite com o comandante, em traje de gala, sem falar no cassino, como é divertido brincar naquelas máquinas caça-níqueis! Outra coisa que impressiona é a quantidade de comida disponível, pra todo lado tem uma opção, se não ficar esperto a gente engorda uns bons quilos num cruzeiro destes. Mas se tem uma coisa que parece de filme é o visual em alto mar, o sol se pondo, as ilhas, a costa, aquele marzão e as outras embarcações, que ficam parecendo de brinquedo vistas do alto de um navio destes. Vale o investimento.

4 comentários:

  1. Oi Alessandro! Estou procurando um cruzeiro para presentar minha irmã e o marido dela. Mas não acho um adaptado para cadeira. Por qual cia você viajou? Obrigado, abraços, Caroline

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  2. Oi Sam, td bem?
    Não sei se vc se lembra de mim. meu nome é Walkíria, sou advogada, conversamos um dia pelo MSN. Bom meu namorado é cadeirante e gostaria de fazer um cruzeiro com ele. Assim, se possível for, vc poderia me passar algumas dicas? Gostaria de saber qual foi o navio que vc foi e para onde foi. Vc contratou alguma empresa especializada?
    Aguardo sua resposta.
    Abraços,
    Wal

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  3. Fabiana, para onde você foi?

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  4. Alessandro Fernandes9 de outubro de 2018 às 16:42

    Nas cidades com porto estruturado, em que o navio pode ancorar e baixar a rampa, dá para sair. Em cidades em que é preciso utilizar aqueles barcos menores que tem na lateral do navio, também é possível, porém a operação é mais delicada, algumas pessoas não gostam de arriscar, pois é preciso a ajuda de pessoas que carreguem o cadeirante. Eu já fiz desta forma, e foi tranquilo, sem problema.

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