quinta-feira, 14 de março de 2013

Matéria para o MG TV

Desrespeito por vagas para deficientes é comum em BH
Nesta quarta feira, 13/03, foi ao ar uma matéria que fiz para o MG TV demonstrando a dificuldade que um deficiente físico encontra em Belo Horizonte ao tentar estacionar em uma das 703 vagas reservadas que existem na capital. Esta é uma luta antiga, desde que comprei meu primeiro carro adaptado, em 2008, passo por este problema.
Meu carro ficou parecendo um estúdio
A verdade é que é muito raro encontrar uma vaga de deficiente livre em BH. Para piorar, as vagas que SEMPRE estão ocupadas são as que ficam nos lugares mais importantes para deficientes, como hospitais, clínicas de fisioterapia, farmácias e afins, e isso fica evidente na matéria. Eu fazia fisioterapia em uma clínica na Av. Contorno e haviam duas vagas para deficiente próximas a um estacionamento, e estas vagas estavam sempre ocupadas. Eu algumas vezes ligava para a BHTrans denunciando o uso irregular e ficava na fisioterapia, no prédio próximo, vigiando para ver se ele apareciam. Mas nas únicas duas vezes que apareceram, a pessoa que tinha parado o carro já tinha ido embora. As vagas aparecem na reportagem, quando um cara vai tirar um carro preto assim que eu encosto.
Eu com a repórter Liliana Junger, que fez um excelente trabalho
Infelizmente esta é uma questão cultural, as pessoas acreditam que não tem importância para nas vagas pois pouca gente precisa ou se precisar pode parar em outro lugar, mas as pessoas não parar para pensar nas necessidades de quem tem dificuldade de locomoção. Como comentou no Facebook a Laura Martins, as pessoas não têm noção das necessidades de quem tem mobilidade reduzida. É importante que as pessoas entendam que as vagas reservadas não são privilégio. Temos uma deficiência que dificulta nossa locomoção. Por isso, precisamos estacionar perto da entrada dos locais, para reduzir esforço e risco de acidentes. O que vocês acham de um cadeirante subir uma ladeira debaixo de chuva (ele não tem como segurar guarda-chuva) e um andante, sem NENHUMA deficiência, parar na vaga em frente à entrada? Parece coisa de gente que se diz em condições de viver em sociedade?
O lugar que mais me revolta é na Avenida Afonso Pena, em frente à delegacia da Polícia Civil, há três vagas para deficientes e estão sempre ocupadas, ou pelos carros da Polícia Civil ou de funcionários de lá. Já precisei várias vezes parar ali, pois é próximo à Praça Sete, que tem vários prédios comerciais e repartições públicas, e acabei parando muito longe, fazendo um grande sacrifício para chegar ao local.
Esse quadro demonstra falta de civilidade, total falta de noção do que significa viver em sociedade e respeitar o direito do outro. Mas acredito na mudança de postura das pessoas vendo matérias como esta e nos ajudando a lutar por nossos direitos. Obrigado à equipe da Globo, principalmente à Carine Tavares, que tornaram possível essa matéria/denúncia. Abaixo o link para a reportagem:
http://globotv.globo.com/rede-globo/mgtv-1a-edicao/v/motoristas-desrespeitam-cadeirantes-e-estacionam-em-local-reservado-em-pontos-de-bh/2457277/

domingo, 10 de março de 2013

Fiat Freemont

Carro de magnata
Desta vez resolvi avaliar um carro que não entra na lista de isenção para deficiente. É uma avaliação meio óbvia, um carro deste tamanho não deve oferecer problema para um cadeirante. Mas sempre tem uma coisinha ou outra para observar. Como por exemplo a altura do carro, isso dificulta um pouco subir nele, não é para qualquer um. Felizmente há técnica pra tudo, e mesmo pessoas mais baixas ou fracas conseguem subir num carrão desses, mas dá um certo trabalho.
Fala se não fiquei com cara de executivo?
O que ajuda num processo desses é uma alça de segurança que alguns carros tem do lado do motorista (conhecida popularmente como PQP) e pode ser usada para subir no banco. Só que a maioria dos carros não tem essa alça do lado do motorista, mas o Freemont tem. Até eu que sou grande precisei me segurar nela para me acertar no banco. Aliás, banco não, poltrona. O banco é envolvente, confortável, a gente se sente em uma nave mesmo. E o espaço para as pernas é um espetáculo, parece uma sala de estar. Minha pernas de 1,05m se acomodaram com facilidade. O banco tem regulagens elétricas, é fácil encontrar a posição ideal para dirigir.
Isso que é painel! Mas a tela touch (ao centro) de 4,3" podia ser maior.
O painel é muito completo, conta com aparelho multimídia com bluetooth e tela touch screen de 4,3", tela de LCD colorida no centro do painel que mostra dezenas de informações sobre o veículo, volante multifuncional, ar condicionado digital dualzone, computador de bordo, piloto automático e diversos outros comandos. O motor é 2.4 16V de 172 cv, bem forte, necessário para carregar um bichão desse tamanho. E o câmbio automático de quatro velocidades. Antes que alguém ache que é Dualogic, por ser Fiat, já garanto que é automático mesmo, convencional.
Porta malas com espaço para dar e vender
Aí vem o porta malas. Nesse quesito é covardia comparar com outros carros comuns. São 580 litros com a terceira fileira de bancos rebaixada (sim, ele tem 7 lugares!), e cabe uma cadeira de rodas monobloco montada! Aí fica fácil guardar. E ainda sobra muito espaço para bagagem, não precisa ficar apertando para enfiar as malas. Para quem sai sozinho, colocar a cadeira no carro também é muito fácil, pois a porta é enorme e passa facilmente para o outro lado.
O Fiat Freemont pode ser encontrado na Automax a partir de 90 mil reais, aproximadamente. Sinceramente, não é tanto dinheiro assim para o que o carro oferece. Não é barato, claro, mas entre as opções de veículos grandes e completos, é o mais em conta que encontrei. Ah se eu pudesse...

domingo, 3 de março de 2013

Trilha de Handbike

Galera nota 10 me acompanhando na aventura
Neste sábado, 02/03, realizei um sonho pós-cadeirante: fiz trilha de bicicleta! Ou melhor, de handbike, que na verdade seria uma... tricicleta? Enfim, fazer trilha sempre foi uma das grandes paixões da minha vida. A adrenalina, o contato com a natureza, o desafio de vencer obstáculos, a liberdade que só uma bike nos dá com o vento no rosto e o exercício que fazemos... Não tem preço.
Quando virei cadeirante, devido a um acidente de moto em que lesionei a medula, não fiquei triste nem deprimido por deixar de fazer algumas coisas que eu amava, ao invés disso procurei adaptar minha vida à nova realidade sabendo que seria necessário substituir algumas paixões por outras, explorar novas possibilidades. Mas paixão é uma coisa que te persegue, e eu comecei a pesquisar se seria possível pedalar novamente, e foi aí que descobri a handbike. Era a possibilidade de voltar a sentir o vento no rosto e o barulho das marchas passando, e em 2011 consegui comprar a minha primeira handbike, trazendo de volta a satisfação de pedalar.
No meio da trilha, sujo de barro, cansado, mas feliz!
Mas ainda faltavam alguns componentes: o mato. A terra. O barro. E comecei então a buscar uma handbike que andasse na terra. E não é que encontrei? Consegui comprar ano passado e ainda descobri, por meio de um colega de trabalho, uma galera muito bacana que se junta para fazer trilha e trocar ideia sobre o assunto, o pessoal do Mountain Bike BH. Contei para eles sobre meu projeto, de fazer trilha com a handbike, e deram todo o apoio para me ajudar nesse desafio. Chamei também meus fiéis escudeiros, Danilo, Fabrício e Cris, que já me acompanharam em outras aventuras. O apoio desse pessoal todo é fundamental, tanto para dar apoio moral quanto para empurrar ou rebocar nas subidas mais íngremes, pois a bike é pesada e a tração dianteira é menos eficiente do que nas bicicletas normais. Sem contar que meu preparo físico não está lá essas coisas...
Marcamos então às 8:30 da manhã em Honório Bicalho, distrito de Nova Lima. O local foi escolhido porque, de acordo com o Vinícius, tinha trilhas leves. Havia chovido nos dois dias antes e eu estava receoso com as condições das trilhas, mas como no sábado não estava chovendo de manhã, apesar do tempo fechado, fomos assim mesmo. Depois da luta de montar minha bike (ela só cabe no carro desmontada), saímos em grupo. Pegamos um trecho de asfalto que ia dar numa trilha. Pintou uma subida, duas, três... e eu já estava quase xingando o Vinícius quando ele se explicou: era só para testar os limites da bike e a ideia era voltar do alto do morro. Ainda bem...
Até ao lado de trilho a gente andou
Virei a bike e peguei a primeira descida. Já deu para sentir o drama e testar a estabilidade da bike. Ela se comportou bem e comecei a sentir como fazer o jogo de corpo para aumentar a estabilidade. Mas faltava ainda pegar terra mesmo, e seguimos por outro caminho, às margens do rio em direção a Rio Acima. Entramos na estrada de terra e eu senti finalmente, depois de seis anos e meio sem fazer trilha, a emoção de controlar uma bike morro abaixo em terreno escorregadio. Pude descer algumas "prambas" acidentadas e, para completar, pegamos algumas poças de água e lama, bastante desnível e muito buraco! Bom demais!
Não podia faltar lama!
Só que nas subidas... passei perrengue. Se não fosse o apoio do grupo, que revezou me empurrando e me rebocando, eu estaria lá até agora... A conclusão que chego é a seguinte: handbike na terra, só se o terreno for mais plano ou com mais descidas que subidas. E se tiver subidas, elas não podem ser muito íngremes. No fim das contas, a bike cumpriu o que eu buscava: ser uma boa opção para descer montanha em estrada de terra e me divertir em trilhas leves.
Estado final da X-trail
Guardadas as proporções, já que eu era downhiller ("descedor de montanha a mil por hora"), foi a mesma emoção que eu sentia naquela época. E, mais ainda do que no passado, não tem preço. Agradeço muito à equipe de apoio, Danilo, Fabrício, Cris, Vinícius, Poliana, Daniel e, claro, a Gi, que está sempre comigo nessas aventuras! Fiz um vídeo, que compartilho abaixo. É longo, mas vale a pena ver até o final, tem até uma videocassetada!
E mais uma vez, recomendo: vá atrás de suas paixões e seus sonhos, independente das limitações, eles podem se tornar realidade!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Handbikers na Pampulha

Alessandro, Cláudio e Marcos
Pela primeira vez em BH, três handbikers pedalaram juntos na lagoa da Pampulha! Eu tenho minha handbike desde março de 2011, e até hoje não tinha conseguido encontrar outros cadeirantes que tem a mesma paixão que eu pelas bikes aqui em Minas. Já encontrei outros handbikers no Rio de Janeiro em 2011, como contei nesse post.
Se uma handbike já chama a atenção, imagine três
Ano passado descobri que havia outro mineiro que andava de handbike, o Cláudio, que mora em Pará de Minas. Trocamos algumas mensagens mas não combinamos nada. Esse mês, o Cláudio me contactou avisando que estava vindo para BH dar uma volta na Pampulha, e ainda iria trazer um amigo, que está iniciando no esporte. Combinamos então de nos encontrar no Parque Ecológico no sábado de manhã.
Chegamos lá mas havia um probleminha. A handbike do Marcos, o amigo do Cláudio, estava com um  pneu furado. Buscaram uma loja de bikes na região e logo encontraram, e foram lá arrumar o pneu dele. Dali a uma hora mais ou menos voltaram, e o Marcos estava tão empolgado que comprou logo dois pneus zero bala!
Handbikers na Pampulha
Fomos então dar um rolé até a Igreja da Pampulha, aquela famosa desenhada por Niemeyer. Eu queria ir pela ciclovia, mas o Cláudio prefere rodar pelo asfalto, porque tem menos buraco. Meu medo de rodar no asfalto é porque a handbike é baixinha, e pode não ser notada pelos carros. Mas as bikes deles tinham aquela bandeirinha atrás, que ajuda a torná-las visíveis para os motoristas. Preciso colocar uma na minha logo...
Com a lagoa ao fundo, e no meio um futuro handbiker
Rodamos no meio dos carros, e até que repeitaram bastante. Também, três handbikes chamam tanta atenção que tinha hora que o trânsito literalmente parava. Lá na Igreja, encontramos um cadeirante e futuro handbikeres, o Anderson, que aparece nas fotos. Ele já comprou a handbike dele e está esperando chegar. Muito bacana isso, eu sempre incentivei o esporte para deficientes, e saber que tem mais gente animada a rodar de handbike por aqui me anima ainda mais. Fiz um vídeo com minha GoPro e compartilho abaixo. Quem sabe ele anima mais gente a virar handbikers?
https://www.youtube.com/watch?v=CnD4DWoKaKw

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Para lamas

Originais da TiLite, não me adaptei
Quando fiz o post de avaliação da TiLite, reclamei do protetor de roupa que veio nela, um acessório que paguei caro e não veio como imaginei. Acontece, tudo bem, mas eu estava com um problema nas mãos: não usava como protetor de roupa e ficava raspando as calças nas rodas da cadeira, e mesmo se levantasse ele para proteger a roupa, não conseguiria usar do jeito que eu gosto. Curto mesmo é protetor tipo "para lamas", justos à roda e com apoio em cima, como os da M3.
Para resolver o problema, pensei em algumas alternativas. Poderia tentar adaptar o protetor de roupa da M3, mas ia ficar estranho, um protetor vermelho em uma cadeira cinza. Iria dar muito trabalho, pois precisaria de um "nove" maior e ainda adaptar o encaixe do quadro, que na M3 é parafusado. Ou eu furaria o quadro da TiLite, ou buscaria um encaixe diferente. Complicado. Outra alternativa seria comprar um protetor de roupa da TiLite de outro modelo, mas eu pagaria caro e demoraria muito para chegar. E até chegar, minhas calças iriam acabar rasgando na lateral de tanto raspar nas rodas.
Protetor de roupa da "Jangadinha"
Mas eis que tive uma luz! Poderia adaptar os para lamas da minha antiga cadeira dobrável, a Jangadinha (uma Ortobrás duplo X), que são de plástico, leves e resistentes. Não são os mais lindos do mundo, mas eu não me preocupo tanto com isso, priorizo a funcionalidade. Mas como adaptá-los? Eles são parafusados no quadro da cadeira, e não era uma alternativa furar minha TiLite. Mas percebi que, além do furo onde eles eram parafusados, havia outro furo mais em cima sem uso.
Abraçadeiras e o para lamas
E aí veio a grande ideia, se eu passasse uma abraçadeira pelo quadro da TiLite, poderia parafusá-la no para lamas, e aí resolveria o problema. Parti então para a prática. Fui a uma loja de material de construção e comprei dois pares de abraçadeiras e alguns parafusos. Com elas em mãos, comecei a pensar em como fixar. Os buracos delas eram mais afastados do que os dos para lamas, então resolvi invertendo o lado de um dos buracos, já que as abraçadeiras eram moldáveis. Com um alicate resolvi facilmente.
Abraçadeira fixada no para lamas e ao fundo parafuso da cadeira que afrouxei.
Então parafusei um lado no para lamas, dobrei e estiquei o resto da abraçadeira. Afrouxei dois parafusos do assento da TiLite e enfiei as abraçadeiras por baixo do assento. Aí foi só dobrar as abraçadeiras por trás do quadro, e então parafusar no buraco inferior do para lamas e apertar bem. Ficou ótimo! Só que os parafusos ficaram muito proeminentes, então precisei serrar os parafusos bem rentes, para não pegar nas rodas.
Resultado final, para lamas novo! 
Mas ainda tinha um problema, por mais que apertasse as abraçadeiras, elas correriam o risco de girar em falso no quadro quando eu me apoiasse nelas. Então resolvi com uma "trava": o próprio freio da cadeira. Posicionei de forma que ele pegasse na ponta do para lamas, então seguraria ele mesmo com meu peso. E deu certo! Estou muito orgulhoso da minha "acochambration" para instalar os para lamas. E no próximo post conto porque gosto tanto de protetor de roupa/para lamas. São extremamente úteis, vocês verão!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Natal para cadeirantes

Gostei da camisa!
Este post não é sobre dicas de presentes de natal para cadeirantes, mesmo porque o natal agora está meio longe, né? É sobre uma viagem para a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.
Desta vez, infelizmente, o passageiro não fui eu. Quem nos traz o relato da experiência de viagem de um cadeirante para Natal é o Eduardo Martins, leitor do blog de Sorocaba/SP. Ele já contribuiu aqui no blog com um post sobre um hotel que ficou em Salvador, e se decepcionou. Desta vez, ele estava preocupado com a companhia aérea, que problemas poderia enfrentar com a Gol, pois nunca tinha voado com eles. Felizmente foi bem atendido e desta vez ele escolheu um hotel melhor, e não passou perrengue. Confiram abaixo o relato dele.
Eduardo "sofrendo" na praia.
"Eu fui pra Natal e foi muito bom, fui bem atendido pela Gol, sem nenhum problema com a equipe de bordo, só tive problema com a má administração do aeroporto, tanto na ida, como na volta. Faltando mais ou menos 30 minutos para o embarque, alteraram a plataforma, e tive que sair fazendo um tour pelo aeroporto até chegar na outra plataforma, que embarcava no solo. E o aeroporto  de Guarulhos só tem um Ambulit para atender todo mundo, vê se pode.
O hotel tinha até cabide retrátil
Fiquei no Hotel Porto Mirim, que pertence à rede Porto Suites e é bem localizado, na Praia dos Artistas, bem na saída dele um rampa super suave que nem dá pra sentir, praticamente já saí na guia rebaixada e com faixa de pedestre pra poder travesar para o calçadão da praia sem problema algum.
O banheiro do hotel é muito bem adaptado, com banco retrátil.
O quarto do hotel é muito bem adaptado. Até o guarda roupa e frigo bar são adaptados, e os funcionários muito educados e prestativos.
O passeio de Bugue é tranquilo para cadeirantes
O passeio de Bugue pelas dunas e algumas praias e restaurantes é muito bem organizado e é feito com todo cuidado com nosso caso. Já outros tipos de passeios, as empresas locais ainda não se adequaram para atender nossas necessidades.
Só uma surpresa na volta que não foi nada agradável: quando cheguei minha casa tinha sido assaltada, fizeram a limpa, mas aos poucos coisas materiais vamos readquirindo."
Esse final foi trágico, meus pêsames por suas perdas, mas fico feliz de saber que é possível uma viagem a Natal sem maiores surpresas e com boas possibilidades de diversão. Já passei pela troca repentina de plataforma em Guarulhos, com embarque complicado no solo, esse é um problema que definitivamente deve ser resolvido, pois estamos às portas de eventos internacionais no país, e desse jeito passaremos vergonha. Cabe a nós exigirmos melhor tratamento, afinal não estão nos fazendo nenhum favor.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Exercícios com Thera-band

Malhando bíceps
Lembram que há algum tempo falei sobre a importância da musculação para quem tem lesão medular? Pois bem, só que é difícil encontrar uma academia adaptada, ou algum outro lugar para fazer musculação. É possível malhar usando pesos, mas para que seja eficiente é preciso ter vários pares de pesos de pesos diferentes. Aí fica caro. Mas tem uma solução mais prática e muito mais barata: usar um Thera-band.
Thera-bands, cada cor tem uma resistência
Thera-bands, para quem não sabe, são aquelas fitas elásticas usadas em fisioterapia, que tem várias funções, como oferecer resistência ou estabilidade nos exercícios. Mas elas podem ser usadas também para musculação. E para quem usa cadeira de rodas, ela pode ser útil nessa tarefa. Basta posicionar o Thera-band na cadeira de forma que ofereça a resistência necessária para forçar o músculo que se quer trabalhar.  A grande vantagem dos exercícios com Thera-band é o custo, pois basta comprar algumas faixas, seguir orientações e se exercitar em qualquer lugar.
Variação para exercitar o bíceps 
Para mostrar pra gente as melhores posições para malhar com Thera-band, pedi auxílio ao Claudinei, que já me orienta na musculação na Aquafisiobh. O primeiro exercício é de bíceps, que tem duas variações. Na primeira, mais comum, é só passar o Thera-band pelo garfo que segura a roda dianteira e puxar para cima (como na primeira foto do post, lá em cima). Se a pessoa achar fraca a resistência da faixa, basta segurar mais embaixo. A variação deste exercício, para trabalhar a parte interna do bíceps, usa o Thera-band na mesma posição, por baixo do garfo, a diferença é que ele deve ser passado por entre as pernas e segurado rente ao corpo, como na foto acima. Assim é possível trabalhar o bíceps com mais eficiência.
Trabalhando tríceps com o Thera-band
Outro exercício fácil de fazer é para trabalhar o tríceps. Basta passar a faixa pela "bengala", que é o empurrador da cadeira, e então passar o braço por trás da cabeça, segurando a Thera-band e puxando-a para cima. A foto abaixo exemplifica bem a posição da faixa.
Posição da Thera-band para tríceps
Há uma variação de tríceps que trabalha também ombro, passando a Thera-band pelo quadro da cadeira e puxando para trás com o braço esticado, conforme foto abaixo. É um exercício mais completo porque trabalha também a musculatura escapular.
Passando pelo quadro, é só puxara para trás
Utilizando o quadro, é possível também fazer dois outros exercícios para trabalhar bíceps e escápulas. É só passar o Thera-band por baixo do quadro e segurar as duas pontas com as mãos, conforme abaixo. Na primeira variação, puxe os dois de uma vez malhando bíceps. Na outra, segure as pontas invertidas e puxe mais em cima com os braços abertos para malhar escapular e ombros.
Bíceps com os dois braços de uma vez
Com os braços abertos, puxe os dois de uma vez
Por fim, um exercício para trabalhar ombro, passando a Thera-band pela parte inferior do aro da roda, puxe para o lado abrindo o braço.
Use o aro da cadeira para travar o Thera-band
Com essas dicas, não tem desculpa para deixar de se exercitar, preferencialmente com o acompanhamento de um profissional. Mas usando a Thera-band, dá para fazer em casa também. O ideal é comprar de várias cores e resistências, e então buscar a que melhor se adapte aos exercícios.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...