Muita gente fala que eu não posso reclamar de acessibilidade porque moro na zona sul, região bem cuidada e acessível. Muita gente falou que
a esquina que considero a mais "inacessível" da região, que mostrei aqui no blog, não é nada perto de outros lugares muito piores por onde passam. Até não discordo dessa afirmação, mas como eu disse, é a mais inacessível "da região" - em outros lugares sei que tem coisa bem pior. Mas não é por causa disso que vou ficar quieto passando arrego cada vez que saio de casa.
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| Casa Rio Verde |
Para provar, algumas fotos de locais sem acesso - em plena Savassi. Locais nobres, como a Casa Rio Verde, uma das melhores casas de bebidas, tem escadas na frente. E fiz questão de perguntar: não tem nem uma rampa móvel para colocar por cima. Outro exemplo é o Stad Jever, boteco um pouco mais embaixo. Tem só um degrau, mas é um exemplo ainda pior, pois não é difícil de "transformar" em acessível.
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| Vila Arábia |
Mais alguns metros pra baixo fica o Vila Arábia (antigo K-bab), que foi reformado e ainda assim continuou com três degraus na frente, e mais três lá dentro. Estava fechando e não deu pra pegar uma foto boa.
Na esquina seguinte mais um exemplo. E mais um boteco: o Frei Tuc, famoso por ter dezenas de marcas de cerveja em seu cardápio. E agora famoso também por não pensar em todos e em inclusão social.
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| Frei Tuc - fácil de resolver com uma rampa móvel |
Tudo isso em um espaço de menos de trezentos metros, e pouco abaixo de onde moro. Mas o pior de tudo não são os lugares sem acesso: é a condição das calçadas. Buracos, degraus, pedras soltas, tipos diferentes de piso, e o pior, não tem rampas em todas as esquinas.
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| Calçada com desnível e buracos na Contorno |
Assim o cadeirante fica em casa mesmo, desanima de sair. A não ser que seja como eu, que gosta de um esporte radical, e é isso que acho das calçadas de BH. Só que não curto esse esporte.