terça-feira, 6 de março de 2012

Transferências para a cadeira de rodas

Dando continuidade à saga do post anterior (falando assim fica até bonito), vou falar agora das transferências de outras cadeiras para a cadeira de rodas. São operações ainda mais complicadas do que as "idas", pois geralmente as cadeiras comuns são mais baixas do que as cadeiras de rodas, e no caso das com rodinhas, mais instáveis, pois não tem travas e são muito leves. Portanto, é necessária muita atenção, e se possível, alguma ajuda.
A preparação básica é parecida: travo a cadeira de rodas a um ângulo de aproximadamente noventa graus, com o quadro da cadeira de rodas no meio do assento da outra cadeira, de preferência forçando-a contra uma parede ou mesa, para aumentar a estabilidade. Melhor ainda é quando é possível "espremê-la" em uma quina, como estas mesas de escritório em formato de "L".
Eu geralmente coloco um pé na cadeira de rodas e mantenho o outro no chão, e me aproximo da beira da cadeira fixa. Na hora da transferência propriamente dita, uma diferença: quando possível, apoio a mão que vai na cadeira de rodas na aba de proteção das rodas e uso para puxar o corpo com mais força, pois só apoiar a mão no assento dá menos segurança. Mas quando a cadeira é mais baixa ou o ambiente não permite, vai no meio do assento mesmo. Vamos aos vídeos.

- DE UMA CADEIRA FIXA SEM BRAÇOS PARA A CADEIRA DE RODAS
No caso da volta de uma cadeira fixa sem braços para a cadeira de rodas, deve-se ter atenção ao apoio da mão na cadeira fixa, pois se ela for leve, pode virar no momento em que fizer força para jogar o corpo. Por isso é importante tentar apoiar mais no centro do assento o possível. Se for o caso, escorregue a mão por baixo da bunda (sem preconceito, afinal, aposto que você já passou a mão na sua bunda).

- DE UMA CADEIRA FIXA COM BRAÇOS PARA A CADEIRA DE RODAS
Neste tipo de transferência, é possível apoiar no braço da cadeira fixa (se for pesada o suficiente) para ajudar na transferência. Principalmente se a cadeira for mais baixa do que a cadeira de rodas (o que é muito comum). Assim, você consegue elevar mais facilmente o corpo.

- DE UMA CADEIRA MÓVEL COM BRAÇOS PARA A CADEIRA DE RODAS
Esta é, na minha opinião, a transferência mais perigosa. Isso porque é comum a cadeira de escritório escorregar quando empurramos o corpo. Portanto, o importante é estabilizar o máximo possível a cadeira de escritório, pois como ela é leve e tem rodas, é grande a chance de escapar no meio do caminho (como aconteceu ao final desta transferência). Com a mão bem próxima ao centro do assento, dá para minimizar este problema. Mas deve ser uma transferência rápida, pois se vacilar, o cadeirante pode ir para o chão (e não vai ser bonito não).

Bem, aí estão minhas dicas, lembrando que são técnicas que eu uso porque me sinto seguro em cada transferência. Levo em consideração meu peso, tamanho, tipo de cadeira e ambiente. Portanto, o que funciona para mim, pode não funcionar para você. E o objetivo destes vídeos e deste texto é dar uma ideia de como você pode fazer para encontrar o seu melhor jeito de transferir. Com muito cuidado, sempre, e se possível, com ajuda. Ah, e quando eu peço ajuda, é geralmente para que uma pessoa segure a cadeira para onde estou transferindo (ou saindo). Ajuda pacas!

domingo, 4 de março de 2012

Transferências

Não, infelizmente não vou falar de transferências para minha conta corrente (mas se alguém quiser fazer, não vou achar ruim não). O tema aqui são as transferências entre a cadeira de rodas e cadeiras comuns. Este é mais um tema relativamente banal, mas que ninguém para para pensar e buscar técnicas para fazer melhor. E ninguém pensa em discutir ou demonstrar de alguma forma. Mas tem muita gente preocupada com isso, tanto para diminuir o risco, quanto para aumentar a independência. E tem gente até preocupada em saber como ajudar, como é o caso de um amigo meu do Facebook, o Ton. Ele vai participar de um treinamento de comissários de uma companhia aérea, e quer saber a melhor forma de ajudar um cadeirante na transferência.
Outro dia um outro amigo me chamou de maluco por transferir para uma cadeira com rodinhas. De fato esta é a mais perigosa transferência, mas tenho minha técnica, que vou compartilhar logo abaixo do vídeo. Quanto ao auxílio para transferir para o avião, vou tentar explicar como eu gosto de ser ajudado, no texto logo abaixo do vídeo da transferência da cadeira de rodas para uma cadeira fixa com braços. Procurei aproximar da cadeira mais de frente, mais ou menos como acontece no avião. 
Em geral, faço a aproximação em um ângulo próximo a noventa graus e encosto a cadeira de rodas na ponta da outra e coloco um pé no chão. Em seguida, jogo o corpo para a frente, perto da beira do assento da cadeira de rodas. Então, apoio uma mão próxima ao centro da outra cadeira e a outra mão próxima também ao centro da cadeira de rodas. A ideia é centralizar os pontos de apoio para que não haja desequilíbrio no meio do caminho, por isso fica um pé na cadeira e outro no chão, e as mãos próximas ao centro das duas. Neste post, vou colocar os vídeos de "ida", da cadeira de rodas para outras. Em outro faço a volta. Vamos aos vídeos.

- DA CADEIRA DE RODAS PARA UMA CADEIRA FIXA SEM BRAÇOS
A transferência de uma cadeira de rodas para uma cadeira fixa sem braços (ou cadeira móvel sem rodas, como é o caso do vídeo) deve ser feita com cuidado pois a falta de braço limita o apoio da mão. Nesse caso, o ideal é usar a beira da cadeira fixa para puxar o corpo, e em seguida apoiar a mão entre a beira e o centro da cadeira antes de transferir. Um cuidado a tomar é não transferir muito rápido, pois pode desequilibrar o corpo ou até mesmo virar a cadeira. E o tombo não é nada bonito...

- DA CADEIRA DE RODAS PARA UMA CADEIRA FIXA COM BRAÇOS
Esta é a situação mais próxima à transferência em um avião. O braço ajuda no equilíbrio, mas deve-se ter certeza de que a cadeira seja pesada o suficiente para não virar com o seu peso. Eu aproveito o braço da cadeira para me apoiar e manter o equilíbrio. O ângulo de entrada foi maior que noventa graus, mas o processo é o mesmo, um pé no chão e o outro na cadeira. Em um avião o ângulo é ainda maior, quase 180 graus, pois o corredor é estreito, e o máximo que se aproxima é a ponta da poltrona do avião, o que dificulta bastante. Na minha opinião, a melhor forma de ajudar é uma pessoa se posicionar em frente às cadeiras do avião, pegar com as duas mãos por baixo dos braços (no sovaco mesmo) do cadeirante, e fazer o giro com ele, prestando atenção nos pés, para não torcê-los. Da próxima vez que voar (em abril) vou ver se lembro de fazer um vídeo demonstrando.

- DA CADEIRA DE RODAS PARA UMA CADEIRA DE ESCRITÓRIO
Essa é uma das transferências mais difíceis. Para transferir para uma cadeira móvel, daquelas de escritório com rodas, a dica é encostá-la em uma parede ou mesa, travar a cadeira de rodas na parte central da cadeira de escritório, apoiar a mão próximo ao centro dela, e em seguida fazer a transferência. No caso a cadeira tem braços, e eu recomendo passar mais rápido, já que o braço limita o corpo, evitando assim que ela escorregue. Eu já transferi até mesmo para cadeira de escritório sem braços, mas é bem mais complicado e perigoso, e passar sozinho é muito arriscado. Se tiver alguém para ajudar, dá para fazer.

Bem, por hoje é só pessoal, espero ajudar com essas dicas. O fato é que o ideal é ter alguém para ajudar segurando a outra cadeira ou mesmo carregando, mas se quisermos mesmo ter independência, temos que aprender a fazer sozinho. Mas com muito cuidado e segurança, sempre!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Adaptador caseiro

Com ele, dá para usar vários aparelhos
Há alguns dias contei aqui que o adaptador residencial de isqueiro de carro que comprei para utilizar o minicompressor em casa não funcionou, e que um leitor do blog, o Eddie, inventou um adaptador usando uma fonte de computador e o parte do adaptador residencial. Trocando e-mails com o Eddie, disse que tinha interesse em fazer um pra mim, e combinamos de construir um no fim de semana seguinte na casa dele.
Passei antes na Infopampulha, uma loja de informática super completa que fica no bairro Pampulha, e comprei uma fonte ATX para ser utilizada no adaptador. Achei melhor comprar uma nova, que custou quarenta e cinco reais. Mais dezoito reais do adaptador e quatro reais do cabo de energia, gastei no total sessenta e sete reais. Mas a fonte não precisa ser nova, na verdade é até mais interessante conseguir uma fonte AT usada, pois pode-se pular um dos passos para montagem do adaptador, o de unir os fios verde e preto. Uma fonte usada sai entre quinze e vinte reais.
Basta uma fonte e um adaptador residencial para tomada veicular
Cheguei lá e a família dele nos recebeu muito bem. Fiquei impressionado com as rampas que construíram na casa dele, todas com corrimãos dos dois lados, o que ajuda a subir ou descer. O quarto do Eddie também é todo bem adaptado, com um amplo banheiro. Ele me mostrou o adaptador que ele fez, que mostrei fotos aqui, e começamos o processo.
Vou relatar aqui somente os principais passos para montar o adaptador, pois o vídeo ai de cima explica o passo a passo. Vamos lá: abra o adaptador residencial e retire o soquete, aquela parte onde enfia a tomada do compressor. Abra a fonte usando uma chave phillips, separe dois fios pretos, um amarelo (onde está escrito 12V) e o verde (para fonte ATX) e corte todos os outros. Corte também a lateral da saída de fios da fonte para caber o soquete, é fácil fazer isso com uma tesoura comum. Una um fio verde a um preto, e o fio amarelo à base do soquete, e o outro preto que sobrou à lateral do soquete (onde estavam os fios originais, vermelhos). Passe cola Araldite ou cola quente entre o soquete e a fonte para fixar bem, e em seguida feche a fonte.
Simples né? Nem tanto, se você não tem nenhuma intimidade com aparelhos eletrônicos, fios e colas. Pode acabar fazendo uma bagunça, ou mesmo causar um acidente. Portanto, só siga os passos se tiver certeza do que está fazendo.
Se você quer um adaptador destes e não quer se arriscar, pode combinar com o Eddie que ele faz um para você. Mande um e-mail pra ele e combine. O cara é super gente boa e tem todos os instrumentos para fazer com segurança.
O adaptador serve para qualquer aparelho que tenha uma tomada veicular, aquela que a gente enfia no isqueiro do carro. Para um cadeirante, o principal é o mini compressor, mas descobri que tem outra excelente utilidade: para o aspirador veicular. A Gi está usando sempre que quer tirar pequenas sujeiras do sofá. É bem fácil do que usar o aspirador doméstico!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Esgrima em cadeira de rodas

Posição adotada pelos atletas em competições
Ontem estive no Barroca Tênis Clube, no bairro Gutierrez (Rua Américo Macedo, 348) para conhecer o pessoal que treina esgrima em cadeira de rodas. Fiquei sabendo da existência do grupo meio por acaso. Eu estava esperando a Gi para irmos ao cinema no Shopping Pátio Savassi quando um rapaz me abordou perguntando se eu fazia algum esporte. Respondi que andava de handbike e ele me contou sobre o grupo de cadeirantes que treinam lá no Barroca.
Enrolei um pouco mas ontem finalmente resolvi ir lá conferir. Fiquei impressionado com a estrutura que eles tem lá e com a animação dos cadeirantes treinando esgrima. Já participaram de várias competições, e um deles, o Marcos Melo, foi vice campeão brasileiro em duas modalidades (espada e florete) no campeonato do ano passado, em Porto Alegre.
Carlos (de costas) conversando com o atletas
Felizmente o Carlos estava dando uma aula inicial a uma aluna recém chegada, e pude acompanhar as instruções. Ele explicou sobre as diferenças nos equipamentos e quais são os movimentos iniciais para aprender as táticas de combate da esgrima. Falou também sobre a posição adotada no combate, em que as cadeiras ficam a um ângulo de aproximadamente 70 graus e presas em uma estrutura, com distância suficiente para que um atleta acerte o outro nos locais permitidos (acima da cintura). No vídeo abaixo dá pra ter uma ideia da adrenalina que é um combate. Quando um dos oponentes toca o corpo do outro, o placar acende no lado dele e apita (no caso abaixo, os dois tocaram ao mesmo tempo, o da esquerda é a luz vermelha, e o da direita, a luz verde)
Em seguida, ele explicou quais são as categorias de esgrima em cadeira de rodas, que variam de acordo a lesão e o controle de tronco que o atleta apresente, e sobre o movimento de tronco necessário nos combates. De acordo com a categoria, o cadeirante pode fazer uso de uma barra que fica do lado da cadeira para segurar e se apoiar. Todo o equipamento é adaptado à necessidade do atleta.
Em guarda! Fala sério, eu levo jeito, heim?
Gostei muito das explicações e também testei alguns movimentos em uma almofada própria para treino. Estou pensando seriamente em iniciar no esporte, já disse aqui várias vezes sobre a importância do esporte para os cadeirantes. A esgrima ajuda muito no controle de tronco e no aumento da força física nos membros superiores, sem contar no bem que o exercício faz para a mente.
As aulas acontecem todas segundas e quintas, a partir das 20 horas na sede do clube (Rua Américo Macedo, 348) e são gratuitas. Eles emprestam todo o equipamento para os atletas, e treinam com muita dedicação. Quem quiser mais informações, é só mandar um e-mail para agrippa@uol.com.br.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Amor sem barreiras

A Ivonete, repórter da Folha Universal que já fez algumas reportagens comigo, me mandou essa semana uma bela matéria sobre relacionamentos com pessoas com deficiência. Nela foi ressaltada a força do amor entre duas pessoas que independe da condição física, mostrando o quanto é possível vencer todos os obstáculos e ser feliz com deficiência. Ela contou com a ajuda da psicóloga Karla Garcia, do blog "Koisas com K". Achei muito interessante, e compartilho aqui com vocês:
"Quando se ama de verdade, não há barreiras, não existem fronteiras, nada é capaz de destruir o que começou, germinou e deu frutos, nem mesmo as diferenças, muitas vezes aparentes, como é o caso do jovem casal Juliana Schorck e João Eudes. Ele é deficiente físico, aos 4 anos sofreu um acidente elétrico (rede de alta tensão), queimou parcialmente o corpo e teve de amputar o braço esquerdo. Ambos estão juntos há 2 anose meio, são felizes, se completam e, sobretudo, se respeitam. Mesmo sendo fisicamente diferente do namorado neste detalhe em especial, Juliana garante que o relacionamento de ambos não está solidificado no exterior, naquilo que as pessoas chamam de “normal”.
Ela conheceu João no ambiente de trabalho e, segundo relata, encontrou nele características de suma importância em relação à vida a dois. “Além dos assuntos em comum e afinidades diversas da profissão, percebi no João valores bem parecidos com os meus”, comenta.
Juliana não se incomoda com a deficiência dele, pois, conforme ela mesma define, “condição física não determina a conduta de um ser humano, tampouco o caráter ou os valores”. Mas, por séculos e até hoje, as pessoas com deficiência foram e muitas vezes ainda são vistas apenas como de pendentes, doentes, inválidas e incapacitadas, segundo explica a psicóloga Karla Garcia, especialista em Educação Especial e integrante do Núcleo de Pesquisa da Deficiência da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
“Conceder um valor de ‘pessoa’ aos defi cientes é uma batalha que vem sendo travada, principalmente, nas últimas décadas. Nos relacionamentos afetivos não é diferente: ainda existem barreiras atitudinais, até mesmo vindas da família, que acredita que seu parente com deficiência não possui capacidade de amar. Dificuldades são inerentes a todo relacionamento entre homem e mulher, e assim também ocorre quando pessoas com e sem deficiência se envolvem. Se há amor, carinho, respeito e determinação, é importante persistir contra os preconceitos e olhares de estranheza da sociedade”, orienta Karla.
Quem quiser ver a matéria como saiu no jornal, clique aqui.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Praia Legal

Neste carnaval fui para Guarapari, como de costume, pois meus pais moram lá. E tendo lugar para ficar na praia, não dá pra dispensar, né? Ainda mais quando reunimos a família, minha irmã foi com a família e mais quatro primos meus de Juiz de Fora, com meus tios.
Na semana anterior, eu recebi a dica de alguns amigos sobre o projeto Praia Legal, uma iniciativa da Prefeitura de Vila Velha que implantou uma estrutura para atender cadeirantes na Praia da Costa, com tenda, cadeiras anfíbias e profissionais para auxiliar pessoas com dificuldade de locomoção a frequentar a praia e o mar com segurança e supervisão. O sistema é parecido com o da AdaptSurf, que pude experimentar ano passado, quando estive no Rio.
Preparado para ir pro mar
Na segunda feira combinei com minha família de irmos todos para aquela praia, para conhecer o projeto e desfrutar da estrutura. Chegando lá fui atendido pelo Robson e pelo Adenilson, que são guarda-vidas e foram treinados para auxiliar no projeto. Eles estavam retirando uma pessoa do mar e em seguida me explicaram como funciona: eles levam o cadeirante até o mar e disponibilizam "macarrões" (aquelas espumas compridas) para auxiliar na flutuação, e podem deixar a pessoa à vontade para curtir o mar desde que acompanhada por um familiar e supervisionada por eles. Me disseram também que nos fins de semana o projeto conta com fisioterapeuta, psicólogo e um profissional de educação física.
Volta pro mar, oferenda!
Me colocaram na cadeira e levaram para o mar, e assim que colocaram os macarrões e minha irmã ficou ao lado, me deixaram à vontade para curtir a fria água capixaba. Achei mais interessante este sistema, pois a gente não fica preocupado em empatar a vida dos profissionais, o que dá mais liberdade para ficar na água. No Rio, ano passado, também curti, mas fiquei preocupado com os caras, e a liberdade não é a mesma. Fiquei um bom tempo na água, e quando saí eles me deixaram na barraca onde estava minha família, e minha cadeira ficou protegida na tenda, sem pegar sol.
Ô vidinha chaaaata
Como já estava na praia, aproveitei para realizar outro sonho: andar de caiaque. Havia uma barraca alugando, e o responsável disse que eu poderia remar numa boa, já que o caiaque era de duas pessoas e poderia ir com acompanhamento, atém, é claro, do colete salva-vidas. Recrutei meu cunhado para ir comigo (apesar de que não dá pra confiar muito em cunhado), e eles trouxeram o caiaque até onde eu estava. O pessoal da Praia Legal me colocou no caiaque e se disponibilizou para ajudar caso houvesse algum "acidente" e o barco virasse.
Preparando para remar
Fomos então remar, e achei mais difícil do que pensei, pois o caiaque era do tipo aberto, e o tronco fica mais solto, dificultando o controle. Mas com o tempo fui pegando a manha. Não sei porque, mas neste momento fiquei com aquela música de carnaval na cabeça: "se a canoa não virar, olê, olê, olá, eu chego láaa".
Felizmente a canoa não virou, e me diverti bastante. É também um excelente exercício para lesado medular, pois exige muito de tronco e braços. Só vou ficar devendo uma foto remando, pois a bateria do meu celular (que também é minha câmera) acabou logo depois da foto acima, quando estava colocando o colete.
Achei muito bacana o projeto e muito competentes os profissionais. Tem uma grande vantagem, a estrutura foi construída para ser definitiva e funciona de segunda a segunda, das nove da manhã às cinco da tarde. Portanto, se você quer curtir o mar e uma bela praia, não deixe de conhecer o projeto Praia Legal. É muito legal, eu recomendo!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Compressor doméstico


Esse funciona com tomada caseira ou do carro

No início do mês fiz um post sobre um mini compressor que uso para encher os pneus da minha handbike. O defeito dele é a tomada, só serve na saída de energia do carro (onde era acendedor de cigarro). Quando fiz, disse que encontrei um adaptador que poderia ser utilizado em casa, mas a amperagem é diferente, e meu adaptador foi inútil. Ou melhor, ele até serve para carregar celular com aquele carregador veicular.
Hoje meu amigo Gregori, de Lages, me mandou um e-mail mostrando um compressor doméstico da Black & Decker que tem vários tipos de tomada e ainda dupla utilidade para um cadeirante. Ele funciona na tomada de casa ou na do carro, e tem até uma saída como a do carro para fornecer energia para outros aparelhos, como computador, celular, etc. E a outra função dele para cadeirantes é para quem tem cadeira motorizada. Ele pode servir como bateria suplementar no caso de uma descarga das baterias da cadeira. Claro que o cara não vai sair carregando um desses na cadeira, mas pode deixar no carro, ou pedir alguém para levar até ele em uma emergência para dar uma carga nas baterias da cadeira (obs.: estas informações foram retiradas do site e estão sujeitas a conferência. Se alguém tiver alguma experiência com este compressor, por favor me informe).
Juntando os dois, temos um adaptador caseiro!
Além dessa solução que o Gregori nos mostrou, descobri naquele post do mini compressor que tem um leitor com ares de Professor Pardal, que inventou uma forma de adaptar o adaptador para ser usado em casa (complexo isso, heim). Vou explicar. O Eddie procurou um adaptador que liberasse 10 amperes e fosse 12 Volts, e descobriu que a fonte de um computador antigo tinha esta função. Ele pegou a fonte, cortou todos os fios, deixando somente um amarelo (12Volts) e um preto (Negativo). Em seguida ele isolou todos os outros fios que cortou para não entrar em curto, desmontou o adaptador de tomada, tirou somente o socket do acendedor de cigarros e ligou nos fios amarelo e preto.
Resultado final do adaptador do Eddie
Para fazer a adaptação do socket na fonte, ele cortou o socket com uma faca quente, cortou a lataria da fonte com uma tesoura comum (mas teve que amolar a tesoura depois rsrs). Então ele colou o socket com cola Araldite e soldou os fios amarelo e preto no socket. Gênio, heim! Esse cara tem futuro! Ah, e ele disse que vai fazer um vídeo explicando o passo a passo do processo de adaptação do adaptador e postar no Youtube! Assim que fizer, coloco o link aqui.
A fonte dele tem até botão liga/desliga
Para quem não tem um fonte antiga dessas (AT), ela é super barata, em qualquer loja de concerto de computador você encontra por R$ 10,00 reais usada. No Mercado Livre vende também, por 15 reais nova. Então, pra quem quer usar o mini compressor em casa, mãos à obra!

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...