segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Reveillon conturbado

Esse fim de semana, claro, não foi como os outros. Foi a virada de ano, e infelizmente caiu em um fim de semana, ou seja, não rolou um feriadozinho básico para que pudéssemos aproveitar mais e viajar com tranquilidade. Como meus pais moram longe, em Guarapari, eu não poderia deixar de viajar, mesmo com um certo sacrifício. Só não imaginei que o sofrimento ia ser dobrado. Sabe aqueles dias em que nada parece dar certo? Pois é, o meu fim de semana começou assim. E terminou do mesmo jeito.
Chegamos no aeroporto e fomos fazer o check-in, só que a moça do balcão não encontrou nossos nomes no vôo. Pediu o localizador, mas eu não costumo imprimir, então busquei pelo celular. Enquanto isso ela perguntou: "será que você não comprou para data errada?" Claro que não, eu disse. Mas eis que encontrei o localizador. E a desagradável surpresa: o animal aqui comprou passagem para o dia 31/01/12, ao invés de 31/12/11. Na pressa, e como comprei pelo Submarino Viagens, quando vi os números 31 e 12 comprei direto, sem perceber que tinha um 01 entre eles. Foi pura falta de atenção (e um pouco de burrice - nem conferi depois da compra). Portanto, estávamos no aeroporto, dia 31/12, e sem passagem para ir pra Vitória. Só que a volta eu tinha comprado certo, pela Gol, no dia seguinte.
Já estava ali, com mala e cuia, doido para ver meus pais, irmãos e amigos, tinha que dar um jeito. Corri para o primeiro computador e saí à busca de uma passagem barata. Enquanto isso, a Gi foi ao balcão das companhias aéreas tentar o mesmo. Eu não tive sorte, todos os sites só deram passagens a partir do dia 07/01. Mas a Gi conseguiu uma passagem da Gol para meio dia, por um preço alto, mas era o que tinha. Ah, e era com escala no Rio de Janeiro, chegaria em Vitória cinco horas da tarde. Fomos então passear no Rio e chegamos a Vitória. A essa altura, eu estava quebrado. Mas foi ótimo chegar na casa dos meus pais e encontrar o povo todo. Fomos para a praia na virada ver os fogos. Foi muito legal, o clima de praia em reveillon é sempre bom.
No domingo, o pessoal preparou um churrascão na área de lazer do prédio. Estava tudo bem, carne boa, cervejinha rolando, mas eis que desci para colocar uma camiseta e fui até a cozinha pegar uma faca. Chegando perto do armário, senti uma pontada forte vindo do pé, e uma queimação intensa na perna toda.
Olhei pra baixo e a gastura tomou conta: meu pé entrou logo em baixo do armário e pegou na ponta da unha, levantando ela toda para cima, fazendo noventa graus. Pela segunda vez, arranquei completamente a unha do dedão. Ficou preza somente pela base. Ao ver, a dor aumentou ainda mais. Chamei a Gi, e como teríamos que pegar o avião em pouco tempo e não dava para ir a um hospital por lá, ela abaixou a unha e enrolou umas gazes, fazendo um curativo para quebrar o galho.
Chegamos a BH e ao trazerem minha cadeira, mais uma surpresinha: eles conseguiram travar o encosto abaixado e ele simplesmente travou, não voltava para a posição correta. A Gi foi ajudar e ficaram no corredor tentando armar a cadeira de novo. Já imaginei que ia pra casa com a cadeira desconjuntada do aeroporto, mas conseguiram destravar a minha e finalmente fui embora. Dali para o hospital. Chegando lá, o médico veio com a história que "era melhor arrancar de uma vez do que dar anestesia". Pensando que eu ia sentir pouco, concordei. Ele virou para um lado, virou para o outro e pow! Arrancou de uma vez. Desta vez veio um raio direto do dedão, queimando a perna toda. E, claro, uma lágrima no canto do olho.
Qualquer pessoa normal diria que comecei o ano com o pé esquerdo, mas como sou mega otimista, já comecei a ver o lado bom: se eu senti tanto, é porque recuperei mais sensibilidade do que pensava. No dia seguinte, cheguei no trabalho de chinelo e dedão enfaixado. Logo vieram perguntar porque da situação, e eu não resisti e falei: "ah, foi a história de sempre, encontrei com os primos no reveillon, fomos jogar futebol e machuquei numa dividida!" Claro que o povo riu. Para o segundo que perguntou, mudei: "bem, bebi um pouco no reveillon e saí pela rua meio tonto, acabei tropeçando numa pedra!". E ainda emendei: "pensa pelo lado positivo, pelo menos, não estou mancando! E ainda tem uma vantagem: já aconteceu tudo que tinha que acontecer de errado, então o ano vai ser ótimo!" Só eu mesmo...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um mega 2012 pra todo mundo!

Este ano foi o melhor como cadeirante. Logo no início do ano já realizei a maior parte dos meus projetos.  Como eu disse no último post do ano passado, esse ano eu saltei de parapente, comprei uma handbike e voltei a pedalar, viajei com a Gi para Buenos Aires, e ainda fiz um monte de coisas que tinha vontade. Estive em Floripa depois de quase cinco anos, visitei meus pais e irmãos várias vezes, assisti o GP de F1, comprei o carro que eu sonhava, e outras coisas que planejei.
Mas infelizmente um sonho não se realizou, apesar de várias tentativas: acabar com a dor crônica. Foram três cirurgias este ano, mas o efeito foi quase nulo. Tem dia que me sinto ainda pior do que antes. Mas a esperança é a última que morre, e para o próximo ano, novas tentativas virão. Já estou em contato com um médico de São Paulo que dizem ser o bambambam em dor de lesado medular.
Além disto, tenho outros projetos legais para 2012: mergulhar, viajar mais (quem sabe para a Europa), visitar mais meus pais e irmãos, e escrever um livro. Este é um projeto que vem desde o ano passado, mas desse ano não passa. Quero colocar nele minhas experiências como cadeirante e as dicas para viver bem em uma cadeira de rodas.
E espero que todo mundo viva melhor neste novo ano, tenha boas surpresas, realize muitos sonhos. Espero também que este ano seja melhor que anterior. Então, vamos entrar o ano com o pé direito! Ou com a roda direita!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cadeira de rodas que entra no mar chega a mais 5 cidades de SP

Em março deste ano estive no Rio de Janeiro de férias e aproveitei para conhecer o projeto AdaptSurf, uma instituição sem fins lucrativos que dá aulas de surf adaptado a deficientes e permite entrar no mar com uma cadeira especial. Contei a experiência neste post e achei fantástico poder entrar no mar depois de quase cinco anos sem ter esta sensação.
Ontem fiquei sabendo que em São Paulo o Programa Praia Acessível, que também tem o objetivo de integrar pessoas com deficiência a praias, foi ampliado e agora está presente em mais cinco cidades. Espero que este projeto chegue a outros estados, vou muito ao Espírito Santo e gostaria de poder contar com esta opção de lazer. Abaixo a matéria que saiu na Folha de São Paulo.
A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência fechou convênio com cidades do litoral de São Paulo para ampliar o programa Praia Acessível, de cadeiras de rodas especiais que permitem a deficientes e idosos tomarem banho de mar.
A formalização do convênio, que envolve as prefeituras de Guarujá, Iguape, Cananéia, Mongaguá, Itanhaém, São Sebastião e Ubatuba, será feita nesta quinta-feira (29).
Arnaldo Klajn/PMSS
Usuários na cadeira de rodas anfíbia em praia de São Sebastião
Usuários na cadeira de rodas em praia de São Sebastião
O programa foi lançado pelo governo do Estado em fevereiro do ano passado, em Santos, Praia Grande e Ilhabela. Depois foram contempladas Guarujá, Bertioga e São Sebastião.
Ele prevê a entrega de cadeiras de rodas anfíbias que não afundam na areia e flutuam no mar - é necessário um acompanhante para auxiliar o usuário.
As cadeiras ficam em postos instalados nas praias. Para usar, o deficiente precisa apresentar documento dele e do acompanhante, e assinar um termo de responsabilidade. Monitores são responsáveis por transferir o deficiente da própria cadeira para a anfíbia e acompanhá-lo na praia.
A promessa do governo era entregar mil cadeiras até 2010, a serem distribuídas para todas as praias do Estado. O número final não foi divulgado.
Entre os critérios para a escolha das praias estão a presença de itens de acessibilidade como rampas, piso tátil, vagas específicas, banheiros acessíveis e postos de salvamento.

Moda sobre rodas

A matéria abaixo foi indicada pelo Rene, e retirada com autorização do site Deficiente Ciente. Achei bem interessante e útil.

O cenário, uma mistura urbana, composição da diversidade arquitetônica, público e estilo. Estamos falando do centro de SP. Essa foi à escolha da Casa dos Criadores para realização da terceira edição do Fashion Mob Brasil 2011, que aconteceu no domingo, dia 11 de dezembro. Na terra da garoa,  a chuva deu uma trégua abrindo um sol, quente e escaldante, para o maior desfile ao ar livre, uma passarela de 1,5 Km, começando na Praça do Patriarca com término no Boulevard São João.  O Objetivo era mostrar que a moda está ficando democrática, abrindo espaço para os mais diversos tipos de beleza, servindo como vitrine e mostrando a criatividade dos estilistas de todo o país. Revelando novos talentos da moda brasileira e também abrindo espaço para manifestação como o movimento “Homofobia – Fora de Moda”.  A música não pode faltar em um desfile Fashion, um trio elétrico puxou esse desfile por quase duas horas.
Algumas coleções se aproximavam muito das tendências apresentadas nas passarelas. Transparência, color blocking, high low e estampas étnicas também se fizeram presentes no Fashion Mob 2011.
O destaque ficou com a presença de duas modelos com deficiência da agência Kica de Castro. Fotografias: Caroline Marques e Pamela Suellen. Mesmo sentadas em suas cadeiras de rodas o salto alto fez parte da composição do look. Mostrando todo o profissionalismo e provando que beleza e deficiência não são palavras opostas.
O conceito de moda inclusiva, roupas adaptadas para cada tipo de deficiência, foi pensado pela estilista e pesquisadora em moda para lesão medular, Cândida Cirino, que veio do Paraná, mostrar que a moda inclusiva também pode ser conceitual e presente nos desfiles Fashion. A composição do look foi uma pesquisa sobre o caminhar sobre rodas, justamente as rodas deram inspiração para o figurino que ganhou todos os olhares de quem estava presente no evento. A estampa floral deu um ar romântico às peças e o salto alto ficou com o apoio da Melissa, que aposta na diversidade e inclusão. A moda está ficando democrática, cabe a cada estilista apostar na diversidade nas passarelas. Trabalho como esse, precisa estar presente em todos os desfiles de moda. As rodas além de meio de locomoção também serviram de inspiração para moda conceitual dessa nova estilista em moda inclusiva.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Leão do Ano 2011

Governadora Cal. Maria Diniz e esposo C.L. José Nobre parabenizando o Major Marcelino pela sua luta pela acessibilidade em Arcoverde-PE.
Boas notícias vindas do nordeste: o Major Marcelino Carvalho, da Polícia Militar de Pernambuco, recebeu uma homenagem do Lions Clube daquele estado pela sua luta pela acessibilidade na cidade de Arcoverde. Marcelino é leitor do blog e já contribuiu com um post denunciando a falta de acessibilidade na Universidade Federal de Pernambuco. Parabéns Marcelino, pessoas como você tornam o mundo melhor para todos nós, com mais igualdade e acessibilidade a todos. Abaixo, a notícia completa sobre a homenagem:
"Na noite do dia 16 de dezembro de 2011, no Democrático Esporte Clube, o Presidente do Lions Clube Arcoverde-PE, Dr. Edimir Filho deu início a celebração do jantar de natal em companheirismo com a visita da governadora do Distrito LA-5(toda PB e RN e oeste de PE - Pesqueira a Petrolina), a Cal. Maria Diniz acompanhada do esposo e também Leão C.L. José Nobre, além de várias autoridades e integrantes da sociedade arcoverdense.
Entrega do troféu “Leão do ano 2011” pelo C.L. Dr.Aldênio Ferro ao C.L. e cadeirante Major Marcelino Carvalho pela luta incansável em prol da cidadania, da fraternidade, da igualdade e da defesa permanente da justiça em sua luta pela acessibilidade em Arcoverde-PE.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Mudanças no Rancho do Boi

Agora os cadeirantes podem desembarcar com mais conforto
Há alguns meses, fiz um post reclamando da incoerência encontrada no restaurante Rancho do Boi, que fica na saída de Belo Horizonte pela BR 040. Fizeram lá duas vagas para deficiente no estacionamento principal, que ficam bem na entrada, e são bem sinalizadas. Só que o piso das vagas era de pedras de brita, portanto o cadeirante tinha que sair do carro e enfrentar pedrinhas que tornavam muito difícil tocar a cadeira, sendo necessário outra pessoa empurrando a cadeira, sob risco do cadeirante "empacar" no meio das pedras.
Gosto muito do lugar, o restaurante é localizado no alto de um morro, e a vista das montanhas é linda. Além disso, servem deliciosas carnes preparadas na chapa. E pra quem tem criança, é o lugar ideal, pois tem um grande parque com vários brinquedos, como escorregadores, balanço e até uma cama elástica. Esta última é muito legal ficar vendo os pequenos pulando e tentando se equilibrar no piso móvel e instável.
Diversão para crianças e comida boa para os adultos
Como este ano resolvemos fazer a ceia de natal em casa, os pais da Gi vieram, juntamente com a irmã dela e o sobrinho de cinco anos. Quando perguntaram sobre um lugar bom para almoçarmos no sábado pensei logo no Rancho do Boi, e estava disposto a fazer o sacrifício nas pedrinhas, já que havia gente para me ajudar. Felizmente tive a grata surpresa de ver que meus lamentos foram atendidos, asfaltaram as vagas de deficiente e sinalizaram ainda mais, pintando o chão e colocando cones (estes, nem sempre gosto, mas se não colocam...). Quando fiz o primeiro post, mandei e-mail para eles, mas não responderam. Pelo menos, me atenderam! Ponto para nós, que ganhamos acessibilidade, e para o restaurante, que melhor atende seus clientes, inclusive os cadeirantes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Chuveiro acessível

Há alguns dias resolvi trocar meu chuveiro, pois ele estava começando a ratear. Esquentava pouco e estava com uma goteira chata, daquelas que pinga gelada bem nas costas da gente no banho quentinho. Procurei, então, um modelo mais moderno e maior, pois também achava a área de banho pequena.
Quando escolhia, um modelo me chamou a atenção. Ele tinha uma extensão que permitia colocar o seletor de temperatura na parede. Excelente para um cadeirante, pois se tem uma coisa chata é quando alguém muda a temperatura que você está acostumado e é necessário trocar de novo. Eu sempre resolvia isto dando umas "chuveirinhozadas" na parte de troca de temperatura, que sempre fica no alto do chuveiro, em posição ruim até para quem fica de pé. Eu passava alguns segundos batendo o chuveirinho na alavanca de troca até conseguir. Podia pedir a mulher pra trocar, mas e o desafio? rsrs
Agora meus problemas acabaram! Com o seletor na parede, ao alcance da minha mão, troco com facilidade a temperatura. Não preciso mais ficar lutando param mudar na marra nem preciso chamar ninguém para mudar. E não foi caro, como muita gente pode estar pensando, esse modelo, o Banhão Hand Control Corona, encontrei por R$ 65,00 no Leroy Merlin. Além do controle de temperatura na parede, a ducha é bem ampla e forte, uma delícia. Afinal, sou cadeirante mas sou limpinho!

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...