domingo, 8 de julho de 2012

Triciclo Elétrico Tribike

Agora em BH, Tribike!
Há alguns meses conheci o Tribike, um triciclo elétrico feito para deficientes com um excelente custo/benefício. Vi fotos e vídeos do triciclo, estudei as especificações e conversei com a fábrica, que fica no Rio Grande do Sul, para saber mais sobre o produto. E agora, em parceria com a Hélio Adaptações, estou representando o triciclo em Belo Horizonte!
Fala a verdade, é lindo né?
As especificações do triciclo, eu já dei no primeiro post sobre ele, portanto vou só resumir aqui: 800 Watts de potência, 60 quilômetros de autonomia, painel digital total, suspensão dupla hidráulica, farol dianteiro baixo e alto, setas, luz traseira e luz de freio, console porta objetos com chave, assento com seis opções de regulagem, cinto de segurança, marcha a ré, alarme, freio de mão e porta objetos no encosto, além de compartimento embaixo do banco para capacete.
Curtindo de triciclo elétrico em frente à Praça da Estação
Agora poderei falar sobre minha experiência e impressões sobre ele no test drive que fiz hoje. Primeiro, a transferência. Não é muito fácil, já que o triciclo é alto, mas uso uma técnica que resolve: apoio no banco do triciclo e no encosto da cadeira, e subo. Depois, é só se ajeitar. Nada complicado, né? Para demonstrar, fiz um vídeo, que vai logo abaixo. Nele dá para perceber algumas vantagens do triciclo: primeiro, tem alarme, como o dos carros, que destrava à distância, no chaveiro. Segundo, o freio de mão. Ele é composto de uma peça que trava o freio traseiro, o que traz mais segurança na transferência. Além disso, dá para ver o apoio de braço escamoteável e o cinto de segurança.
A saída com o triciclo demanda um pouco de treinamento para ser suave, pois o motor é forte e dá um leve tranco. Mas nada complicado. Ele é muito fácil de controlar, é só acelerar e frear. As curvas são suaves e o ângulo de virada é muito bom, dá para manobrar com facilidade. E a marcha a ré, que tem até apito sonoro, resolve qualquer manobra. Na cidade ele anda muito bem, sem correr demais, é muito estável e a suspensão dá muito conforto. E é muito gostoso de pilotar, não faz barulho e roda macio! Veja nos vídeos abaixo eu saindo e chegando com o triciclo em casa.

Uma das maiores vantagens do Tribike é o custo: como é elétrico e tem boa autonomia, gasta menos de um centavo por quilômetro rodado! 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Aquafisiobh

Hoje fechei mais uma parceria que trará grande contribuições ao blog: a Aquafisiobh, onde faço hirdroterapia há mais de dois anos, agora é parceira do blog e trará muitas novidades relacionadas à fisioterapia para cadeirantes. A proprietária, Joyce, fez vários cursos, aqui e no exterior, e traz a Belo Horizonte os métodos mais modernos para tratamento de lesados medulares.
Além disso, fez uma grande reforma na clínica e adquiriu equipamentos modernos e inovadores para o tratamento. Vamos mostrar aqui com fotos e vídeos as experiências na estrutura montada lá e os benefícios para os pacientes. Aguardem!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Reacess

Feira para 
Mais uma feira de produtos e tecnologias voltadas para deficientes será realizada no próximo fim de semana. Desta vez é o Rio de Janeiro que vai receber a Reacess - IV Feira Nacional de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontecerá de 29 de junho a 1º de julho no Rio Centro (Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca). Assim como na Reatech, que é realizada em São Paulo, serão diversas empresas expositoras que vão apresentar produtos e tecnologias que podem melhorar a qualidade de vida dos deficientes.
O charmoso Fiat 500
Entre estas empresas, a Hélio Adaptações estará presente, juntamente com a Technobrás, apresentando os produtos da Guidosimplex. São adaptações veiculares de alto nível e qualidade, que estarão presentes inclusive em veículos para test-drive. Serão levados um Dobló com elevador, um Fiat 500, o novo Palio, o novo Uno e um Idea. O stand deles é o 603, quem tiver a oportunidade, não deixe de conhecer.
Na feira haverá também equoterapia, quadra esportiva, turismo e lazer, terapias alternativas, equipamentos hospitalares, agências de empregos, fisioterapia e terapia ocupacional, além de outras empresas com foco no deficiente. A entrada é gratuita. Infelizmente não poderei ir, mas quem for, depois me conta!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Morando sozinho

E agora, quem poderá me ajudar? Chapolim??
Calma meninas, ainda não cansei da vida de "juntado" e voltei à esbórnia da solteirice... Mas tenho experimentado como é ser cadeirante e morar sozinho nos últimos meses. Primeiro, foi o descasamento de horários com minha namorida: desde fevereiro eu trabalho seis horas por dia, na parte da tarde. E ela continua pegando no serviço às 9:00. Então eu tenho que acordar sozinho (às 11:00 hs da madrugada), me arrumar sozinho, tomar café, ou melhor, almoçar sozinho e ir para o trabalho.
Depois, de março pra cá, a coisa piorou. Ela passou a estudar à noite duas ou três vezes por semana e vai direto do trabalho para a aula. Aí eu saio do trabalho sozinho, chego em casa, tomo banho sozinho, preparo meu lanche sozinho e vou para o sofá sofrer (ou melhor, jogar Playstation ou ficar na internet). Fiquei então pensando: qual o maior desafio para um cadeirante que mora sozinho?
Aí entra uma divisão: se a pessoa tem condições de pagar uma empregada (ou empreguete, sei lá) ou uma diarista que vá pelo menos duas vezes por semana, o maior desafio será se virar com coisas pessoais, como trocar de roupa ou preparar comida. Mas se o recurso financeiro está faltoso, então acho que o maior problema deve ser arrumar a casa. Não imagino o trabalho que deve dar segurar uma vassoura, varrer, empurrar a cadeira um pouco, depois varrer mais um pouquinho. E para limpar embaixo da cama ou do sofá? Deve ser um exercício. Físico e de paciência.
Para o primeiro grupo (em que me incluo), uma tarefa chatinha é vestir calça jeans. Cada um tem uma técnica, uns vestem deitados, mas eu prefiro na cadeira mesmo. Como minhas mãos são grandes, consigo apoiar no protetor de roupa da cadeira, seguro a calça com os polegares, me levanto e puxo, ou melhor, "pulo" dentro da calça. Ou seja, jogo o corpo para a frente e puxo com os dedões. Depois faço uma "dança" (muito sexy, por sinal) para acabar de chegar a calça no lugar, enfiando a mão pelas costas e puxando a calça pra cima, jogando o corpo ao mesmo tempo. Complicado né? Outras coisas como banho e lanche, são mais fáceis. Ainda mais em cidade grande, onde é possível pedir quase tudo em casa (no meu caso, a namorida já deixa tudo arrumandinho).
Para quem não pode contar com ninguém para dar uma mãozinha nas tarefas de casa, o trabalho é dobrado. Acho que a cozinha também é um grande desafio, pois cozinhar, lavar louça e panela, e ainda arrumar tudo depois, deve dar uma danada duma canseira. Sem contar que o cadeirante não alcança muito alto, então a cozinha tem que ser toda adaptada, inclusive os armários.
Só sei que cada dia mais eu tiro o chapéu para quem é cadeirante e mora sozinho. Uma hora ou outra, a pessoa passa raiva. Mas faz parte, é melhor ser independente e passar por isso do que depender dos outros. No fim das contas, é gratificante se sentir capaz, e dono do próprio nariz.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pielonefrite

Acontece quando as bactérias sobem para os rins
Já falei muito sobre os perigos da infecção urinária e as formas de evitar, mas não tinha abordado ainda o perigo maior da infecção: a pielonefrite. "A pielonefrite é uma infecção do trato urinário ascendente que atingiu a "pielo" (pelve) do rim. Afeta quase todas as estruturas do rim, incluindo túbulos, sistema recolector e interstício. Só o glomérulo é exceção, pelo menos até uma fase avançada." Esta é a definição do Wikipédia. Mas a minha definição é aarrghhhh, hmmmmm, aiaiaiaiai, aghhhhhh.... Passei por isso no início do mês e foi tão complicado que me rendeu uma semana de hospital e antibiótico na veia.
Começou como toda infecção urinária: dores no corpo, urina alterada e febre. Como já conheço o quadro, quando a febre bateu forte na madrugada de quarta para quinta eu entrei no antibiótico. Sempre tenho pelo menos uma cartela em casa por precaução, quando os sintomas aparecem eu começo a tomar, e geralmente no segundo dia já estou bem. Só que essa prática não é recomendável, a auto medicação é um perigo, tanto que quase me complicou ainda mais a vida. Quando cheguei ao hospital, o médico que me atendeu deu uma bronca porque eu já havia tomado antibiótico, disse que isso poderia prejudicar o resultado do exame de urina. Felizmente (ou não) o exame acusou a infecção por bactérias, mesmo com o efeito do remédio que tomei antes. O médico me mandou então direto para a enfermaria para tomar alguns litros de remédios na veia (tá, litros é um pouquinho de exagero).
Será que dá para colocar uma placa "proibido bactérias"?
Fiquei mal pra caramba, aquela enfermaria lotada e movimentada, e ao fim do dia descobri que não havia quarto disponível, mesmo coberto pelo plano de saúde. Pedi para olharem em outros hospitais, mas estava tudo lotado. Enfim, já que não tinha jeito, passei a noite na enfermaria. Pelo menos me colocaram em um canto que podia apagar as luzes, mas mesmo assim foi difícil conseguir dormir, com as dores que estava sentindo e a movimentação da enfermaria. No dia seguinte, ainda passei o dia todo lá, só à noite conseguiram finalmente um quarto. Lá, minha aflita namorada poderia dormir comigo, naquele sofá que vira cama super confortável (!).
No quarto a história foi outra, o atendimento das enfermeiras é muito mais atenciosos e dei muita sorte com a médica: doutora Juliana foi a profissional mais atenciosa e dedicada que me atendeu naquele hospital, ela fez todo o possível para que eu melhorasse rapidamente, solicitando os exames mais importantes e trocou o antibiótico, o que resultou numa melhora mais rápida. Um exame que não pode ficar de fora depois de um quadro destes é o ultrassom abdominal total, que identifica possíveis danos aos rins. No meu caso, felizmente não houve nada demais.
Para saber se estamos a caminho desta doença de nome tão singelo, relacionei aqui os sintomas típicos da pielonefrite: febre, dor lombar, náuseas e vômitos. O problema para quem tem lesão medular é que a parte da dor lombar é pouco (ou nada) sentida. Por isso devemos nos atentar aos outros sintomas. Se chegar a sentir dor lombar, é que a coisa está muito feia. Outro sinal comum é a presença de sangue na urina (hematúria), que se apresenta normalmente como uma urina cor de Coca-Cola. Por isso que agora eu só tomo Pepsi...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os Portões da Acessibilidade: Um relato de três horas de espera em um hospital público da Baixada Santista


O relato abaixo foi enviado pelo Kayo Amado e publicado em seu blog. Ele conta uma série de absurdos que passou com o pai ao fazer uma perícia na Baixada Santista. Mais uma situação triste de desrespeito e descaso.
"Mais uma vez apresento um relato sobre as condições de saúde pública na baixada santista. São tantos apontamentos a fazer, mas não serei longo como a espera de três horas para que meu pai – professor do ensino público estadual – fosse avaliado por um médico perito.Imagem
De qualquer forma, na função de gestor de políticas públicas, aproveitei as três horas de espera para rondar os limites do hospital.
Não precisei ir longe para verificar sérios problemas de acessibilidade.
Pensemos nas premissas, então.
Se a questão é uma perícia médica, no geral, presume-se, que há alguma enfermidade que precisa ser comprovada ou descartada pelo médico, no paciente. Ou seja, é necessário um ambiente confortável – no sentido de acesso, espera (já que vimos que, no meu caso, durou três horas), e atendimento.
Não foi isso que eu encontrei.
Vamos por partes.
O ESTACIONAMENTO:
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Essa é a frente da entrada da casa que abrange a perícia médica. Eu e meu pai, por sorte, conseguimos parar – devidamente credenciados com a autorização – na esquina do hospital, em uma vaga de deficientes físicos.
Essa imagem me causa um certo sarcasmo. Fico me perguntando porque essa placa de deficientes encontra-se na grama, ao lado de uma árvore, enquanto dos carros ali parados, NENHUM – repito, nenhum – tinha autorização para parar em vaga de deficientes físicos.
Talvez, pela placa estar ao lado da árvore, a intenção era proporcionar um espaço para os deficientes adeptos de carroças e charretes estacionarem seus cavalos em frente a perícia.
O ACESSO PRINCIPAL:
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Pois é, aqui, nos deparamos com o acesso principal. Bacana, não? A primeira coisa que eu pensei foi: onde está o corrimão? É o mínimo! Um de cada lado! Percebi que isso fez falta para os pacientes que chegavam. Haviam muitas pessoas que aparentavam ter idade avançada, outros claramente inaptos à desafios físicos como este.
Enfim, fiquei absurdamente desconfortável com esta situação.
O CAMINHO ALTERNATIVO:
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Preciso dizer alguma coisa? Interditado. Quer passar? Vai pela via de carros, com asfaltamento feito de paralelepípedos. Certamente, não é a “aventura” mais fácil à pessoas com dificuldades de locomoção.
Opa, opa. Será que alguém pensou em um cadeirante?
O ACESSO ALTERNATIVO:
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SIM! PENSARAM NO CADEIRANTE!
Há uma rampa de acesso, que bacana! Só não sei como ele irá chegar até ela.
Como vocês viram, o caminho alternativo está interditado!!!
Pode ser até possível “guerrear” e enfrentar a via de carros e seus paralelepipedos tortos, mas a aventura não pararia por ai, não…
ISSO É UM ACESSO?
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Definitivamente, dispensa comentários.
Essa “deveria ser” a rampa de acesso alternativo.
TUDO O QUE SOBE, DESCE:
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Será que eu consegui passar a mensagem, galera?
Eu espero ter repassado fielmente meu sentimento de indignação, inconformismo e repúdio a essas instalações do hospital Guilherme Álvaro.
Acessibilidade a instituições públicas é um DIREITO.
Este direito não foi respeitado. O constrangimento chegou a tal ponto que eu quase presenciei uma senhora derrapando por essa escada.
Não vou concluir meu artigo, minha insatisfação não permite. Deixo para vocês uma última foto. Reflitam sobre ela, tirem suas conclusões.
Caso queiram ajudar:
Diretoria – Perícia Médica HGA: hga-diretoriapericiamedica@saúde.sp.gov.br
Promotoria Civil de Santos: pjcivelsantos@mp.sp.gov.br
Condefi Conselho Municipal Integracao Portador de Deficiências (13) 3223-1667.
Compartilhem este artigo.
Até a próxima…

sábado, 9 de junho de 2012

Cozinha adaptada para cadeirante

Cozinha modelo para cadeirantes: tudo na mão
Nunca fui muito "atuante" na cozinha, ou melhor, minha atuação sempre foi mais de "consumidor" do que de "produtor". Não que eu não tivesse vontade, já quis aprender a cozinhar alguma coisa mas nunca passei do "Macarrão à Miarola", o nome chique que eu dei para o delicioso "Miojo com Pomarola". Ah, e eu colocava até umas salsichas picadas por cima! Ficava uma delícia... Nem morando em república por seis anos eu criei vergonha na cara, já que comia no bandejão durante a semana e no fim de semana rolava rango comunitário - as meninas da república vizinha iam para a nossa fazer comida - ou então eu almoçava na casa de "alguém"... Pois é, para completar eu sempre dei sorte com namoradas cozinheiras... Não sei como não fiquei obeso! 
A Gi, minha "namorida" há mais de cinco anos, já é famosa por seus pratos deliciosos e elaborados. Pelo menos agora eu posso até não precisar mais da cadeira, vou engordando até sair rolando por aí... Mas como nem todo mundo dá essa sorte, muita gente que é ou vira cadeirante precisa da cozinha para sobreviver. E há uma série de barreiras para um cadeirante usar a cozinha com segurança e conforto. Encontrei ótimos artigos na internet que abordam o assunto (os melhores no blog Design Innova), vou colocar os links no fim deste post, e meu objetivo aqui, como sempre, é identificar os principais obstáculos e partir um pouco para a prática, de forma que não seja tão complicado para um cadeirante adaptar sua sozinha.
Bancada com Cook Top em cima
Em primeiro lugar, o fogão. Ele deve ser baixo o suficiente para que o cadeirante consiga ver por cima das panelas e não pode ter forno, ou seja, deve ser vazado embaixo para que o cadeirante entre com sua cadeira. Hoje em dia é bem fácil montar um fogão assim, basta utilizar uma bancada, preferencialmente de pedra, e montar um "cook top" em cima dela. Há modelos por menos de quatrocentos reais. O forno pode ser comprado separadamente e colocado também sobre uma bancada. Acima, a foto do fogão do meu amigo Gregori. Ele foi bem esperto e adaptou só o fogão, deixou a pia normal, com armário embaixo. Bela desculpa para deixar a bagunça sempre para a esposa limpar... Acho que vou fazer igual!
A pia não pode ser muito alta e não pode ter armário embaixo
A pia também pode ser montada sobre a mesma bancada, e também não pode ter armário embaixo para que a cadeira possa entrar. E é essa bancada o que considero a mais importante na cozinha adaptada: ela deve ter a altura certa para que o cadeirante desempenhe todas as atividades necessárias na cozinha. A NBR 9050 afirma que ela deve ter altura entre 80 e 85 centímetros, mas na prática ela deve ser definida pelo cadeirante que vai usar, pois tem cadeirante de várias alturas. Agora vem uma dica que eu creio que vá ajudar: não dá para medir a bancada acima do apoio de braço da cadeira. Os braços ficam flexionados quando apoiados ali, portanto o ideal é deixar a bancada um pouco abaixo, e como os apoios são removíveis, o ideal é removê-los ao utilizar a cozinha. Dessa forma a visão por cima da bancada fica otimizada e a pessoa pode apoiar os braços sobre a mesma.
Nos armários baixos, deixar um vão para entrar os pés
O problema ao adaptar uma cozinha é a disposição dos armários. Como não dá para colocar armário embaixo de nada, eles devem ser montados sobre a bancada e não podem ser muito altos. É possível colocar armários acima da bancada, mas deve haver espaço para movimentar e não podem ser grandes, pois o cadeirante deve alcançar até a última prateleira. Só que se forem todos assim, vai ser preciso uma cozinha do tamanho de um campo de futebol, e nem todo mundo tem tanto espaço sobrando. A melhor solução que encontrei foi reservar um espaço para fazer armários começando na parte de baixo, deixando um vão para entrar os pés, e que vá até o alcance máximo dos braços do cadeirante. Assim, ele abre e acessa a parte de baixo, e depois a parte de cima. Mesmo assim é um ponto delicado e deve ser construído de acordo com o tamanho e alcance do cadeirante. Mas o mais importante é o cuidado com o vão onde o cadeirante vai enfiar os pés. A foto acima é da cozinha da minha casa, e a altura é ideal para mim, entra os pés sem pegar em nada. Só que isso varia de pessoa para pessoa, então o correto é medir uns vinte centímetros acima dos pés e iniciar aí o armário. Senão, pode acontecer o mesmo desastre que passei na casa da minha mãe: cheguei perto do armário e arranquei a unha do dedão! Arrgh, dá gastura só de pensar. Contei o caso aqui.
Abaixo os links para os posts de onde tirei as fotos deste post:

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