sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A tábua da salvação

Essa tábua quebra um galho!
Quem é cadeirante sabe que um dos "calcanhares de Aquiles" do dia a dia são as transferências. A gente precisa fazer transferência a todo momento, desde a hora em que acorda até a hora em que deita. É da cama para a cadeira, da cadeira para o carro, da cadeira para o sofá, da cadeira para outra cadeira... Veja no vídeo abaixo como usar a tábua. Só que, quem tem lesão alta sofre para fazer estas transferências. A ferramenta mais simples e útil que temos para auxiliar nessas transferências é a tábua de transferência. Que, na verdade, nem precisa ser uma tábua, já vi tábua de transferência feita de plástico e de acrílico.
Mas onde conseguir esta bendita tábua? No Mercado Livre? Em loja de produtos ortopédicos? É, nesses dois lugares tem - para quem quer ver no Mercado Livre, clique neste link. Mas são muito caras. A mais barata no Mercado Livre custa oitenta e nove reiais! Mas que alternativa temos? Ganhei a minha no Sarah, e é onde a maioria das pessoas que tem esta tábua ganha. Só que nem todo mundo passa pelo Sarah, e aí vem me perguntar onde conseguir a tábua. A sugestão que dou é: faça sua própria tábua. Falo para procurarem a postagem sobre a tábua no blog, pegar a foto que tirei dela e mandar fazer em uma marcenaria. Só que eu estava pensando nisso outro dia, e acho que só com base no desenho é complicado fabricar esta tábua. E este é o propósito deste post. Fiz o desenho abaixo com as medidas da tábua, para quem quiser mandar fazer, levar ao marceneiro ou ao... plastiqueiro? Quem trabalha com plástico rígido, e pedir para fazer com base nas medidas. Se for de madeira, é feita de compensado e tem um centímetro e meio de espessura. Depois é só arredondar as bordas. Explicando um pouco o desenho, ela mede 72 cm de complimento por 29 cm de largura, e as medidas dentro da tábua, que pegam no início do buraco, é para orientar onde fazer o buraco. Tentei pegar bem nas bordas do buraco para facilitar, e o buraco tem dez centímetros por quatro de largura. Espero ajudar de verdade quem tem dificuldade com transferências!
Clique na imagem para ampliar e salve em seu computador

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Nove meses dos gêmeos

Sou pai coruja mesmo, eles são lindos!!
Já contei aqui como foi o processo para termos nossos filhos, através da inseminação artificial, em alguns posts - vejam link para eles ao final deste. E quem leu sabe que, ao contrário da maioria dos casais, o desejo de ter filhos era mais meu do que da minha companheira, e sabe também como foi o processo para chegar à decisão de investir nesse sonho.
Cuidar de dois não é fácil. Mas basta um olha e um sorriso para valer a pena
Agora vou falar como tem sido nossa vida após o nascimento deles - fizeram nove meses dia 14/10 - e como tem sido o dia a dia com nossos bebês. Após o nascimento tenso deles, em que ficamos todos internados, saímos do hospital aos dezoito dias de vida deles. Fomos para casa, eles se ambientaram aos novos berços, e começamos a cuidar - com ajuda da minha mãe nos primeiros dias. Como eu estava de licença médica do trabalho, pois fiz uma cirurgia nas costas há pouco tempo, e a Gi de licença maternidade, resolvemos cuidar deles sozinhos, sem ajuda de babá, até o fim da licença da Gi. A primeira coisa que preciso falar a todos os meus amigos que me aconselharam dar valor ao sono antes dos meninos nascerem é... Vocês estavam certos! Nos primeiros meses a gente não dorme. Nos meses seguintes dorme um pouco, chega a umas três, quatro horas por noite! Tá, não é bem assim, e na verdade não posso reclamar, meus filhos dormem bem desde três meses de idade.
Segurar os dois juntos não e fácil!
Nossa rotina nos primeiros meses era assim: durante o dia, a Gi dava peito para um, trocava fralda, às vezes precisava trocar roupa, limpar, ficava no colo um pouco, e logo o outro queria a mesma coisa. Era dedicação exclusiva, trabalho durante o dia inteiro. Ao chegar a noite, combinei com a Gi que eu ficaria responsável por cuidar deles para que ela pudesse descansar. Meu turno iniciava às 11 da noite e terminava às 5 da manhã. Eles dormiam perto de meia noite, e por volta de duas, quase três da manhã, alguém começava a chorar. Aí eu levantava, trocava fralda, dava mamadeira e fazia dormir. Quando estava colocando no berço, o outro acordava, e fazia o mesmo processo. E quando acaba com o segundo, o primeiro acordava de novo. E começava tudo de novo. Interessante é que raramente os dois acordavam ao mesmo tempo. Achei que por estarem no mesmo quarto, quando um chorasse o outro acordaria e ia chorar junto, mas não era assim. Ainda bem. Quando isto acontecia de madrugada, aí eu tinha que chamar a Gi para ajudar. Ela vinha cambaleando, e cuidávamos dos dois juntos. E assim foi até o terceiro mês, quando eles começaram a dormir mais durante a noite. Aí meu turno ficou fácil... eu dormia e quando algum deles chorava eu ia lá ver e fazer o processo. Às vezes era só um chorinho bobo, como temos babá eletrônica, eu via pela tela se estava tudo bem, o choro parava e eu voltava a dormir.
Batizado dos gêmeos em Paula Cândido, terra da Gi
A Gi voltou a trabalhar no dia 1º de julho, e eu permaneci de licença médica - até hoje - pois minhas dores não diminuíram, pelo contrário, aumentaram. Decidimos então contratar uma babá para me ajudar. Demoramos três "experiências" até acertar, mas hoje estamos com uma pessoa ótima. A Gi sai para trabalhar pela manhã e ela fica com os dois, dá mamadeira, deixa eles no cercadinho brincando, e fica de olho, e quando vai fazer almoço eles ficam na cadeirinha. Eu acordo por volta de onze horas - não é preguiça, é que ainda durmo muito mal devido às dores, acordo às sete com a Gi, faço mobilização passiva e volto a dormir. Se eles ainda estiverem no cercadinho - alguns chamam de chiqueirinho, mas não acho eles tão porquinhos assim - fico no sofá, puxo para perto de mim e brinco com os dois. Atualmente eles gostam de ficar de pé segurando na beirada, eu coloco eles assim e ajudo a dar uns passinhos. Depois de algum treino aprendi a tirar eles do cercadinho e colocar, o que ajuda quando alguém fica nervoso. Também consigo tirar eles da cadeirinha e puxar para cima do sofá. Em outras atividades, dou sempre um jeito de levá-los. Quando saímos de casa sem o carrinho, eu uso o Canguru, é uma mão na roda, eles gostam de andar nele. Chega na garagem, antes de tirar e colocar no carro, fico dando voltas e girando a cadeira, eles se divertem!
Passeando no calçadão da Praia do Morro com o Max no Canguru
No dia a dia eles são muito bonzinhos. Não dão muito trabalho, aliás dão menos trabalho que muito bebê sozinho. Ficam quietinhos na cadeirinha vendo TV, se comportam bem no cercadinho. Comem muito bem, só a Anne faz uma carinha estranha a cada comida nova, mas acaba comendo. E estão crescendo muito! Aos nove meses, apesar de serem prematuros, já estão acima da média dos bebês nesta idade. A Anne está pesando 8,80 kg e o Max 8,40. Ela mede 75 cm e ele 71,5. Desde o nascimento ela é um pouco maior. Acho bom ele crescer logo, senão vai apanhar da irmã, já pensou que feio? Está avisado!
Já ficam de pé no cercadinho, daqui a pouco estarão andando
Apesar de bonzinhos, há momentos em que provocam o caos. Estão em uma fase que não param quietos, querem ficar de pé e ficam doidos para ir para o chão. Imaginem segurar dois bebês com pouco controle de tronco? Não é fácil, mas a gente dá conta. E é um ótimo exercício para o tronco. Na atual fase deles, só segurar no colo já é um exercício. Eles ficam se mexendo, tentando ficar de pé, querendo ir para o chão, e a gente tem que segurar eles com firmeza. Para não correr risco, procuro ficar próximo ao sofá ou outro lugar que eu possa me apoiar em caso de emergência. Ainda não ocorreu. Uma coisa interessante, eles já começaram a perceber que o papai é um pouco diferente. Às vezes estão na cadeirinha, no chão, e eu chego perto. Eles olham para a cadeira, depois para mim. É ótimo para a criança aprender desde o nascimento a conviver com as diferenças.
Além de tudo isto, é uma alegria muito grande poder acompanhar o dia a dia dos meus filhos, apesar de estar passando por dores muito fortes. Cada dia é um novo aprendizado, perceber eles aprendendo coisas novas, novos sabores, as primeiras sílabas e as brincadeiras diárias é muito bom. Poder dar comida a eles, carinho, colo, me faz esquecer um pouco das dores absurdas que estou sentindo. Espero controlá-las um pouco para ter forças para cuidar e acompanhá-los todo dia!

Posts sobre antes e depois do nascimento dos nossos babies!
http://www.blogdocadeirante.com.br/2015/09/paternidade-sobre-rodas.html
http://www.blogdocadeirante.com.br/2016/02/alegrias-e-perrengues.html
http://www.blogdocadeirante.com.br/2016/06/fertilizacao-na-pratica.html
http://www.blogdocadeirante.com.br/2016/03/pai-quarentao-cadeirante-de-gemeos.html

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Hotel Blue Tree Premium em São Paulo

Fachada do Blue Tree Premium Faria Lima (foto do site do hotel)
São Paulo é um dos meus destinos mais frequentes, e não é somente porque lá acontecem os principais eventos do país, nem pela diversidade cultural ou pela rica gastronomia. O principal motivo de ir tanto a São Paulo são meus três lindos sobrinhos que lá residem, e meus dois irmãos. Por isso, nunca uso hotel para hospedagem naquela cidade, prefiro ficar na casa de um dos meus irmãos, para aproveitar bem o pouco tempo com todos.
Hall do hotel, alto nível em tudo
Mas eis que recebi o convite da Iveco para cobrir o lançamento da Daily Elevittá, da qual sou garoto propaganda. E eles disponibilizaram um hotel para que eu ficasse próximo ao evento. Solicitei as adaptações necessárias e reservaram para mim o Blue Tree Premium Faria Lima, que fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3989, Vila Olímpia. Por ser de uma grande rede, fiquei mais tranquilo em relação às adaptações, pois geralmente seguem o padrão internacional e prestam atenção às necessidades dos clientes.
Na entrada do quarto, uma sala com sofá e TV
Ao chegar, já me impressionei bem com o funcionário que me recebeu, perguntou como faria para auxiliar o taxista a montar minha cadeira e depois perguntou se eu queria ajuda para desembarcar. Parece coisa simples, mas pouca gente faz isso, geralmente vão pegando a cadeira, segurando de qualquer jeito, ou até tentando puxar a gente para fora do carro. Perguntou também se eu queria ser empurrado, outra coisa básica. Não preciso de ajuda para estas tarefas, declinei educadamente. No balcão, achei que havia encontrado uma falha, ele é alto e não tem nenhuma parte rebaixada, mas me direcionaram para uma mesa para fazer meu check in. Tudo certo.
A cama é enorme e muito confortável
Feito o check in, me acompanharam até o apartamento, no vigésimo quinto andar. O quarto é enorme, com bastante espaço para circulação, dividido em uma ante sala, cama e escritório. A sala tinha duas mesinhas de centro, que atrapalham a aproximação da cadeira de rodas, e um sofá, muito baixo e macio. Não arrisquei me transferir par ele. A TV é visível da cama, portanto não foi necessário utilizar a sala. A cama tem boa altura, pouco acima da cadeira de rodas, e não tinha obstáculo. Me aguardava em cima da cama o programa do lançamento do veiculo da Iveco e uma sacola da Kopenhagen de brinde (hummm). O escritório fica atrás da cama, é composto por uma mesa com gavetas e uma cadeira, a mesa é bem vazada e a cadeira entra com facilidade. A vista do apartamento é belíssima, para quem gosta de prédio... Dá para ver boa parte da cidade.
Até escritório tem no quarto
Vista do 25º andar
O banheiro, como era de se esperar, era muito bem estruturado. Tinha barras para todo lado, inclusive barra móvel ao lado do vaso, que felizmente não tem aquela abertura na frente. O assento, este sim tem abertura, e esta eu acho útil, facilita a higiene. Para a lixeira, nota dez, aberta por cima porém mais estreita que a boca. No box, um banco para banho, recomendável para quem tem bom controle de tronco. Como é meu caso, utilizei sem dificuldade.
O banheiro é top, completo e com todas as adaptações necessárias
O hotel conta também com piscina, academia, sauna e área de lazer no último andar, porém como fiquei pouco tempo não tive oportunidade de conhecer. A esta altura você deve estar pensando que este hotel é caríssimo, e não está longe da verdade. Fiquei lá porque foi cortesia, não gastei nada, mas em uma busca rápida pelo Trivago, descobri a diária fica em torno de quatrocentos reais. Bem puxado, mas para quem não abre mão de luxo e sofisticação, é uma boa pedida.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Evento Cultural Inclusivo para crianças com deficiência

O evento será gratuito e as vagas são limitadas
O Blog "Santa de Casa Faz Milagre" está realizando um projeto que pode parecer modesto,  mas é de enorme valia a famílias confinadas ao cárcere de seu próprio lar, e sabemos bem que lazer e esporte pode transformar  nossas vidas, tornarem  mais leves nossas dificuldades.

O Blog é composto por pais de crianças com deficiência e realizará o evento no Teatro Francisco Nunes, em Belo Horizonte. Será um cinema inclusivo, mas não só para autistas, e sim para pessoas portadoras com deficiência em geral.
O evento trata de gentilmente receber as pessoas e suas famílias, já que a oportunidade de um espaço totalmente adaptado às suas necessidades é rara. Eles querem espalhar a inclusão! Para crianças autistas, por exemplo, que normalmente não têm muita concentração, serão passados curtas. O evento é gratuito, não tem patrocínio e estão contando com a colaboração de várias pessoas. 

Nesta oportunidade as crianças terão luzes semi-acesas, som mais baixo, liberdade de ir e vir e caminhar pelo espaço, ambiente paralelo de musicoterapia com uma musicoterapeuta e circuito sensorial com educador físico, para que possam se reorganizar e reequilibrar. Será dentro do Parque Municipal, pois assim poderão passear e voltar, aproveitando o verde. São esperadas 200 famílias, aproximadamente 350 pessoas, sendo que já estão chegando ao preenchimento total das vagas, tamanha a demanda e carência deste tipo de evento destinado a este público.
Será na semana das crianças, no dia 15 de outubro. Contarão com 40 estagiários de psicologia e pedagogia para auxiliar na lida com as crianças. As crianças são, na maioria, portadores de paralisia cerebral, cadeirantes, autistas, Síndrome de Down e crianças com epilepsia. Vamos apoiar esta causa!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Com foco em tecnologias assistivas, empresas mostrarão potencial de produtos brasileiros em feira na Alemanha

Rehacare é o evento mais importante da Europa no setor de reabilitação
Com o propósito de fomentar as exportações brasileiras de produtos voltados para tecnologias assistivas e reabilitação, empresas associadas à ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) e que fazem parte do Projeto Brazilian Health Devices, executado pela entidade em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), estarão presentes na Alemanha, entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro para participação na Rehacare. A Freedom, fabricante de cadeiras de rodas, a Ibramed, produtora de equipamentos para reabilitação física, assim como a Politec, companhia que produz aparelhos auditivos e a Jumper, desenvolvedora de cadeira de rodas personalizadas para a prática de esporte, estarão presentes apresentando produtos e representando o Brasil nessa primeira participação do país no evento.
A Rehacare é a feira mais importante da Europa no setor de reabilitação. O evento, que acontecerá na Messe Düsseldorf, será uma plataforma ideal para qualquer pessoa com necessidades de cuidados ou doenças crônicas, bem como para os idosos, pois proporcionará troca de experiências e uma ampla variedade de atividades. A diversidade de temas, tais como prevenção, mobilidade, inclusão, turismo, esportes, oportunidades de carreira e muito mais estarão à disposição dos participantes, pesquisadores, bem como os mais de 900 expositores e especialistas de todo o mundo.
Na Alemanha a acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida é regra e não exceção. Além de as cidades serem pensadas e construídas para ser completamente acessíveis - calçadas bem-feitas, niveladas e sem obstáculos; bondes com piso baixo que facilita o acesso ao transporte público; sistemas de orientação para cegos e pessoas com baixa visão -, o país tem a maior indústria de tecnologia assistiva do mundo, seguido dos Estados Unidos.  Para Laísa França, coordenadora de promoção comercial da ABIMO, a participação brasileira na Rehacare fortalecerá a imagem da indústria de reabilitação e mostrará a capacidade de negócios nesse setor. "Há grande potencial industrial brasileiro, porém ainda precisa ser organizado e muito apoiado. O objetivo da nossa participação nesse importante evento é impulsionar as exportações brasileiras deste tipo de produção com foco na saúde, funcionalidade e bem-estar do paciente".
Durante o evento, alguns para-atletas farão demonstrações de produtos brasileiros, e no dia 30 de setembro, haverá um Happy Hour no pavilhão para promover networking entre os visitantes da feira e os fabricantes do Brasil.                                                                               
Oportunidade de mercado 
Um estudo realizado pelo CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) a pedido da Secis/MCTI (Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) identificou que o Brasil tem grande competência para o desenvolvimento de tecnologia assistiva, mas, para que ocorra, é fundamental que ações planejadas e integradas sejam implementadas considerando a participação de governo, associações de classe e indústria.
Para incentivar e incrementar os negócios na área, a Apex-Brasil tem voltado esforços a fim de aumentar o número de empresas brasileiras da área de tecnologia assistiva no exterior. A agência firmou parceria com a ABIMO para colocar em prática um plano de negócios que indicará potenciais mercados no exterior. Nesse projeto se pretende organizar internamente uma parte do setor, regulamentá-lo e prepará-lo para o mercado internacional. Segundo Clara Porto, gerente de marketing e exportação da ABIMO, a ideia é fazer um planejamento estratégico que impulsionará as exportações dos fabricantes brasileiros de produtos de tecnologia assistiva de saúde.
Além de fazer um estudo detalhado sobre o mercado local - com mapeamento dos fabricantes, identificação de lacunas e pontos a melhorar para fortalecer a indústria nacional -, a ABIMO trabalhará em conjunto com associações de países cujo segmento de tecnologia assistiva já está estrategicamente organizado.
SOBRE O BRAZILIAN HEALTH DEVICES
O Projeto Setorial (PS) executado pela ABIMO, em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), denominado Brazilian Health Devices tem como missão fomentar as exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área da saúde. Brazilian Health Devices é a marca que reúne as indústrias exportadoras do setor e as representa internacionalmente.
SOBRE A ABIMO
A Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) é a entidade representante da indústria brasileira de produtos para a saúde que busca representar e promover o crescimento sustentável do setor no mercado nacional e internacional.
SOBRE A APEX-BRASIL

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) tem a missão de desenvolver a competitividade das empresas brasileiras, promovendo a internacionalização dos seus negócios e a atração de investimentos estrangeiros diretos. A Apex-Brasil apoia, atualmente, mais de 12 mil empresas de 83 setores produtivos da economia brasileira, que exportam para mais de 200 mercados. A Agência também coordena os esforços de atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o País.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Paralimpíadas 2016: Cícero Valdiran bate recorde das Américas no Rio

O esportista disputou na classe F57 do lançamento de dardo nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro e ficou em quarto lugar. O lançamento feito por ele atingiu a marca 42m e 90cm, novo recorde das Américas. Por apenas seis centímetros não conquistou a medalha de bronze na competição. "Foi uma experiência que valeu ouro. Nada pode pagar essa experiência". 
Natural de Igaracy, no Sertão da Paraíba, Valdiran, de 24 anos, pratica o paratletismo há três anos. Ele nasceu com má formação congênita na altura do tornozelo, mas a deficiência não o parou. Antes de chegar ao atletismo, praticou basquete adaptado.
O esportista faz parte da AAPD/PB (Associação Atlética das Pessoas com Deficiência), da Paraíba. A entidade conta com apoio da Coloplast, que é nossa parceira aqui no blog. Juntos, vamos divulgar informações importantes sobre tecnologias, produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde.

Sobre a Coloplast
A Coloplast desenvolve produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com condições médicas muito pessoais e realmente íntimas. Trabalhando próximo aos usuários finais e profissionais que usam seus produtos, criam soluções sensíveis às suas necessidades especiais.

sábado, 10 de setembro de 2016

Apex e ABIMO realizam evento sobre tecnologias assistivas

Painel da Apex/ABIMO discutiu o panorama da industria brasileira e os desafios para exportação
Nos dias 7 e 8 de setembro a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) realizaram na Casa Brasil, que fica dentro do Boulevard Olímpico da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, um painel com palestras e discussões sobre Soluções Brasileiras Inovadoras e Sustentáveis em Tecnologias Assistivas. O painel contou com a presença de empresas parceiras da Apex e da professora Izabel Maior, ex Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Primeiro dia do Painel
No primeiro dia, intermediado por Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, palestraram a fisioterapeuta Elisandra, da Ibramed, que demonstrou um aparelho que trabalha com a corrente Aussie, que produz mais resultados tanto em estimulação quanto em analgesia. Em seguida, os proprietários da Jumper Equipamentos contaram a história da empresa e seus produtos. À tarde foi a vez de Márcio Weissheimer, da Freedom, falando sobre seus produtos, e Erika Foureaux, da ONG Noisinho da Silva, de Belo Horizonte, que criou uma cadeira para crianças com deficiência interagirem com outras em brincadeiras no chão. Em todas as apresentações foram ressaltadas as inovações dos produtos no sentido de aumentar a qualidade de vida dos usuários, e os desafios enfrentados no mercado nacional e para exportar.
Professora Izabel Maior palestrando na Casa Brasil
No dia seguinte, o grande destaque foi a palestra da professora Izabel Maior, que mostrou um panorama das leis nacionais e internacionais voltadas ao deficiente, finalizando na LBI - Lei Brasileira da Inclusão, destacando os pontos positivos e os que demandam atenção. Explicou o que é considerado tecnologia assistiva e a posição do Brasil, que hoje é grande importador deste tipo de produto, elogiando os incentivos da Apex para exportar os produtos aqui desenvolvidos. Em seguida ressaltou a importância das Paralimpíadas como painel de produtos assistivos de alta tecnologia, comparando com a Fórmula 1, que desenvolve tecnologia que acaba nos carros que dirigimos. Izabel discorreu também sobre incentivos fiscais e financeiros para empresas que atuam no setor, e sobre o papel da universidade no desenvolvimento de tecnologia assistiva. Foi uma palestra muito rica, a professora Izabel tem um vasto conhecimento da legislação e dos desafios para inclusão da pessoa com deficiência.
O representante da Deca falou sobre a experiência em exportar
Em seguida, intermediados pelo Gilson Spanemberg, da Apex, outros empresários falaram rapidamente sobre seus produtos, a atuação no mercado nacional e os passos para exportar com apoio da Apex. Foram eles a Erika Foureaux, da Noisinho da Silva, Júlio Oliveto, da Kit Livre, Leda Rosa, da Larqtec, e um representante da Deca, e foi formada uma mesa redonda em que discutiram a situação do mercado nacional e os problemas e incentivos para exportar. Ao final foi aberto para o público interagir questionando a mesa, o que gerou um bom debate, contando com a participação da platéia e de todos da mesa.
Este tipo de evento é muito importante para divulgar e debater o mercado de produtos de tecnologia assistiva, tão carente de incentivos e estímulos no Brasil. Foram apontados os problemas enfrentados pelos empresários, como falta de escala e incentivos fiscais e o custo da pesquisa e desenvolvimento, que majoram o preço final dos produtos, diminuindo sua competitividade. O que percebemos é que há no Brasil boas ideias e vontade, porém devido aos problemas de burocracia, falta de investimento e falta de incentivos, fica difícil oferecer produtos de qualidade e a preço justo, o que dificulta também a competitividade no exterior.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...