quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pielonefrite

Acontece quando as bactérias sobem para os rins
Já falei muito sobre os perigos da infecção urinária e as formas de evitar, mas não tinha abordado ainda o perigo maior da infecção: a pielonefrite. "A pielonefrite é uma infecção do trato urinário ascendente que atingiu a "pielo" (pelve) do rim. Afeta quase todas as estruturas do rim, incluindo túbulos, sistema recolector e interstício. Só o glomérulo é exceção, pelo menos até uma fase avançada." Esta é a definição do Wikipédia. Mas a minha definição é aarrghhhh, hmmmmm, aiaiaiaiai, aghhhhhh.... Passei por isso no início do mês e foi tão complicado que me rendeu uma semana de hospital e antibiótico na veia.
Começou como toda infecção urinária: dores no corpo, urina alterada e febre. Como já conheço o quadro, quando a febre bateu forte na madrugada de quarta para quinta eu entrei no antibiótico. Sempre tenho pelo menos uma cartela em casa por precaução, quando os sintomas aparecem eu começo a tomar, e geralmente no segundo dia já estou bem. Só que essa prática não é recomendável, a auto medicação é um perigo, tanto que quase me complicou ainda mais a vida. Quando cheguei ao hospital, o médico que me atendeu deu uma bronca porque eu já havia tomado antibiótico, disse que isso poderia prejudicar o resultado do exame de urina. Felizmente (ou não) o exame acusou a infecção por bactérias, mesmo com o efeito do remédio que tomei antes. O médico me mandou então direto para a enfermaria para tomar alguns litros de remédios na veia (tá, litros é um pouquinho de exagero).
Será que dá para colocar uma placa "proibido bactérias"?
Fiquei mal pra caramba, aquela enfermaria lotada e movimentada, e ao fim do dia descobri que não havia quarto disponível, mesmo coberto pelo plano de saúde. Pedi para olharem em outros hospitais, mas estava tudo lotado. Enfim, já que não tinha jeito, passei a noite na enfermaria. Pelo menos me colocaram em um canto que podia apagar as luzes, mas mesmo assim foi difícil conseguir dormir, com as dores que estava sentindo e a movimentação da enfermaria. No dia seguinte, ainda passei o dia todo lá, só à noite conseguiram finalmente um quarto. Lá, minha aflita namorada poderia dormir comigo, naquele sofá que vira cama super confortável (!).
No quarto a história foi outra, o atendimento das enfermeiras é muito mais atenciosos e dei muita sorte com a médica: doutora Juliana foi a profissional mais atenciosa e dedicada que me atendeu naquele hospital, ela fez todo o possível para que eu melhorasse rapidamente, solicitando os exames mais importantes e trocou o antibiótico, o que resultou numa melhora mais rápida. Um exame que não pode ficar de fora depois de um quadro destes é o ultrassom abdominal total, que identifica possíveis danos aos rins. No meu caso, felizmente não houve nada demais.
Para saber se estamos a caminho desta doença de nome tão singelo, relacionei aqui os sintomas típicos da pielonefrite: febre, dor lombar, náuseas e vômitos. O problema para quem tem lesão medular é que a parte da dor lombar é pouco (ou nada) sentida. Por isso devemos nos atentar aos outros sintomas. Se chegar a sentir dor lombar, é que a coisa está muito feia. Outro sinal comum é a presença de sangue na urina (hematúria), que se apresenta normalmente como uma urina cor de Coca-Cola. Por isso que agora eu só tomo Pepsi...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os Portões da Acessibilidade: Um relato de três horas de espera em um hospital público da Baixada Santista


O relato abaixo foi enviado pelo Kayo Amado e publicado em seu blog. Ele conta uma série de absurdos que passou com o pai ao fazer uma perícia na Baixada Santista. Mais uma situação triste de desrespeito e descaso.
"Mais uma vez apresento um relato sobre as condições de saúde pública na baixada santista. São tantos apontamentos a fazer, mas não serei longo como a espera de três horas para que meu pai – professor do ensino público estadual – fosse avaliado por um médico perito.Imagem
De qualquer forma, na função de gestor de políticas públicas, aproveitei as três horas de espera para rondar os limites do hospital.
Não precisei ir longe para verificar sérios problemas de acessibilidade.
Pensemos nas premissas, então.
Se a questão é uma perícia médica, no geral, presume-se, que há alguma enfermidade que precisa ser comprovada ou descartada pelo médico, no paciente. Ou seja, é necessário um ambiente confortável – no sentido de acesso, espera (já que vimos que, no meu caso, durou três horas), e atendimento.
Não foi isso que eu encontrei.
Vamos por partes.
O ESTACIONAMENTO:
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Essa é a frente da entrada da casa que abrange a perícia médica. Eu e meu pai, por sorte, conseguimos parar – devidamente credenciados com a autorização – na esquina do hospital, em uma vaga de deficientes físicos.
Essa imagem me causa um certo sarcasmo. Fico me perguntando porque essa placa de deficientes encontra-se na grama, ao lado de uma árvore, enquanto dos carros ali parados, NENHUM – repito, nenhum – tinha autorização para parar em vaga de deficientes físicos.
Talvez, pela placa estar ao lado da árvore, a intenção era proporcionar um espaço para os deficientes adeptos de carroças e charretes estacionarem seus cavalos em frente a perícia.
O ACESSO PRINCIPAL:
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Pois é, aqui, nos deparamos com o acesso principal. Bacana, não? A primeira coisa que eu pensei foi: onde está o corrimão? É o mínimo! Um de cada lado! Percebi que isso fez falta para os pacientes que chegavam. Haviam muitas pessoas que aparentavam ter idade avançada, outros claramente inaptos à desafios físicos como este.
Enfim, fiquei absurdamente desconfortável com esta situação.
O CAMINHO ALTERNATIVO:
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Preciso dizer alguma coisa? Interditado. Quer passar? Vai pela via de carros, com asfaltamento feito de paralelepípedos. Certamente, não é a “aventura” mais fácil à pessoas com dificuldades de locomoção.
Opa, opa. Será que alguém pensou em um cadeirante?
O ACESSO ALTERNATIVO:
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SIM! PENSARAM NO CADEIRANTE!
Há uma rampa de acesso, que bacana! Só não sei como ele irá chegar até ela.
Como vocês viram, o caminho alternativo está interditado!!!
Pode ser até possível “guerrear” e enfrentar a via de carros e seus paralelepipedos tortos, mas a aventura não pararia por ai, não…
ISSO É UM ACESSO?
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Definitivamente, dispensa comentários.
Essa “deveria ser” a rampa de acesso alternativo.
TUDO O QUE SOBE, DESCE:
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Será que eu consegui passar a mensagem, galera?
Eu espero ter repassado fielmente meu sentimento de indignação, inconformismo e repúdio a essas instalações do hospital Guilherme Álvaro.
Acessibilidade a instituições públicas é um DIREITO.
Este direito não foi respeitado. O constrangimento chegou a tal ponto que eu quase presenciei uma senhora derrapando por essa escada.
Não vou concluir meu artigo, minha insatisfação não permite. Deixo para vocês uma última foto. Reflitam sobre ela, tirem suas conclusões.
Caso queiram ajudar:
Diretoria – Perícia Médica HGA: hga-diretoriapericiamedica@saúde.sp.gov.br
Promotoria Civil de Santos: pjcivelsantos@mp.sp.gov.br
Condefi Conselho Municipal Integracao Portador de Deficiências (13) 3223-1667.
Compartilhem este artigo.
Até a próxima…

sábado, 9 de junho de 2012

Cozinha adaptada para cadeirante

Cozinha modelo para cadeirantes: tudo na mão
Nunca fui muito "atuante" na cozinha, ou melhor, minha atuação sempre foi mais de "consumidor" do que de "produtor". Não que eu não tivesse vontade, já quis aprender a cozinhar alguma coisa mas nunca passei do "Macarrão à Miarola", o nome chique que eu dei para o delicioso "Miojo com Pomarola". Ah, e eu colocava até umas salsichas picadas por cima! Ficava uma delícia... Nem morando em república por seis anos eu criei vergonha na cara, já que comia no bandejão durante a semana e no fim de semana rolava rango comunitário - as meninas da república vizinha iam para a nossa fazer comida - ou então eu almoçava na casa de "alguém"... Pois é, para completar eu sempre dei sorte com namoradas cozinheiras... Não sei como não fiquei obeso! 
A Gi, minha "namorida" há mais de cinco anos, já é famosa por seus pratos deliciosos e elaborados. Pelo menos agora eu posso até não precisar mais da cadeira, vou engordando até sair rolando por aí... Mas como nem todo mundo dá essa sorte, muita gente que é ou vira cadeirante precisa da cozinha para sobreviver. E há uma série de barreiras para um cadeirante usar a cozinha com segurança e conforto. Encontrei ótimos artigos na internet que abordam o assunto (os melhores no blog Design Innova), vou colocar os links no fim deste post, e meu objetivo aqui, como sempre, é identificar os principais obstáculos e partir um pouco para a prática, de forma que não seja tão complicado para um cadeirante adaptar sua sozinha.
Bancada com Cook Top em cima
Em primeiro lugar, o fogão. Ele deve ser baixo o suficiente para que o cadeirante consiga ver por cima das panelas e não pode ter forno, ou seja, deve ser vazado embaixo para que o cadeirante entre com sua cadeira. Hoje em dia é bem fácil montar um fogão assim, basta utilizar uma bancada, preferencialmente de pedra, e montar um "cook top" em cima dela. Há modelos por menos de quatrocentos reais. O forno pode ser comprado separadamente e colocado também sobre uma bancada. Acima, a foto do fogão do meu amigo Gregori. Ele foi bem esperto e adaptou só o fogão, deixou a pia normal, com armário embaixo. Bela desculpa para deixar a bagunça sempre para a esposa limpar... Acho que vou fazer igual!
A pia não pode ser muito alta e não pode ter armário embaixo
A pia também pode ser montada sobre a mesma bancada, e também não pode ter armário embaixo para que a cadeira possa entrar. E é essa bancada o que considero a mais importante na cozinha adaptada: ela deve ter a altura certa para que o cadeirante desempenhe todas as atividades necessárias na cozinha. A NBR 9050 afirma que ela deve ter altura entre 80 e 85 centímetros, mas na prática ela deve ser definida pelo cadeirante que vai usar, pois tem cadeirante de várias alturas. Agora vem uma dica que eu creio que vá ajudar: não dá para medir a bancada acima do apoio de braço da cadeira. Os braços ficam flexionados quando apoiados ali, portanto o ideal é deixar a bancada um pouco abaixo, e como os apoios são removíveis, o ideal é removê-los ao utilizar a cozinha. Dessa forma a visão por cima da bancada fica otimizada e a pessoa pode apoiar os braços sobre a mesma.
Nos armários baixos, deixar um vão para entrar os pés
O problema ao adaptar uma cozinha é a disposição dos armários. Como não dá para colocar armário embaixo de nada, eles devem ser montados sobre a bancada e não podem ser muito altos. É possível colocar armários acima da bancada, mas deve haver espaço para movimentar e não podem ser grandes, pois o cadeirante deve alcançar até a última prateleira. Só que se forem todos assim, vai ser preciso uma cozinha do tamanho de um campo de futebol, e nem todo mundo tem tanto espaço sobrando. A melhor solução que encontrei foi reservar um espaço para fazer armários começando na parte de baixo, deixando um vão para entrar os pés, e que vá até o alcance máximo dos braços do cadeirante. Assim, ele abre e acessa a parte de baixo, e depois a parte de cima. Mesmo assim é um ponto delicado e deve ser construído de acordo com o tamanho e alcance do cadeirante. Mas o mais importante é o cuidado com o vão onde o cadeirante vai enfiar os pés. A foto acima é da cozinha da minha casa, e a altura é ideal para mim, entra os pés sem pegar em nada. Só que isso varia de pessoa para pessoa, então o correto é medir uns vinte centímetros acima dos pés e iniciar aí o armário. Senão, pode acontecer o mesmo desastre que passei na casa da minha mãe: cheguei perto do armário e arranquei a unha do dedão! Arrgh, dá gastura só de pensar. Contei o caso aqui.
Abaixo os links para os posts de onde tirei as fotos deste post:

terça-feira, 5 de junho de 2012

Transferindo para o avião

Precisava ser tão apertadinho?
Outro transtorno que cadeirante costuma passar em viagens é a transferência da cadeira para o avião. Primeiro, porque em grande parte das aeronaves a cadeira mal chega perto da poltrona, e mesmo quando chega, entra só a ponta da cadeira e no sentido contrário da poltrona. Segundo, porque o que se percebe é que não há um treinamento padrão para os comissários de bordo e todos até hoje se mostraram indecisos e questionadores neste processo. Portanto vou contar aqui a técnica que uso para fazer essa transferência com ajuda, que é a forma mais segura. Tem como fazer sozinho, já fiz algumas vezes, mas prefiro a assistida mesmo.
Fiz também um vídeo para exemplificar o processo. Na verdade fiz quatro vídeos, dois entrando e dois saindo, mas os dois entrando ficaram ruins, já que minha aprendiz de "camerawoman", não conseguiu um ângulo legal e o auxiliar da Gol entrou na frente dela. Pelo menos tenho dois ângulos do processo. Vou descrevê-lo, e serve para a maior parte das aeronaves em operação interna no Brasil, geralmente da série 737 da Boeing.
Posição que eu adoto ao fazer a transferência
Em primeiro lugar, peço ao comissário (ou outra pessoa que for ajudar) para entrar no corredor do avião na minha frente. Como a cadeira entra só a ponta, depois de uma pequena luta para fazer a curva, procuro deixar um espaço maior entre ela e a poltrona, dando uma pequena ré. Chego o corpo para frente, equilibrando na ponta da cadeira. Em seguida, jogo as duas pernas para o lado em 90 graus com a cadeira e em frente à poltrona do avião, deixando os pés o mais para a frente possível. Aí peço ao ajudante para pegar por baixo dos meus braços (no sovaco mesmo) e me ajudar a fazer a virada.
Os maiores cuidados a serem tomados são: a firmeza com que a pessoa te pega, pois o espaço é reduzido e ela tem que ter força suficiente para te carregar; o braço da poltrona, como geralmente não é móvel (grande falha, só em aviões maiores eu já vi), você tem que passar por cima dele. E ele é pontudo, pode te machucar no caminho ou até prender na sua calça e provocar um acidente maior. Se houver outra pessoa disponível para ajudar, ela pode prestar atenção neste local e ajudar protegendo com a mão ou mantendo o corpo longe dali. Além disso, deve-se ter cuidado para os pés não girarem demais ou agarrarem em algum lugar. Para evitar, o bom é já apontar os pés na direção da janela, e ao sentar girar eles para a frente. Abaixo os vídeos que fiz passando da poltrona do avião para a cadeira de rodas. Para o processo inverso, é só imaginar o vídeo de tráz pra frente, colocando as pernas primeiro, e depois girando o corpo.
Com essas dicas e um pouco de sorte, dá para transferir com segurança para o avião. E viajar sem susto!

sábado, 2 de junho de 2012

Ghost

Acelerador manual Ghost
Ghost - Do outro lado da vida... Quem tem mais de 30 anos deve ter se lembrado do clássico filme com Demi Moore (novinha e de cabelos curtos) e o finado Patrick Swaze. Mas não é do filme que estou falando, mas sim de um revolucionário sistema eletrônico de aceleração montado sob o volante, quase imperceptível, que permite que o usuário acelere através de um simples movimento rotativo (horário ou anti-horário), mantendo as mãos no volante. O sistema é uma evolução do acelerador de aro, aquele montado sobre o volante, com a diferença que naquele modelo a gente tem que empurrar o aro contra o volante.
No Fiat 500 ficou um charme o Ghost na mesma cor do volante
E o nome do equipamento se deve à discrição dele sob o volante. Olhando de cima, mal dá para perceber que há um acelerador de volante ali, só se percebe os encaixes no volante. E o funcionamento dele não poderia ser mais simples: basta deslizar os dedos por baixo do volante para um lado ou para o outro para acelerar o carro. Assim como o acelerador de aro, este mecanismo permite acelerar inclusive durante uma curva, o que pode ser muito útil na estrada ou mesmo na cidade em determinadas situações. Ele conta também com um botão de segurança que desativa o sistema, para o caso em que uma pessoa sem deficiência for dirigir o veículo.
Fiz o test drive do Ghost instalado em um Palio Dualogic pela Hélio Adaptações, representante da Guidosimplex no Brasil. Ele é muito fácil de adaptar, aprendi a lidar com ele na primeira curva. A aceleração é precisa e a resposta imediata, já que é eletrônico. Isso ajuda a ter o carro na mão com mais segurança, já que o sistema "analógico" é mais suscetível a falhas. Clique aqui para ver um vídeo muito interessante diretamente do site da Guidosimplex.
O Ghost é encontrado em Belo Horizonte exclusivamente na Hélio Adaptações, que dá garantia e manutenção deste e todos os outros equipamentos da Guidosimplex. Dirigi por pouco tempo, mas já deu para sentir que vale o investimento!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Rio Othon Palace

Entrada do Rio Othon Palace
No último fim de semana tive duas árduas tarefas: ir um casamento no sábado e um aniversário no domingo no Rio de Janeiro.  O drama na hora de um cadeirante viajar é sempre a busca pelo melhor hotel, ou melhor, pelo hotel com quarto bem adaptado, que tenha as medidas adequadas e os equipamentos necessários a uma boa estada.
Costumo procurar hotéis adaptados pelo site Booking.com, que permite selecionar somente hotéis com quarto adaptado depois de escolhida a cidade. Depois que faço a seleção e identifico um hotel bem localizado (mais próximo de onde vou ou de pontos turísticos) e com bom preço, ligo para lá e busco mais informações sobre a estrutura do quarto adaptado focando, principalmente, no banheiro. E nele que são dadas as maiores mancadas pelos hotéis, como o Tryp de Brasília, que me causou um queda.
Fiz a costumeira pesquisa e tive uma grata surpresa. Um hotel cinco estrelas, o Rio Othon Palace, estava com preços promocionais. Mais barato do que hotéis inferiores. Como nunca havia ido lá, liguei para saber como eram as adaptações e se o hotel fornecia cadeira de banho para deficiente. Falei com essas palavras e o atendente me disse que sim, havia cadeira de banho adequada. Sendo assim, reservamos.
A rampa na entrada tem boa inclinação
Fomos no sábado e chegamos no hotel por volta de duas e meia, mas o check-in só poderia ser feito às 15hs. Tudo bem, é regra, mas poderiam abrir uma exceção para um cadeirante quebrado de viagem. Pelo menos o hall do hotel tem sofás confortáveis, apesar de baixos, mas não atrapalha a transferência. Nos chamaram e subimos para o quarto 804.
Essa cadeira NÃO é para cadeirantes
Chegando ao quarto, fui direto para o banheiro conferir a cadeira. E mais uma vez fiquei decepcionado: a cadeira não é adequada para cadeirantes. É uma cadeira para idosos, que podem se levantar e sentar nele, igual ao do hotel de Brasília. Mas como eu estava com a Gi, nem reclamei, pois ela poderia me ajudar nas transferências. Porém, fica a dica, gerentes e proprietários de hotel: essa cadeira NÃO é adequada para cadeirantes. Nós precisamos escorregar a bunda até a cadeira, por isso o braço DEVE ser removível. O correto, correto mesmo, seria e adquirir uma cadeira de banho com rodas grandes, que permitem ao deficiente se locomover sozinho. Outra coisa, o banheiro tem um pequeno degrau, que é facilmente superado com uma cadeira de rodas, mas para aquela cadeira de banho de rodas pequenas, torna-se um empecilho. Desnecessário. Mas fora esses "detalhes", o banheiro conta com muitas barras, chuveirinho e pia vazada.
Duas camas juntas e o interruptor de pedal ao fundo
Mas as decepções não acabaram aí. Tiveram que juntar duas camas de solteiro para dormirmos juntos, pois  não há quarto de casal adaptado. Será que eles pensam que os deficientes sempre andam com um(a) ajudante, e não com o companheiero(a)? Bola fora. Mas o absurdo foi o mesmo encontrado no Tryp de Brasília: a luminária de canto fica muito no canto e o interruptor... é de pedal. Isso mesmo, acende quando a pessoa PISA no interruptor. Será possível que esses caras não percebem que um cadeirante não pisa??
Piscina com uma belíssima vista de Copacabana
Bem vou falar agora das coisas boas. O café da manhã é ótimo, com direito a vista do mar. O terraço, no 30º andar, tem uma bela piscina e uma vista espetacular. A comida do bar da piscina e do restaurante, é divina. Tomar um sol, ou uma cerveja no fim da tarde, é uma delícia! Aproveitamos bastante. Mas só recomendo se eles trocarem a cadeira de banho. E a luminária, claro.

sábado, 19 de maio de 2012

4 Pilastras

Deck do bar e restaurante com vista para as 4 pilastras
Quem morou ou já esteve em Viçosa/MG se identifica na hora com o título do post. As quatro pilastras são colunas de concreto que "separam" a Universidade Federal de Viçosa da cidade. Seguindo pela Avenida PH Rolfs e passando por elas, a gente entra em uma das melhores instituições de ensino do país. E delas para trás, está uma cidade repleta de jovens estudantes, repúblicas, festas e, claro, botecos.
E foi no mais novo bar e restaurante da cidade que homenageou as quatro pilastras adotando este nome. A novidade rendeu uma das maiores mudanças visuais na entrada da universidade desde a construção de duas torres de apartamentos na esquina do lado esquerdo de quem vai. Do lado direito, desde que conheço Viçosa há um posto de gasolina, que já teve várias bandeiras. Esse posto já tinha um bar/restaurante, o Presto Pasta, que serve massas e cerveja gelada.
Em uma grande sacada, o Juliano, que tocou por anos o bar Juca do Gás, construiu um segundo andar no posto e um deck por cima do lava jato, formando uma varanda. Quando cheguei a Viçosa no último fim de semana, fui a este posto e vi a estrutura, mas imaginei que eu jamais conseguiria subir lá, já que há uma grande escada na lateral. Mas à noite saí com a Gi para dar uma volta na cidade e descobri que atrás do bar tinha uma entrada no nível da rua! Não resisti e fomos lá conferir.
Entrada acessível
É preciso subir um morro para chegar lá, mas não há muitos obstáculos no caminho, só uma calçada de pedras no início. A entrada é boa, e logo me deparei com um banheiro para deficientes. E uma curiosidade: ele é compartilhado com o banheiro feminino. Ou seja, se nenhum cadeirante estiver usando, pode ser usado pelas mulheres. Entendi o objetivo, já que o banheiro das mulheres é o que geralmente dá fila, mas não acho legal dividir, pois a necessidade de o banheiro ser separa é evitar a proliferação de bactérias que podem nos prejudicar, já que usamos sonda. Mas se alguma mulher quiser entrar para me ajudar, eu aceito... (brincadeira, viu Gi?). O banheiro ainda está sem barras de apoio, mas o Juliano disse que está acabando de ajeitar e vai colocar.
Banheiro compartilhado
A circulação interna é meio apertada para uma cadeira de rodas, mas com uns poucos pedidos de licença fui passando para chegar à varanda, que ficou muito bacana. A vista é muito bonita, para as quatro pilastras e uma lagoa da universidade. Vai bombar no verão! A cerveja é meio restrita, só servem Heineken e Bavária, mas estava bem gelada e bem servida. E para beliscar, recomendo o Chiken Wings, assas de frango com coxa desossada recheada com bacon. Uma delícia! Continuarei cliente do Juliano, no 4 Pilastras. Muito bom!

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...