Esse fim de semana, claro, não foi como os outros. Foi a virada de ano, e infelizmente caiu em um fim de semana, ou seja, não rolou um feriadozinho básico para que pudéssemos aproveitar mais e viajar com tranquilidade. Como meus pais moram longe, em Guarapari, eu não poderia deixar de viajar, mesmo com um certo sacrifício. Só não imaginei que o sofrimento ia ser dobrado. Sabe aqueles dias em que nada parece dar certo? Pois é, o meu fim de semana começou assim. E terminou do mesmo jeito.
Chegamos no aeroporto e fomos fazer o check-in, só que a moça do balcão não encontrou nossos nomes no vôo. Pediu o localizador, mas eu não costumo imprimir, então busquei pelo celular. Enquanto isso ela perguntou: "será que você não comprou para data errada?" Claro que não, eu disse. Mas eis que encontrei o localizador. E a desagradável surpresa: o animal aqui comprou passagem para o dia 31/01/12, ao invés de 31/12/11. Na pressa, e como comprei pelo Submarino Viagens, quando vi os números 31 e 12 comprei direto, sem perceber que tinha um 01 entre eles. Foi pura falta de atenção (e um pouco de burrice - nem conferi depois da compra). Portanto, estávamos no aeroporto, dia 31/12, e sem passagem para ir pra Vitória. Só que a volta eu tinha comprado certo, pela Gol, no dia seguinte.
Já estava ali, com mala e cuia, doido para ver meus pais, irmãos e amigos, tinha que dar um jeito. Corri para o primeiro computador e saí à busca de uma passagem barata. Enquanto isso, a Gi foi ao balcão das companhias aéreas tentar o mesmo. Eu não tive sorte, todos os sites só deram passagens a partir do dia 07/01. Mas a Gi conseguiu uma passagem da Gol para meio dia, por um preço alto, mas era o que tinha. Ah, e era com escala no Rio de Janeiro, chegaria em Vitória cinco horas da tarde. Fomos então passear no Rio e chegamos a Vitória. A essa altura, eu estava quebrado. Mas foi ótimo chegar na casa dos meus pais e encontrar o povo todo. Fomos para a praia na virada ver os fogos. Foi muito legal, o clima de praia em reveillon é sempre bom.
No domingo, o pessoal preparou um churrascão na área de lazer do prédio. Estava tudo bem, carne boa, cervejinha rolando, mas eis que desci para colocar uma camiseta e fui até a cozinha pegar uma faca. Chegando perto do armário, senti uma pontada forte vindo do pé, e uma queimação intensa na perna toda.
Olhei pra baixo e a gastura tomou conta: meu pé entrou logo em baixo do armário e pegou na ponta da unha, levantando ela toda para cima, fazendo noventa graus. Pela segunda vez, arranquei completamente a unha do dedão. Ficou preza somente pela base. Ao ver, a dor aumentou ainda mais. Chamei a Gi, e como teríamos que pegar o avião em pouco tempo e não dava para ir a um hospital por lá, ela abaixou a unha e enrolou umas gazes, fazendo um curativo para quebrar o galho.
Chegamos a BH e ao trazerem minha cadeira, mais uma surpresinha: eles conseguiram travar o encosto abaixado e ele simplesmente travou, não voltava para a posição correta. A Gi foi ajudar e ficaram no corredor tentando armar a cadeira de novo. Já imaginei que ia pra casa com a cadeira desconjuntada do aeroporto, mas conseguiram destravar a minha e finalmente fui embora. Dali para o hospital. Chegando lá, o médico veio com a história que "era melhor arrancar de uma vez do que dar anestesia". Pensando que eu ia sentir pouco, concordei. Ele virou para um lado, virou para o outro e pow! Arrancou de uma vez. Desta vez veio um raio direto do dedão, queimando a perna toda. E, claro, uma lágrima no canto do olho.
Qualquer pessoa normal diria que comecei o ano com o pé esquerdo, mas como sou mega otimista, já comecei a ver o lado bom: se eu senti tanto, é porque recuperei mais sensibilidade do que pensava. No dia seguinte, cheguei no trabalho de chinelo e dedão enfaixado. Logo vieram perguntar porque da situação, e eu não resisti e falei: "ah, foi a história de sempre, encontrei com os primos no reveillon, fomos jogar futebol e machuquei numa dividida!" Claro que o povo riu. Para o segundo que perguntou, mudei: "bem, bebi um pouco no reveillon e saí pela rua meio tonto, acabei tropeçando numa pedra!". E ainda emendei: "pensa pelo lado positivo, pelo menos, não estou mancando! E ainda tem uma vantagem: já aconteceu tudo que tinha que acontecer de errado, então o ano vai ser ótimo!" Só eu mesmo...
Já estava ali, com mala e cuia, doido para ver meus pais, irmãos e amigos, tinha que dar um jeito. Corri para o primeiro computador e saí à busca de uma passagem barata. Enquanto isso, a Gi foi ao balcão das companhias aéreas tentar o mesmo. Eu não tive sorte, todos os sites só deram passagens a partir do dia 07/01. Mas a Gi conseguiu uma passagem da Gol para meio dia, por um preço alto, mas era o que tinha. Ah, e era com escala no Rio de Janeiro, chegaria em Vitória cinco horas da tarde. Fomos então passear no Rio e chegamos a Vitória. A essa altura, eu estava quebrado. Mas foi ótimo chegar na casa dos meus pais e encontrar o povo todo. Fomos para a praia na virada ver os fogos. Foi muito legal, o clima de praia em reveillon é sempre bom.
No domingo, o pessoal preparou um churrascão na área de lazer do prédio. Estava tudo bem, carne boa, cervejinha rolando, mas eis que desci para colocar uma camiseta e fui até a cozinha pegar uma faca. Chegando perto do armário, senti uma pontada forte vindo do pé, e uma queimação intensa na perna toda.
Olhei pra baixo e a gastura tomou conta: meu pé entrou logo em baixo do armário e pegou na ponta da unha, levantando ela toda para cima, fazendo noventa graus. Pela segunda vez, arranquei completamente a unha do dedão. Ficou preza somente pela base. Ao ver, a dor aumentou ainda mais. Chamei a Gi, e como teríamos que pegar o avião em pouco tempo e não dava para ir a um hospital por lá, ela abaixou a unha e enrolou umas gazes, fazendo um curativo para quebrar o galho.
Chegamos a BH e ao trazerem minha cadeira, mais uma surpresinha: eles conseguiram travar o encosto abaixado e ele simplesmente travou, não voltava para a posição correta. A Gi foi ajudar e ficaram no corredor tentando armar a cadeira de novo. Já imaginei que ia pra casa com a cadeira desconjuntada do aeroporto, mas conseguiram destravar a minha e finalmente fui embora. Dali para o hospital. Chegando lá, o médico veio com a história que "era melhor arrancar de uma vez do que dar anestesia". Pensando que eu ia sentir pouco, concordei. Ele virou para um lado, virou para o outro e pow! Arrancou de uma vez. Desta vez veio um raio direto do dedão, queimando a perna toda. E, claro, uma lágrima no canto do olho.
Qualquer pessoa normal diria que comecei o ano com o pé esquerdo, mas como sou mega otimista, já comecei a ver o lado bom: se eu senti tanto, é porque recuperei mais sensibilidade do que pensava. No dia seguinte, cheguei no trabalho de chinelo e dedão enfaixado. Logo vieram perguntar porque da situação, e eu não resisti e falei: "ah, foi a história de sempre, encontrei com os primos no reveillon, fomos jogar futebol e machuquei numa dividida!" Claro que o povo riu. Para o segundo que perguntou, mudei: "bem, bebi um pouco no reveillon e saí pela rua meio tonto, acabei tropeçando numa pedra!". E ainda emendei: "pensa pelo lado positivo, pelo menos, não estou mancando! E ainda tem uma vantagem: já aconteceu tudo que tinha que acontecer de errado, então o ano vai ser ótimo!" Só eu mesmo...










