quarta-feira, 21 de março de 2012

Banheira para cadeirantes

Minha amiga Vanessa, de São Paulo, me mandou um link para um post do site da Portobelo que mostra uma banheira desenvolvida para ser utilizada por cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Achei muito bacana a ideia, mas até chegar ao Brasil, considerando ainda o preço que se costuma cobrar por coisas assim, será um objeto para poucos. Mas fica a dica, pelo menos como sonho de consumo.

Os designers 
Kim Jung Su, Yoon Ji Soo & Kim Dong Hwan acabam de apresentar o conceito de uma banheira para cadeirantes, a Flume Bathtub. A proposta consiste em uma banheira de design moderno, com dois corrimões e uma curvatura em forma de assento, na qual o usuário pode tomar seu banho sentado.
Para facilitar o acesso à banheira, os designers buscaram inspiração no parque de diversões. A Flume fica sobre uma estrutura triangular e funciona como uma gangorra. Quando vazia, a banheira pende para o lado onde está assento e os corrimões. É por esse lado da banheira que o usuário entra nela.

Quando cheia de água, a Flume fica estabilizada em uma posição central, paralela ao chão. Os designers, no entanto, não informam se o peso do usuário oferece papel importante para que a banheira fique na posição para banho.
Para sair do banho, o usuário precisa esperar para que a água seja drenada. Sem água, a Flume volta para a posição inicial e o indivíduo pode deixar a banheira, com movimentos semelhantes ao da entrada na estrutura.
Prático e fácil de entrar e sair
O conceito, segundo os designers, pode ser aplicado não apenas em residências e hotéis que promovemacessibilidade para cadeirantes. A Flume Bathtub, segundo eles, pode ser usada por qualquer pessoa e oferece, ainda, uma alternativa de banho para idosos e pessoas com a locomoção comprometida. 
O projeto foi vencedor do prêmio Red Dot Award Design Concept 2011, por promover, não apenas acessibilidade, mas também privacidade ao usuário.
Confira a matéria completa no site da Portobelo clicando aqui.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Turismo para cadeirantes – rompendo as barreiras e superando as limitações

Ponte Hercílio Luz em Florianópolis
Em cima de uma cadeira de rodas ou não, eis aqui um fato: todo mundo no mundo gosta de viajar. E não é só porque a mobilidade de um cadeirante é reduzida que ele deve ficar em casa, muito antes pelo contrário. As cidades é que tem que se adaptar para recebê-lo, assim como deve fazer com qualquer tipo de público em qualquer situação de redução de mobilidade. O direito de se divertir, de conhecer novos lugares, de fazer uma reserva de hotel com hospedagem adequada e de curtir cada momento da vida como se fosse único (porque é) é inalienável e cabe a todos os habitantes desse planeta, qualquer que seja a situação física em que se encontra.
Embora o Brasil esteja se adaptando cada vez mais para receber os cadeirantes com dignidade e facilidade, nem tudo são flores – ainda. As intenções públicas são boas, ainda que lentas, mas o povo vem pedindo mudanças e elas já acontecem com sucesso em várias regiões do país. Não só os cadeirantes pressionam o governo por novas adaptações, mas também a população como um todo, o que faz com que essas “intenções” se tornem, de fato, realidade. Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, Florianópolis e Fortaleza, já desenvolvem sérios projetos para acessibilidade em praias, que são seu principal chamariz, e traçam um rumo certo na democratização do acesso para todo mundo.
Andando de handbike em Copacabana
E viajar é tão bacana que os próprios cadeirantes não ficam por aí esperando alguém fazer algo por eles: há relatos de portadores de deficiência crônica ou acidental que desenvolveram seus próprios roteiros de viagem e são felizes assim. O importante é não ficar de fora das boas realizações pessoais com medo de que uma cidade ou outra não trate o cadeirante da forma correta – e, se isso acontecer, reclamação nelas! A primeira coisa que o cadeirante tem a fazer é entender que, caso não tenha acesso irrestrito a qualquer ponto turístico da cidade visitada, a culpa disso é do município, e não dele.
A dica é que, antes de viajar, o cadeirante pesquise bastante, pela internet mesmo, o que aquela cidade tem a oferecer de turismo sustentável e acessibilidade aos diversos públicos. O transporte público é muito importante nessa pesquisa, já que ele é peça importante de passeios em qualquer cidade do mundo. Ônibus, táxis e estações de metrô tem a obrigação de facilitar o acesso a cadeirantes, por lei.
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza)
O sistema de hotelaria também tem que ser pesquisado com afinco. Não é qualquer hotel no Rio de Janeiro, em São Paulo ou em Recife que está perfeitamente adaptado para receber cadeirantes, e essa situação também pode se repetir nos hoteis em Fortaleza, Florianópolis ou Belo Horizonte. Verifique em todas as suas opções se as instalações contam com elevadores, pegadores nas paredes e o mínimo de degraus possível, em caso de desnível nos andares. E prefira sempre as acomodações que te deixem geográfica e estrategicamente próximo aos locais onde você vai pegar condução pública para visitar a cidade.
Por fim, verifique se os passeios mais badalados têm total autonomia de acesso. Museus, monumentos históricos e culturais, teatros e cinemas têm a obrigatoriedade de garantir o acesso de qualquer pessoa. O negócio é ir à luta e pelejar para que tudo esteja nos conformes quando você viajar. Sendo cadeirante ou não, tendo um país tão lindo para visitar, ficar em casa já deixou de ser opção há muito tempo.

sábado, 17 de março de 2012

Entrando na piscina

Antes de entrar, estudando o terreno
Como disse no post sobre a pousada de Macacos, vou mostrar aqui uma técnica que uso para entrar na piscina sozinho com segurança. Antes, porém, dois avisos: primeiro, consigo fazer o procedimento porque recuperei muitos movimentos após a lesão, tenho um ótimo controle de tronco e força nos braços. Portanto, se você não se sentir seguro, não tente fazer isso em casa! Segundo, você tem que prometer que não vai fazer nenhum comentário maldoso ou sacana sobre minha pança ligeiramente proeminente nas fotos.
Aproximei a espreguiçadeira da borda da piscina
Vamos ao passo a passo. Não é nada de outro mundo, mas tem que ser bem feito para não causar um acidente e piorar a situação já não tão boa do cadeirante. Começo aproximando uma espreguiçadeira da cadeira de rodas. A que usei na pousada é de alumínio, bem leve. Ah, e uma observação: as primeiras fotos estão "erradas", pois esqueci de deixar um espaço entre a espreguiçadeira e a borda da piscina, o que foi resolvido depois com a ajuda da Gi, que arrastou um pouco para trás a espreguiçadeira, comigo em cima, claro. O ideal é uns vinte a trinta centímetros, o suficiente para dar para sentar no chão.
Transferi para a espreguiçadeira
Após aproximar a espreguiçadeira e deixá-la a uns vinte centímetros da borda, é só fazer a transferência. O cuidado a ser tomado é com a estabilidade dela, e com a firmeza para se equilibrar em cima dela. A que usei era meio mole, por isso demorei uns minutos para pegar confiança.
Me aproximei da borda da espreguiçadeira
Depois de passar para a espreguiçadeira, eu coloquei as duas pernas na água e cheguei o corpo um pouco para frente. Em seguida, segurei firmemente nas laterais da espreguiçadeira e comecei a escorregar o corpo, vagarosamente, até encostar a bunda na beira da piscina.
Em seguida, sente na beira da piscina
E na sequência, segurei na borda da piscina e escorreguei o corpo para dentro da água. Pronto, já estava curtindo uma piscininha numa boa! Vidinha chata, né? Pena que é só de vez em quando... Nas fotos, eu estava na pousada de Macacos, mas já fiz processo semelhante na casa dos meus pais.
Depois de tanto esforço, relaxei por umas três horas...
Quanto ao processo de volta, é só imaginar os passos ao contrário. Foi assim que voltei para a cadeira, sozinho de novo. É mais difícil, pois a gente tem que erguer o corpo, e portanto fazer mais força. Mas não é impossível, garanto! Basta um pouco de força nos braços e equilíbrio. E um pouco de treinamento também, com alguém auxiliando, e depois a gente pega o jeito.
Vale muito a pena tentar, ainda mais para curtir um sol num fim de semana!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ganhador da promoção dos 3 anos de blog

A promoção em comemoração aos três anos do blog acabou mais rápido do que eu imaginava, e o blog atingiu 510.000 visitas apenas dois dias depois do post. E o grande vencedor foi o Wallace, do Rio de Janeiro. Ele seguiu as regras da promoção e me mandou o print screen ontem, com a hora do acesso (21:34). Recebi outros e-mails com o mesmo número de acesso, mas o Wallace foi o primeiro a mandar, e seguiu direitinho as orientações. E eu confirmei nas estatísticas do blog, claro. 
Ele vai receber em casa o mini compressor de ar com o adaptador doméstico. Espero que seja muito útil e evite dezenas de viagens à borracharia ou posto de combustível para encher os pneus. Só não dá para encher os pneus da cintura, heim?
Parabéns Wallace, e obrigado a todos pela participação!!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Margarida's Pousada

Adorei a margaridinha de óculos
No último fim de semana estive em São Sebastião das Águas Claras, distrito de Nova Lima mais conhecido como Macacos. Fica a 20 quilômetros de BH e se destaca pela natureza exuberante, com muitas trilhas, cachoeiras, e muitos animais silvestres (principalmente macacos, claro). Fui pra lá para comemorar cinco anos de namoro com a Gi. Nada mais coerente do que ir para o mato numa ocasião dessas...
Quando resolvemos ir para uma pousada em um lugar tranquilo, veio o dilema: como conseguir uma pousada acessível? Se nem hotel a gente encontra direito? Nessa hora, a internet é nossa aliada, mas não pode ser a única. Procuramos daqui, procuramos dali, e eis que pintou uma pousada com quarto adaptado: a Margarida's Pousada ((31) 3547-7588). O site tinha fotos dos apartamentos, mas nenhuma do quarto adaptado. Nessa hora a gente fica com receio, depois de algumas experiências ruins e relatos piores ainda, então resolvemos ligar. O cara que atendeu  disse que o quarto era bem espaçoso e o banheiro tinha barras de apoio. Bem, geralmente só isso não é suficiente, mas resolvemos arriscar assim mesmo.
Quarto muito bom, mas cama alta
Para chegar lá foi meio difícil, tivemos que perguntar uma vez, mas é porque é meio longe do centro. Tem até bastante placas. Só que a pousada fica numa forte descida, e achei que teria problemas para entrar. Mas há um estacionamento próprio para deficientes, bem na porta da pousada. Fica em uma pequena subida, que não chega a ser impossível de vencer.
Banheiro com ducha dupla
A entrada da pousada é bem ampla, e o quarto adaptado fica bem ao lado da recepção. A porta é enorme e realmente o quarto é grande, assim como a cama. Só que ela é muito alta, traz um pouco de insegurança na transferência. Se não tivesse os pés, resolvia. Tem frigobar e TV, mas a recepção dela é muito ruim. Uma parabólica resolvia. Tem também wireless, e o sinal é muito bom.
A porta do banheiro é muito grande, e há barras para apoio no vaso e no chuveiro. E a pia é alta e não tem armários embaixo, dá para chegar com a cadeira de rodas numa boa. No chuveiro há duas duchas, o que é ótimo para um casal tomar banho junto, e não precisa ficar arredando a cadeira para a outra pessoa tomar banho. Mas não há cadeira de banho, o jeito é usar uma cadeira de alumínio ou levar a própria.
Área do café da manhã, com piscina ao fundo
A área de café da manhã é ao lado da recepção, e o teto é todo de vidro, muito gostoso pela manhã. Para a área da piscina, há uma rampa móvel que resolve o degrau, mas a rampa é bem íngreme, quase impossível subir sozinho. Mas tem lixas no chão e uma grade na lateral, o que dá mais segurança. Para entrar na piscina não há nenhum equipamento, mas usando uma espreguiçadeira dá para entrar sozinho (em outro post mostro como faço).
Piscina com queda d'água, uma delícia!
Demos muita sorte com o tempo, fez bastante sol, apesar da previsão de chuva. No fim das contas, fiquei muito satisfeito e recomendo a pousada. O Luiz, dono de lá, é muito gente boa e sempre atencioso. Quem estiver a fim de descansar um pouco da correria do dia a dia e relaxar um pouco, é uma ótima pedida!

segunda-feira, 12 de março de 2012

3 anos de blog

Hoje, doze de março de 2012, o Blog do Cadeirante completa três anos. Eeeeeeee!!
Tudo começou como um hobbie, a partir de uma ideia de um grande amigo meu. Decidi então compartilhar com outras pessoas que estão na mesma situação que eu, vivendo sobre uma cadeira de rodas, minha experiência pessoal, os perrengues e as aventuras que venho passando nessa jornada. O que me estimulou foi o fato de haver poucos blogs sobre o assunto na época (2009), e no fim das contas criei um espaço diferenciado, com uma linguagem leve e bem humorada, lançando uma visão mais humana à condição de cadeirante.
Quando a gente "cai" numa situação dessas e vira cadeirante, um mundo novo e desconhecido se instala na nossa vida. E não dá para se preparar calmamente e marcar um horário com experts no assunto para buscar orientações. A gente tem que se adaptar imediatamente à situação, querendo ou não. E uma grande aliada nesse momento pode ser a internet. E é aí que entra o meu blog.
Neste aniversário tenho muito a comemorar. Em primeiro lugar, o marco de 500 mil acessos, atingido há pouco mais de uma semana. Além disso, quase 900 seguidores. Paralelamente, atingi 800 amigos no facebook. É muito bom saber que tem tanta gente interessada no que eu escrevo!
Quer ganhar os dois? Fique ligado no blog!
Para comemorar, quem ganha é você, leitor fiel do Blog do Cadeirante. Vou liberar um mini compressor com adaptador caseiro, esses dois da foto aí de cima, para quem for o visitante número 510.000. As regras são as seguintes: o leitor do blog que for o acesso número 510 mil, ou o mais próximo deste número, deve me enviar um "print screen" ou foto da tela com esse número, juntamente com a data e hora do acesso e o endereço para receber o prêmio. Mesmo que a pessoa não seja exatamente o número 510 mil, mas próximo deste número, pode me enviar, pois acertar na mosca pode ser meio difícil. Ganha então quem chegar mais próximo do número. O e-mail é blog.cadeirante@gmail.com. Vamos participar, afinal, um compressor destes dentro de casa para quem tem sempre um pneu para encher, é muito útil!
Obrigado a todos vocês que estão sempre por aqui conferindo as novidades do blog e as notícias que envolvem o mundo dos cadeirantes, comentando e me mandando e-mails!!!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Campanha de conscientização

Mais uma vez servi de garoto propaganda... e novamente para um propósito nobre. E mais uma vez também para alunos da UNA. A cada dia me surpreendo mais com a consciência destes jovens, que entendem de verdade o quanto a inclusão é importante e quanto todos se beneficiam quando a educação é colocada em primeiro lugar.
O cartaz acima foi feito para uma campanha pelo uso consciente dos elevadores no Campus Liberdade, na rua da Bahia, 1764. O texto diz "os elevadores são de uso exclusivo de pessoas com deficiência para que possam se locomover pelo campus com maior facilidade, podendo, assim, se integrar mais com a comunidade Una. Respeite este direito. Capacidade máxima: 03 pessoas." Ah, se todos fossem iguais a vocês...
Estive no campus para fazer a foto e testar o elevador, que está novinho em folha. Aprovei o elevador com ressalvas: não é largo o suficiente para que um cadeirante possa girar a cadeira, para entrar de frente e sair de frente. Mas resolve o problema, pois lá são vários andares e não havia elevador. E é só o cadeirante entrar de ré.
Essa questão de girar a cadeira é importante, certa vez entrei de frente em um elevador, ele deu problema e subiu direto ao último andar. Quando fui sair de ré, havia ficado um degrau, e virei pra trás, batendo a cabeça em um vaso de cimento que estava no corredor (isso explica muita coisa, vai ver que é por isso que sou meio desmiolado...).

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...