sábado, 10 de setembro de 2016

Apex e ABIMO realizam evento sobre tecnologias assistivas

Painel da Apex/ABIMO discutiu o panorama da industria brasileira e os desafios para exportação
Nos dias 7 e 8 de setembro a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) realizaram na Casa Brasil, que fica dentro do Boulevard Olímpico da Praça Mauá, no Rio de Janeiro, um painel com palestras e discussões sobre Soluções Brasileiras Inovadoras e Sustentáveis em Tecnologias Assistivas. O painel contou com a presença de empresas parceiras da Apex e da professora Izabel Maior, ex Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Primeiro dia do Painel
No primeiro dia, intermediado por Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, palestraram a fisioterapeuta Elisandra, da Ibramed, que demonstrou um aparelho que trabalha com a corrente Aussie, que produz mais resultados tanto em estimulação quanto em analgesia. Em seguida, os proprietários da Jumper Equipamentos contaram a história da empresa e seus produtos. À tarde foi a vez de Márcio Weissheimer, da Freedom, falando sobre seus produtos, e Erika Foureaux, da ONG Noisinho da Silva, de Belo Horizonte, que criou uma cadeira para crianças com deficiência interagirem com outras em brincadeiras no chão. Em todas as apresentações foram ressaltadas as inovações dos produtos no sentido de aumentar a qualidade de vida dos usuários, e os desafios enfrentados no mercado nacional e para exportar.
Professora Izabel Maior palestrando na Casa Brasil
No dia seguinte, o grande destaque foi a palestra da professora Izabel Maior, que mostrou um panorama das leis nacionais e internacionais voltadas ao deficiente, finalizando na LBI - Lei Brasileira da Inclusão, destacando os pontos positivos e os que demandam atenção. Explicou o que é considerado tecnologia assistiva e a posição do Brasil, que hoje é grande importador deste tipo de produto, elogiando os incentivos da Apex para exportar os produtos aqui desenvolvidos. Em seguida ressaltou a importância das Paralimpíadas como painel de produtos assistivos de alta tecnologia, comparando com a Fórmula 1, que desenvolve tecnologia que acaba nos carros que dirigimos. Izabel discorreu também sobre incentivos fiscais e financeiros para empresas que atuam no setor, e sobre o papel da universidade no desenvolvimento de tecnologia assistiva. Foi uma palestra muito rica, a professora Izabel tem um vasto conhecimento da legislação e dos desafios para inclusão da pessoa com deficiência.
O representante da Deca falou sobre a experiência em exportar
Em seguida, intermediados pelo Gilson Spanemberg, da Apex, outros empresários falaram rapidamente sobre seus produtos, a atuação no mercado nacional e os passos para exportar com apoio da Apex. Foram eles a Erika Foureaux, da Noisinho da Silva, Júlio Oliveto, da Kit Livre, Leda Rosa, da Larqtec, e um representante da Deca, e foi formada uma mesa redonda em que discutiram a situação do mercado nacional e os problemas e incentivos para exportar. Ao final foi aberto para o público interagir questionando a mesa, o que gerou um bom debate, contando com a participação da platéia e de todos da mesa.
Este tipo de evento é muito importante para divulgar e debater o mercado de produtos de tecnologia assistiva, tão carente de incentivos e estímulos no Brasil. Foram apontados os problemas enfrentados pelos empresários, como falta de escala e incentivos fiscais e o custo da pesquisa e desenvolvimento, que majoram o preço final dos produtos, diminuindo sua competitividade. O que percebemos é que há no Brasil boas ideias e vontade, porém devido aos problemas de burocracia, falta de investimento e falta de incentivos, fica difícil oferecer produtos de qualidade e a preço justo, o que dificulta também a competitividade no exterior.

SpeediCath

Sonda prática, simples de usar
SpeediCath® é o cateter hidrofílico pronto para uso da Coloplast®. Seu revestimento exclusivo e os orifícios polidos e também lubrificados garantem um cateterismo seguro, simples e prático todos os dias. Não é preciso adicionar água, lubrificação ou esperar a ativação do revestimento. Não dá para ser mais rápido ou mais simples do que isso.
SpeediCath® foi projetado para aumentar o conforto, minimizar o risco de danos à uretra e evitar complicações relacionadas ao cateterismo intermitente. Garante cateterismo extremamente suave, tanto durante a inserção quanto na retirada do cateter.
Até quem tem pouca mobilidade nas mãos consegue abrir a sonda
O anel permite abertura fácil e o ponto adesivo garante que o cateter permaneça onde foi colocado mesmo para quem tem destreza manual limitada, a qualquer hora e em qualquer lugar. Está disponível em diferentes comprimentos e tamanhos para se adaptar a homens, mulheres e crianças. 
O fato de vir lubrificado agiliza o cateterismo
SpeediCath® é um produto livre de PVC e garante que a saúde nunca será comprometida, além de limitar o impacto ambiental. Lembre-se, ele não é reutilizável. É um cateter estéril, de uso único.
Se você precisa realizar o cateterismo intermitente, solicite a visita de um(a) enfermeiro(a) especializado(a). Ligue para 0800 285 86 87 (ligação gratuita – de seg. a sexta das 8h – 20h). O programa Coloplast® Ativa pode tornar a sua vida mais fácil.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Como evitar escaras

É feio, e choca, mas é muito importante evitar.
Quando a pessoa sofre uma lesão medular e vira cadeirante, ela conhece uma terrível enfermidade chamada escara. Para quem não sabe, as escaras, também conhecidas como úlceras de pressão, são lesões que ocorrem na pele devido a falta de irrigação de sangue em regiões que ficam muito tempo sob pressão. Portanto, é o tipo de lesão que acontece com pessoas com mobilidade reduzida. Mas como evitar o aparecimento de escaras? Darei foco nesta matéria para as formas de evitar as escaras mais comuns em cadeirantes, as que aparecem nos glúteos, também conhecidos como bumbum, bunda, popô, aí você escolhe. 
A regra número um para evitar escaras vale para qualquer parte do corpo: mudar de posição frequentemente. Se estiver deitado, tem que mudar de decúbito (posição deitado). Se for frontal, é de barriga para baixo, se for lateral, é de ladinho mesmo. Quanto à posição sentado, principalmente na cadeira de rodas, quem é cadeirante e já passou pelo Hospital Sarah conhece o termo "elevação", que é o ato de levantar o corpo segurando nos para lamas ou rodas da cadeira de rodas, mantendo a bunda no ar por alguns minutos. A elevação é muito importante para aliviar um pouco a pressão nos glúteos e alterar a posição do corpo, pois as escaras surgem justamente quando a pessoa se mantêm por longos períodos na mesma posição.
Almofada Roho Quadtro Select Low Profile. Palavrão para proteger o popô
Outra forma de evitar o aparecimento de úlceras de pressão nos glúteos é a utilização de almofadas anti escaras. Há diversos modelos com preços variados - alguns até abusivos - que prometem auxiliar na prevenção das temidas escaras. As mais simples são almofadas de ar ou gel feitas de plástico, com preços que começam em menos de trinta reais! Mas será que são mesmo eficientes? No início da lesão, logo no primeiro ano, percebi o quanto são desconfortáveis as almofadas que vem nas cadeiras de rodas, feitas de espuma comum. Descobri as almofadas de ar e adquiri uma bem simples, de plástico. E houve alguma melhora, senti mais conforto e mais mobilidade. Porém a almofada é instável, barulhenta e sensível a furos. A que tive durou menos de seis meses, mesmo sem usar todo dia. Eu só usava quando ficava longos períodos sentado na cadeira. Aí vem mais uma dica para evitar escaras: transferir com frequência. Sempre que for a algum lugar que tenha um sofá, ou uma cadeira confortável, procure transferir, tanto para mudar a posição quanto de superfície.
Após quase três anos na cadeira de rodas, utilizando uma M3, fui à Reatech, feira de produtos para deficientes. Lá conheci a almofada Roho, uma marca americana que fabrica almofadas e colchões anti escaras. Achei que fosse barata e quase caí para trás quando descobri que custava mais de mil reais. Isso em 2009. Um ano depois consegui comprar direto na fonte, nos EUA, pela metade do preço. Comprei o modelo Quadtro Select Low Profile - é uma almofada composta por dezenas de gomos, de perfil baixo (5 cm de altura) com tecnologia que divide a almofada em quatro partes, cada uma delas pode ficar com uma quantidade de ar diferente, e rigidez diferente. Isto é importante pois o peso do nosso corpo não é simétrico, e dependendo de acidentes ou problemas no corpo, pode haver ainda mais diferença de peso em cada lado do corpo. Portanto, a almofada se ajusta ao peso e formato do corpo do usuário. E por ser inflada com ar, permite uma certa movimentação com estabilidade, e realmente previne a formação de escaras.
Para quem não tem tanta grana - ou não está disposto a vender um rim - há um modelo mais simples da Roho, a Mosaic. Ela é composta por gomos maiores, e não tem divisória. Mas o material é o mesmo, e o princípio também. Previne escaras da mesma forma, e é quase tão confortável quanto. E custa um quarto do preço. Vale a pena? Eu acredito que sim. Principalmente para quem passa longos períodos sentado na cadeira de rodas.
Assento Ortopédico Fibrasca Saúde
A boa notícia é que a concorrência se mexeu e hoje há outros modelos de almofadas de ar ou de látex que também evitam escaras. Uma empresa brasileira, a Fibrasca Saúde, me procurou para pedir auxílio no desenvolvimento de uma almofada de látex com desenho próprio para evitar escaras. Me enviaram o primeiro protótipo, testei por alguns dias e dei algumas sugestões. Alteraram a forma de fixar na cadeira e enviaram outro protótipo, que testei por alguns meses. E fiquei bem satisfeito com o resultado. É uma almofada confortável, facilmente lavável e ajuda mesmo a prevenir escaras. E é relativamente barata, custa em torno de cem reais. Muito melhor do que uma almofada original, melhor do que uma almofada de plástico, e a um preço justo. Veja no vídeo abaixo algumas considerações sobre prevenção de escaras e análise de alguns modelos.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Alcançando Sonhos

Crianças atendidas pelo projeto Alcançando Sonhos
Fico extremamente feliz quando descubro projetos e pessoas engajadas em melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Ainda mais se forem crianças. Quem vive a realidade de uma vida com limitações, sabe o valor destas iniciativas. Nesta matéria venho mostrar a vocês um projeto de sucesso. O relato é da Aryanne Fernandes, enfermeira que participa do projeto.
"O projeto “Alcançando Sonhos” foi um projeto idealizado com vistas a despertar os sonhos já adormecidos nos corações de crianças e pais. Para que, através das lentes de uma câmera, fosse possível enxergar todo o potencial das crianças com deficiência. Onde foco não esteja nas incapacidades das crianças e sim em suas capacidades, para que as mesmas possam ser potencializadas. Como resultado através das imagens é possível perceber que crianças com deficiência, são apenas crianças, que tem sonhos, medos, alegrias, tristezas, gostam de brincar e viver a vida da melhor forma possível.
As crianças são pacientes do Centro Especializado em Reabilitação Física e Intelectual (CER II), localizado no município de Mantena – MG. O CER II integra o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite. 
A clínica atende a 8 municípios da região, e possui uma equipe multidisciplinar, com médicos neurologista, psiquiatra, ortopedista, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas, terapeutas ocupacionais, enfermeiras e técnicas de enfermagem, nutricionista e assistente social. 
A maior parte das crianças nas imagens possuem diagnóstico de paralisia cerebral, síndrome de Down, entre outras patologias."
Parabéns às pessoas que tocam e participam do projeto. Que este exemplo se multiplique por todo o país!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Restaurante Gaeta - Guarapari

Restaurante Gaeta, em Meaípe (imagem da internet)
É sempre uma satisfação conhecer pessoas que se preocupam com a acessibilidade sem obrigação ou necessidade própria. Infelizmente, estes são os motivos mais comuns para alguém investir em adaptações para atender pessoas com mobilidade reduzida. Por isso me alegrei por saber que os donos do Restaurante Gaeta, em Meaípe, uma das praias mais badaladas de Guarapari - onde fica a famosa boate Mais.
Curiosa rampa dupla, funciona bem e transmitiu segurança
Eu estava buscando um restaurante legal para passar meu primeiro dia dos pais em Guarapari, onde moram meus pais, e me deparei com este restaurante no site Trip Advisor, onde havia informação que ele dispunha de acesso para cadeirantes. Liguei para lá para saber mais e me disseram que havia sim o acesso, e ainda banheiro adaptado e espaço para circular. Fiz a reserva na hora, informando ainda que iria com dois bebês, em carrinho duplo. A pessoa me garantiu que teria um lugar adequado. Confiei.
Conseguiram espaço para carrinho de bebê duplo e cadeirante
Chegamos lá e percebi a dificuldade que seria encontrar um lugar para estacionar. A praia é pequena e está sempre cheia, ainda mais em um domingo de dia dos pais. Felizmente ao chegar ao restaurante vi uma placa informando que havia estacionamento nos fundos para clientes. Entrei e me deparei com uma rampa meio longa, duas curvas e o estacionamento ao fundo. Meio longe, mas achei que não seria problema, já que meus pais estavam comigo e me ajudariam se fosse o caso. Depois do (longo) processo de desembarque, a Gi foi na frente e eu segui pelo estacionamento. Logo apareceu um funcionário do restaurante para auxiliar na subida da rampa - que nem é tão íngreme assim - mas aceitei numa boa.
Comemorei meu primeiro dia dos pais com meu pai e meus filhos - perfeito
Chegando na porta, encaixaram duas rampas de madeira sobre os dois degraus da entrada. Achei estranho e um pouco temerário duas rampas, uma para cada lado da cadeira, mas percebi que o funcionário deles tem experiência com cadeiras de rodas e ele me posicionou de costas, empinou a cadeira e subiu suavemente. É uma adaptação meio precária, mas funciona bem. Reservaram a última mesa de uma fileira, no canto, de forma que deixaram um bom espaço para alocar o carrinho dos bebês. Fiquei bem satisfeito com este cuidado. O espaço entre as mesas é suficiente para circular e a mesa reservada era adequada para cadeirantes, com pés paralelos, e a cadeira entra por completo. O banheiro fica nos fundos, tem uma rampa leve e ele é bem adaptado, porém não tem pia lá dentro, somente no cômodo ao lado, e a lixeira, como sempre, é de pedal. É utilizável, porém poderia ser melhor.
O cardápio é variado em frutos do mar, tem moquecas variadas, mas o mais famoso é a lagosta gratinada. É cara, mas vem bem servida para duas pessoas, acompanha arroz, pirão e moqueca de banana da terra, e é uma delícia. Como todos pediram o mesmo prato, não posso avaliar outros, mas pela foto da lagosta dá para ter uma ideia da delícia que é.
Visual da praia de Meaípe
Após o almoço demos uma volta pela praia - ou melhor, por cima da praia, já que ela fica abaixo do nível da rua, embaixo de um muro, e não há nem rampa boa o suficiente para descer com a cadeira de rodas. Vale pelo visual, curtindo um fim de tarde, sugiro um doce de jaca como sobremesa - é bem gostoso. Ao final conversei com os donos do restaurante, que disseram ser o único da região que se preocupou em adaptar para cadeirantes. Fica a dica para um passeio saboroso quando estiver em Guarapari.
Mais informações:
http://www.soues.com.br/plus/modulos/estabelecimento/detalhe.php?cdgrupo=1&cdestabelecimento=555
http://oviajantecomilao.blogspot.com.br/2013/10/guarapari-gaeta-e-suas-moquecas.html

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Jogos Paralímpicos, estamos na torcida!

Equipe de Rugby em cadeira de rodas
As paralimpíadas estão chegando e os atletas brasileiros contam com nosso apoio e nossa torcida. Neste clima, compartilhamos duas histórias inspiradoras de esportistas brasileiros.
Rafael pronto para arrebentar nas paralimpíadas
Rafael Hoffmann é atleta do Rugby em Cadeira de Rodas, a modalidade participa dos Jogos Paralímpicos desde Sydney 2000. O esportista conta com o apoio da Coloplast, nossa parceira aqui no blog, na divulgação de novidades e informações importantes sobre tecnologias, produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com necessidades íntimas de saúde.
Leia, abaixo, o depoimento de Rafael Hoffmann e entre na torcida pelo Rugby Paralímpico Brasileiro!
Os embates do Rugby são paulera!
“Já imaginava que seria convocado por estar presente nas últimas competições de preparação que a Seleção Brasileira fez na Europa, mas até o Comitê Paralímpico divulgar a lista oficial, onde pude ver meu nome, e ter a certeza de que fui escolhido para defender nosso País, a ansiedade foi grande. Sem dúvida alguma, essa convocação foi a maior alegria e emoção que tive como atleta, uma mistura de felicidade e responsabilidade por ser na nossa casa, no Rio de Janeiro. Estamos na reta final da preparação, no próximo dia 21 de agosto nos encontraremos no centro de treinamento Paralímpico, em São Paulo, onde será feita a aclimatação. Por sermos o País sede dos jogos, automaticamente, subimos pra 8º no ranking mundial, isso nos deixa bastante otimista por bons jogos na briga por uma medalha paralímpica, que é a nossa meta”.

Esgrima, uma paixão
Ataide Ribeiro, publicitário e esgrimista
O esgrimista Ataide Ribeiro, atleta apoiado pela Coloplast, relata como o esporte resgatou a sintonia entre corpo e mente.
"Acredito no poder disciplinador do esporte. Antes de me tornar cadeirante pratiquei algumas modalidades como Judô, Karaté, Muay Thai, Bike e Futebol. Eu tive, aos dezesseis anos, uma doença muito rara conhecida por Síndrome de Behçet, a qual me deixou, na época, tetraplégico. Após vários anos de tratamento com fisioterapia, medicamentos e outros, o meu quadro neurológico evoluiu positivamente. Hoje, tenho um quadro estável de tetraparesia incompleta com predomínio dos membros inferiores.
Quando a esgrima entrou na minha vida resgatei uma parte de mim, que achei que tinha perdido para sempre. A esgrima é um esporte completo porque trabalha o corpo e mente e os mantém em perfeita sintonia. Na prática deste esporte aliamos força, agilidade, destreza e leveza. A esgrima tem tudo a ver comigo, pois me ajuda naquilo que tenho de menos como leveza, apura e torna eficaz a minha força e agilidade, sendo assim é impossível não se APAIXONAR por este esporte.
Conheci a esgrima por meio de um amigo, foi amor à primeira vista. Com menos de 6 meses de treinamento consegui ser Campeão Mineiro (no Campeonato Interno da ACE - Ação com Esporte), na minha categoria (A), e Prata no Geral (Disputada entre as categorias A, B e C). Logo no meu primeiro torneio em nível nacional, I Copa do Brasil - 2016, consegui um 7º Lugar no Florete e 9º na Espada.
Infelizmente, não irei participar dos jogos Paraolímpicos deste ano no Rio de Janeiro. Mas, tenho a certeza de que o Brasil está bem representado pelos atletas que conseguiram a sua tão sonhada classificação, desejo toda a sorte do mundo a todos eles.
Muito se fala contra e a favor das Olimpíadas e Paraolimpíadas serem disputados no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Tenho toda a certeza que as delegações do mundo todo serão muito bem recepcionadas em solo brazuca. Na Grécia Antiga, os jogos eram realizados para unir povos em conflitos constantes. Devemos aproveitar os jogos para nos unificar como povo, como cidadão, como ser humano."

Sobre a Coloplast
A Coloplast desenvolve produtos e serviços que tornam mais fácil a vida de pessoas com condições médicas muito pessoais e realmente íntimas. Trabalhando próximo aos usuários finais e profissionais que usam nossos produtos, nós criamos soluções sensíveis às suas necessidades especiais.
Se você precisa realizar o cateterismo intermitente, solicite a visita de um (a) enfermeiro (a) especializado (a), que pode tornar a sua vida mais fácil. Ligue para 0800 285 86 87 (ligação gratuita)

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Iveco Daily Elevittá

Finalmente uma forma inclusiva de viajar de van e micro ônibus
Em 2014 estive na Itália, e aproveitei para conhecer os museus e a fábrica da Ferrari. São dois museus, um em Modena, onde nasceu a Ferrari, e outro em Maranello, a pouco mais de 20 km de distância, onde fica a fábrica. Entrei em contato com o museu, disse que iria fazer a visita e questionei sobre a acessibilidade, informando que iria fazer matérias para meu blog (veja a matéria aqui). Se mostraram muito receptivos, disponibilizaram uma pessoa para me receber no museu e transporte adaptado gratuitamente para mim e minha esposa.
Largado, triste, no porta malas do micro ônibus na Itália
Chegando lá, fui bem recebido em Modena, conheci a casa onde nasceu a Ferrari e um museu interativo enorme, tudo muito acessível, com bom espaço para circular e banheiros adaptados. Depois de rodar por tudo solicitei o transporte. Chegou então um micro ônibus, com quinze lugares, e elevador para cadeirante na traseira. Entrei pelo elevador e na hora me senti um mala. Não que eu não seja... mas naquela situação, com uma barreira de bancos na minha frente, me senti uma mala de verdade, uma carga no fundo do ônibus, totalmente separado da minha mulher, o que dificultava até nossa conversa. Sem contar que balançou horrores, e nem cinto de segurança tinha.
Gustavo Serizawa no lançamento da Daily Elevittá, em São Paulo
Na época pensei: "será que não tem outra forma de transportar um cadeirante nesses veículos?" Dois anos depois, finalmente tive a resposta para minha pergunta. Há dois meses meu agente entrou em contato comigo para fazer fotos de uma adaptação inovadora. Eu precisaria manter segredo, pois era um produto sem igual no mercado. Aceitei na hora, e quando cheguei ao estúdio fiquei impressionado com o produto: era um micro ônibus da Iveco, o Daily Elevittá, com dezoito lugares mais o motorista, que permite levar até três cadeirantes nas poltronas do próprio veículo. "Mas como o cadeirante vai subir na poltrona?" eu perguntei na hora. Quem me respondeu foi o Gustavo Serizawa, gerente de marketing de produto da Iveco, e idealizador do produto: "Não precisa, a poltrona desce até o cadeirante". E em seguida demonstrou o produto. Fiquei fascinado, finalmente alguém pensou em simplificar o processo de embarque de cadeirantes! Fiz o test drive e me impressionei ainda mais: como a gente passa para a poltrona, já coloca o cinto de segurança e desce os apoios de braço, a subida é suave e segura. Não há trancos nem instabilidade, a poltrona é puxada por uma espécie de esteira e em poucos segundos está de volta ao lugar de origem. Para outros cadeirantes embarcarem, basta transferir para a poltrona do lado, e a poltrona móvel pode buscar outra pessoa. Fantástico!
Embarcando com tranquilidade no Daily Elevittá
Mas o mais importante do sistema é que os cadeirantes viajam junto com as outras pessoas, interagindo, conversando e se divertindo, e não fica isolado no porta malas, balançando e inseguro. Isso sim é inclusão! O cadeirante não fica longe, nem em outro nível, é apenas mais um passageiro. Pessoalmente, nunca gostei do sistema de elevador, por isso nunca uso táxi adaptado. Prefiro usar táxi comum e guardar a cadeira no porta malas. Esta é outra vantagem da Elevittá: cabem até três cadeiras de rodas no porta malas, dobráveis ou monobloco. Ao transferir para a poltrona no carro ou van, a gente pode movimentar mais as pernas e manter o tronco ereto sem fazer força. Na própria cadeira, não dá para fazer isto, pois ela é feita para que nosso corpo encaixe ali e faça menos movimentos possíveis.
Tenho outro exemplo da importância deste produto: sou cliente da Automax Fiat, e a concessionária oferece o serviço de levar e buscar o cliente quando deixa o veículo para revisão ou concerto. De hora em hora uma van fica por conta de fazer este trabalho. Porém, como subir nela? Me arrisquei a fazer isto duas vezes, só consegui sendo carregado para entrar e sair. Na segunda vez, uma das pessoas que estava me carregando tropeçou e cai sentado na beirada da porta. Felizmente não me machuquei, mas nunca mais utilizei o sistema, mas a Automax resolveu disponibilizando um táxi para mim sempre que eu levava o carro. Um alto custo para a concessionária, que fez o possível para atender o cliente, mas se tivesse um veículo como este, atenderia a todos com segurança.
Vejam acima o vídeo de lançamento e abaixo as considerações dos gerentes da Iveco.
“O Daily Elevittá é a primeira van do Brasil a contemplar 18 lugares com até três cadeirantes, mais o motorista. Preservamos a inclusão para os passageiros e a rentabilidade para o operador em um conceito de experiência em acessibilidade ampliada” ressalta Gustavo Serizawa, gerente de marketing de produto da Iveco Bus para a América Latina.
Se o bem-estar dos ocupantes está garantido no modelo, o transportador também acumula benefícios ao adquirir o Daily Elevittá. Leis de acessibilidade do transporte de passageiros, para a categoria M2 (veículos para o transporte de passageiros com mais de oito lugares, além do condutor, com Peso Bruto Total inferior ou igual a cinco toneladas), seja escolar, urbano ou fretamento, sinalizam que, nos próximos anos, entre 2017 e 2018, todos os veículos que realizam o transporte público de passageiros deverão proporcionar acesso a pessoas com mobilidade reduzida (cadeirantes, obesos, idosos, entre outros).
"Lançamos um produto economicamente viável para os empresários do setor e nos antecipamos aos concorrentes. O Daily Elevittá abre uma nova era no transporte de passageiros", destaca Humberto Spinetti, diretor de negócios da Iveco Bus para a América Latina. O executivo afirma ainda que o cliente contará com o apoio da rede de concessionárias Iveco, com revendas estrategicamente distribuídas pelo país. "Nosso produto contribuirá para que as pessoas possam se deslocar e realizar suas atividades diárias sem nenhum tipo de constrangimento", completa Spinetti.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...