segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tiro em cadeira de rodas

Preparar, apontar, fogo!
- Nossa, será que alguém atirou em um cadeirante?
- Não, caro leitor, na verdade o tiro partiu de um cadeirante.
- Meu Deus, será que é um cadeirante bandido?
- Claro que não, prezado leitor. Imagina se o cara ia se aventurar a ser bandido em uma cadeira de rodas, como é que ele ia atirar e sair correndo?
A verdade é que o título se refere a mais um esporte sobre cadeira de rodas, o tiro esportivo adaptado. E o "esquecimento" da palavra esportivo no título foi para chamar a atenção e jogar um pouco de humor sobre esse assunto sério e importante: esporte adaptado. E a história de hoje vem de longe, lá de Boa Vista, capital de Roraima, no relato do meu amigo Luiz Otávio Seabra, um cara super ativo e animado. Tão animado que resolveu praticar tiro esportivo em cadeira de rodas. E já está participando de competições.
Mexe com ela pra você ver, mexe?
Os cadeirantes de lá ainda estão tentando engatar no esporte, já que não tem patrocínio, mas fecharam uma parceria com uma loja especializada em vendas de armas (caça e pesca, em geral) e seus associados tem descontos na compra das carabinas 4.5 (necessária para a prática do tiro esportivo). Eles estão tentando fechar uma parceria com o clube de tiro para isentar o pagamento da taxa de filiação à associação, que está no valor de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) anuais. Não há, no momento, patrocínio de outra instituição, mas o objetivo é fechar parcerias com diversas instituições que se interessem em 'comprar' a ideia de apoiar o Esporte Paraolímpico.
O torneio idealizado e organizado pelo Clube de Tiro Tiradentes - CTT foi intitulado de I TORNEIO DE CARABINA DE AR COMPRIMIDO DE RORAIMA, e na programação inicial (eram esperados 100 competidores) estava prevista também a modalidade tiro com carabina de calibre .22, porém, devido à presença em massa dos competidores (por volta de 200 competidores), o presidente tomou a decisão de realizar somente a competição de Carabina de Ar Comprimido.
Luiz Otávio curtindo a liderança na competição
A competição foi mista (homens e mulheres), os cadeirantes participaram com os novatos, que nunca atiraram, e adolescentes. O Luiz Otávio ficou em primeiro lugar na modalidade Tiro Sem Luneta, mas na humildade admite que atirou apoiado enquanto os outros dois participantes, Maria do Carmo e Reginaldo, atiraram sem apoio, dificultando muito mais sua precisão em decorrência do equilíbrio de tronco, pois, além de tentar mirar no alvo eles tinham que sustentar o peso da carabina (que não é leve, em média, uma carabina pesa de 2,5 a 3kg) e manter o equilíbrio de tronco. Na modalidade Paraolímpica participaram três pessoas com deficiência (paraplegia).
O objetivo do pessoal é transformar e desmistificar a mentalidade das pessoas em relação a nós - Pessoas com Deficiência (é essa a intenção com o Esporte Adaptado). Nós podemos fazer tudo, basta querermos, persistirmos e nos dedicar aos nossos objetivos. Lembrando que o esporte é muito benéfico para esse nicho, em especial, pois através dele, é trabalhada também a autoestima das pessoas.
Essa turma aí atira pra todo lado!
Para quem se interessar, algumas informações sobre o esporte:
Apesar de pouco divulgado no Brasil, o tiro esportivo estreou nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, em 1976. As disputas acontecem entre homens, mulheres e nos confrontos entre ambos (mistos). No Brasil, a modalidade que é administrada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), começou a ser praticada em 1997, no Centro de Reabilitação de Polícia Militar do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o País foi representado pela primeira vez em um torneio internacional, realizado na cidade espanhola de Santander. Em 2002, o CPB investiu em clínicas da modalidade para sua difusão no Brasil. Os atiradores Carlos Strub, Cillas Viana e Walter Calixto conquistaram a medalha de bronze por equipe no Aberto de Apeldoorn, na Holanda, em 2003. Nos Jogos Paraolímpicos de Pequim (2008), houve a primeira participação de um atleta brasileiro na história dos Jogos com Carlos Garletti. O Comitê de Tiro Esportivo do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) é responsável por administrar a modalidade. As regras das competições têm apenas algumas adaptações. Pessoas amputadas, paraplégicas, tetraplégicas e com outras deficiências locomotoras podem competir tanto no masculino como no feminino.
Olha o estilo do atirador cadeirante!
Classificação:
O tiro utiliza um sistema de classificação funcional que permite que atletas com diferentes tipos de deficiência possam competir juntos, tanto no individual como por equipes. Dependendo das limitações existentes (grau de funcionalidade do tronco, equilíbrio sentado, força muscular, mobilidade de membros superiores e inferiores), e das habilidades que são requeridas no tiro, os atletas são divididos em três classes: SH1, SH2 e SH3. Mas as competições paraolímpicas incluem apenas as classes SH1 e SH2. A diferença básica entre SH1 e SH2 é que atletas da SH2 podem usar suporte especial para a arma, que obedecem às especificações do IPC. Os atletas da SH3 possuem debilitação visual.
A classificação do Tiro é dividida em três classes principais:
SH1: atiradores de pistola e rifle que não requerem suporte para a arma;
SH2: atiradores de rifle que não possuem habilidade para suportar o peso da arma com seus braços e precisam de um suporte para a arma;
SH3: atiradores de Rifle com deficiência visual.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mané e Maria

Seu Mané e Dona Maria
Não, não é assim que eu e Gi somos conhecidos na roça, esse é apenas o nome de um restaurante e cachaçaria que conhecemos aqui em BH no último fim de semana. O Mané e Maria fica na rua Barão de Macaúbas, 111, bairro Santo Antônio. Servem uma deliciosa comida mineira e vendem doces, temperos, cachaça e outros produtos da roça. Tudo de ótima qualidade (a Gi comprou molho de pimenta e de alho, ótimos).
A entrada tem rampa, mas a varanda não
Só que na acessibilidade... deixam um pouco a desejar. Até tiveram boa intenção: a entrada é uma rampa que dá direto no salão principal, e lá dentro há banheiro adaptado. Só que a parte mais legal do restaurante, as varandas, não tem acesso. Como sou teimoso, pedi ao garçom para me ajudar a transpor o mega degrau que separa a rampa principal da varanda, e lá ficamos. Muito agradável, com vista para a rua. E não é difícil acabar de adaptar o lugar, basta rebaixar o chão ali em forma de rampa, não vai perder espaço de mesas e ficará mais seguro, pois como podem ver, o degrau é grande.
Pedimos uma maça de peito ao molho fumaça, uma delícia. E o prato é enorme, dá para três comerem com folga. Depois de dois chopes, resolvi testar o banheiro. Chamei o garçom novamente para me ajudar na descida (nada segura) e ele pediu para esperar, pois precisavam preparar o banheiro, tirar algumas coisas lá de dentro. Na boa, isso me deixa injuriado, sempre usam o banheiro de deficiente como depósito. E nesse caso ainda é ainda pior, eles deixam um freezer de sorvete na frente do banheiro, tiveram que arrastar para que eu pudesse entrar. 
Pelo menos dá para pegar um picolé do banheiro
Para piorar ainda mais, a porta estava quebrada. Um dos funcionários se desculpou e colocou a porta meio entreaberta e disse que eu poderia usar o banheiro tranquilamente que ninguém ia incomodar. Nada bom, a gente fica inseguro, e uma porta dessas é muito barata para trocar, não custava resolver o problema. Enfim, um lugar para conhecer e lembrar da roça, para quem gosta. Mas se for cadeirante, leve uma porta nova, e se contente em ficar lá dentro se não quiser se arriscar na subida da varanda.

domingo, 6 de maio de 2012

Vergonha da cadeira de rodas

Minha jangadinha é bem feinha
Não são raros os casos de cadeirantes que ficam meses sem sair de casa. Tem outros que só saem para ir ao médico ou ao Hospital Sarah, pois o ambiente tem mais a ver com um cadeirante. Também não é incomum ouvir histórias de pessoas que ficaram meses, ou até anos na cama, pois não aceitaram a cadeira de rodas. Afinal, qual o problema desse povo?
Há os motivos pessoais ou até psicológicos, mas muitas vezes o motivo é a vergonha da cadeira de rodas. Não exatamente de estar em uma cadeira de rodas, mas pelo fato de uma cadeira de rodas ser um objeto feio, esquisito e sem estilo. Como muita gente pensa, a vaidade não vai embora porque a pessoa vira cadeirante. Como todo mundo, a gente continua gostando de se sentir bonito, de estar na moda e de se vestir bem.
Que tal uma corzinha? Nem tanto, né...
Como a cadeira passa a ser um complemento constante do nosso corpo, devemos parar para pensar o quanto é importante se sentir bem com a aparência dela. E tudo começa pelo modelo. Convenhamos que as cadeiras dobráveis, tipo duplo X, são bem feinhas, mas podem ser melhoradas. A primeira coisa que pode mudar é a cor. O mais comum é o cinza claro, padrão destes modelos. Não tem porque manter ela na cor original, se você gosta de vermelho, mande pintar de vermelho. Se gosta de azul, a mesma coisa. É uma coisa simples, mas dá outro visual. Tem gente que não gosta, prefere o cinza justamente para passar despercebido, já que a cor chama a atenção. Acontece que passar despercebido em uma cadeira de rodas é impossível. Então, porque não colocar uma corzinha? Claro que não precisa pintar um arco íris na bichinha, mas escolher uma cor que combine mais com a pessoa cai bem.
As monobloco tem design mais "limpo"
Os modelos monobloco são bem mais bonitos, independente da cor. O design mais limpo, com menos ferros à mostra, é bem mais belo do que as dobráveis. E elas geralmente são disponíveis em várias cores, metálicas ou sólidas. Mas elas costumam ser um pouco menos confortáveis, já que geralmente não tem braços, mas acho que isso é questão de adaptação. Hoje eu não sinto muita diferença. Além do design, a facilidade em desmontar ajuda muito no dia a dia.
Além da cor, o encosto rígido que geralmente vem nas monobloco permite ainda aplicar um adesivo e personalizar ainda mais a cadeira. Nas cadeiras de mulheres, que tem ainda mais vaidade, fica bem bacana, dá até um certo charme. Há vários modelos, os mais comuns são os de borboletas, acho uma gracinha. Ainda mais que a borboleta é o símbolo da transformação, o que agrega ainda mais como simbologia. A da foto abaixo é da Tuigue, do blog Muletas Cor-De-Rosa.
Com adesivo fica um charme
Outra coisa que compõe bastante o visual de uma cadeira são as rodas. As que tem três ou cinco raios dão uma grande diferença no visual. As mais famosas são as X-core, que uso na minha cadeira, mudam completamente o visual. Ainda mais nas monobloco, no caso da minha, uma M3, acho bem bonito o desenho do eixo traseiro em alumínio, que fica aparente com essas rodas. Há também as de magnésio com três raios, também muito bonitas.
Enfim, não há porque ter vergonha da cadeira de rodas. Já que é impossível sair sem elas, que tenham a nossa cara e nos dê mais prazer em sair de casa. Porque, convenhamos, ficar dentro de casa todo dia não tá com nada!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Desafio Sem Limite

Show de imagens em esportes adaptados
Neste domingo, no Esporte Espetacular, o para-atleta Fernando Fernandes introduziu a série de reportagens que contará várias aventuras que ele viveu em esportes adaptados, chamada Desafio Sem Limite. A cada domingo será mostrada uma aventura praticando diversos tipos de esportes, desde uma corrida de aventura em Paulo Afonso/BA até a maratona da Disney em Orlando que participou de handbike, e além disso, salto de paraquedas, esqui na neve, e muito mais.
Sempre apoiei a prática de esportes por cadeirantes, os benefícios são enormes, tanto física quanto emocionalmente. Procurar uma prática esportiva que te dê prazer é muito importante e perfeitamente possível. E a série vai demonstrar que, se você tiver vontade, é capaz de realizar seus sonhos mais loucos, independente de ser cadeirante ou não.
Quem diria, por exemplo, que eu voltaria a pedalar, uma atividade que sempre amei a vida toda, ou faria um salto de parapente, um desejo antigo. Se eu me deixasse abalar e pensasse que a cadeira de rodas me tirou várias possibilidades, não teria passado por tanta coisa boa desde que estou nessa condição, e que venho contando sempre aqui no blog.
Vamos acompanhar as aventuras desse cara que vai mostrar o quanto é possível e prazeroso desafiar nossos limites e viver experiências fantásticas!

sábado, 28 de abril de 2012

I Simpósio Mineiro de Reabilitação em Lesão Medular

Clique na imagem para ampliar
Minha fisioterapeuta Joyce está promovendo no dia 19 de maio o primeiro Simpósio Mineiro de Reabilitação em Lesado Medular, que vai acontecer no Royal Center Hotel, na rua Rio Grande do Sul, 856, bairro Lourdes, aqui em Belo Horizonte. O simpósio contará com a presença dos principais profissionais de saúde importantes para lesados medulares, como neurocirurgião, ortopedista, urologista, terapeuta ocupacional, enfermeira, fisioterapeutas e a Joyce, que é hidroterapeuta.
Os temas das palestras são muito interessantes, será uma excelente oportunidade para estudantes e profissionais que trabalham ou tem interesse em trabalhar com lesados medulares, que poderão ampliar os conhecimentos e trocar experiências sobre o tema.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Itens importantes em um banheiro para deficientes

Esquema que mostra as principais adaptações necessárias
Já fiz alguns posts sobre as adaptações necessárias para que um banheiro atenda a um cadeirante e há muitos outros blogs que abordam o tema. Relembrando alguns pontos importantes: deve haver espaço para uma cadeira de rodas manobrar e se colocar a 90 graus do vaso para que o cadeirante faça a transferência; o vaso sanitário deve ser mais alto e de preferência com aquela tampa vazada; não deve haver armários embaixo da pia e ela deve ser alta o suficiente para uma cadeira de rodas entrar embaixo; o box não pode ter porta estreita e não deve haver ressaltos que dificultem a passagem de uma cadeira de banho; deve haver uma cadeira que possa molhar embaixo do chuveiro (de preferência, retrátil); o espelho deve ser mais baixo, de forma que um cadeirante consiga se enxergar nele; devem haver barras de apoio ao lado do vaso sanitário e dentro do box do chuveiro; o chuveiro deve ter chuveirinho anexado, e a porta deve ser de fácil abertura (a mais indicada é a porta de correr).
Itens e medidas mínimas para o banheiro
Há, porém, alguns detalhes que geralmente passam despercebidos, e por falta de experiência ou alguém para auxiliar na adaptação, muitos donos de estabelecimentos ou hotéis pecam e complicam a vida de um cadeirante que vá utilizar o banheiro. O primeiro deslize, e o que mais encontro, é a lixeira. Por incrível que pareça, já vi dezenas de banheiros adaptados para deficientes com lixeiras de pedal, aquelas em que a gente pisa para abrir a tampa. Pisa?? As pessoas esquecem que a gente não pisa. Aí a solução é a gente pegar na tampa com uma mão, abrí-la, e jogar o papel com a outra. Um processo bem inadequado, afinal pegamos na borda da lixeira, que sempre está suja e pode estar até contaminada. A lixeira ideal para um banheiro adaptado é a de tampa basculante, a do meio na foto abaixo. Ela permite que os dejetos sejam jogados sem  encostarmos a mão na tampa. A lixeira sem tampa também resolve, mas é menos higiênica e nada bonita.
Três modelos de lixeira. Jamais use a branca em banheiro adaptado
Outro detalhe que também é dificilmente lembrado é a torneira da pia. Ela deve ser mais alta, com espaço suficiente para colocarmos a mão e trazer ao rosto ou à boca sem dificuldade. Acontece que, como estamos sentados, o ângulo do braço em relação à torneira é menor, por isso é difícil entrar com a mão embaixo da torneira e depois voltar com a água. Sinto essa dificuldade principalmente na hora de escovar os dentes, acabo derramando água e me molhando no caminho. Nesse quesito há minha experiência própria, portanto deve haver pessoas que preferem a torneira mais baixa, de qualquer forma, abaixo vai uma imagem do modelo que considero ideal. Há centenas de modelos, mas o ideal (para mim) é que seja mais alta.
Torneira mais alta facilita
Agora um ponto que contou com a contribuição do meu finado tio Altair. Ele sempre foi pau pra toda obra, resolvia praticamente tudo dentro de casa. E depois de ouvir uma reclamação minha, veio com a solução. Eu me queixei do chuveirinho do meu banheiro, cuja mangueira era a conta para passar por baixo da cadeira de banho e .... bem, lavar as "partes baixas". Eu disse que ia comprar uma mangueira maior, mas ele veio com outra solução: cortou um pedaço de antena de televisão, daquelas tipo espinha de peixe, pegou um pedaço de mangueira sem uso que eu tinha em casa e fez a emenda. Ficou perfeito, a mangueirinha virou uma mangueirona (sem trocadilhos e piadinhas, por favor) e funciona muito bem até hoje. Abaixo, uma foto da emenda da mangueira.
Adaptação para lavar "lá embaixo"
Enfim, levando em conta estes detalhes, dá para fazer um banheiro perfeito para ser usado por cadeirantes. Até hoje não encontrei um assim fora da minha casa, mas com essas dicas é possível fazer um bem adaptado, e assim permitir que tenhamos mais conforto para fazer as necessidades e sair de lá limpinhos!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Krankcycle

Handbike Ergométrica
Uma das coisas que mais recomendo a cadeirante é praticar esportes. Na verdade, é uma recomendação que faço a qualquer pessoa, pois pratiquei esportes minha vida toda e sempre colhi muitos benefícios por isso. O esporte deixa a gente mais disposto, mas animado, mantém a forma e a aparência, e o corpo funciona melhor para tudo. Um dos grandes problemas que os cadeirantes enfrentam é a obesidade, que traz junto uma série de problemas que podem levar até à morte.
Só que para um cadeirante praticar esportes é preciso contornar alguns empecilhos, como a locomoção até um lugar adaptado, utilizar equipamentos adaptados, além de precisar sempre de locais apropriados, como quadras, ciclovias, galpões, etc. Para contornar tudo isso e possibilitar a prática de exercícios a qualquer momento sem precisar ajuda de ninguém, tem surgido soluções como esta aí de cima, o Krankcycle. Resumindo, ele é uma handbike ergométrica, ou seja, uma handbike fixa que permite variar o peso dos pedais e a força que é realizada. Quem nos brinda com um relato completo e fotos do Krankcycle é o Gregori, de Lages/SC, que já deu outras contribuições aqui no blog.
Pedais estilosos da Krankcycle
"Efetuei a compra pela empresa importadora Johnson Health Tech Brasil, a entrega foi feita dentro do prazo combinado, e o valor do equipamento é R$ 5.200,00, um valor bem salgado. O produto vem de forma fácil de montar e em meia hora meu cunhado montou para mim, o produto tem 67 quilos, e a tecnologia usada foi desenvolvida nos Estados Unidos para atletas que necessitam melhorar a capacidade cardio-respiratória, sem ter que usar as pernas.
Segundo estudos realizados é possivel perder de 9 até 14 calorias por minuto de exercicio, o que em 1 hora pode variar de 540 até 840 calorias, dependendo da intensidade e ritmo do exercício. Estou usando um relógio com monitor cardíaco para fazer os exercicios e em seis minutos já consigo entrar na faixa cardiaca ideal para mim. A conta é feita da seguinte forma: 220 menos a idade = faixa de batimento cardíaco. Como tenho 34 anos, meus batimentos cardíacos máximos são de 186 batidas por minuto.
Gregori preparado para pedalar
Como eu estava há bastante tempo sem me exercitar, o preparador físico indicou usar na faixa de 60% até 80% dos batimentos, ou seja, de 112 até 150 batidas por minuto. Nessa faixa cardíaca, estou perdendo 11 calorias por minuto ou 660 calorias por hora, o que é bastante coisa.
O Krankcycle é muito gostoso de fazer, faz pouco barulho e pode ser usado por toda a familia pois ele vem com um banco removivel facil de tirar e colocar. Estou conseguindo perder um quilo por semana, fazendo 40 minutos de exercício por dia e cuidando da alimentação, minha meta é perder mais seis quilos, e quando chegar na meta mando uma foto atualizada rsrsrsr.
Mandando ver no Krankcycle.
Uma curiosidade para quem precisa perder peso ou manter peso, um quilo de gordura tem 7.700 calorias. Cuidando da alimentação e fazendo 40 minutos de exercício aeróbico por dia, em um dia pode se perder 1.200 calorias, ou seja, 7.700 dividido por 1.200 = 6,4 dias para perder um quilo.
Vídeo demonstrando como utilizar o Krankcycle.

Muito bacana o equipamento, mas infelizmente é muito caro (como tudo para cadeirante). Mas se configura em uma ótima alternativa para se exercitar. Ah, e aguardamos a foto do Gregori quando atingir seu objetivo!

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...