sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Colocando a cadeira no carro

Domingo passado, aproveitando a vinda do meu irmão, fiz um vídeo demonstrando como eu coloco a cadeira de rodas no carro sozinho. É uma "manobra" que dá a nós, cadeirantes, muita independência, assim podemos sair de casa e ir pra praticamente qualquer lugar sem precisar de ninguém pra ajudar. Só não dá pra ir a lugares onde o piso é muito ruim, porque aí a gente até sai do carro, mas fica agarrado na rua...
Para realizar a manobra é preciso ter um pouquinho de força, pois por mais leve que seja a cadeira dá um certo trabalho pegar ela de um lado e passar para o outro, e ainda tendo que equilibrar o corpo. Mas pra tudo tem jeito e com treino e alguns macetes tudo se resolve. Um dos macetes pra manter o corpo e ajudar na estabilidade é colocar o cinto de segurança antes de começar. Eu não uso porque já acostumei.
A cadeira também ajuda, e quanto mais leve melhor. No início eu colocava a dobrável, ou em "X" como alguns dizem, e apesar de ser mais pesada ela passa mais fácil por cima da gente porque é mais fina. A minha cadeira atual, uma M3, atrapalha por ser grande, e sempre ela dá uma buzinada no meio do caminho. E geralmente alguém se assusta por perto ou fica achando que eu estou pedindo ajuda, só que até a pessoa chegar já coloquei ela no lugar. Várias vezes depois da buzinada apareceu alguém perguntando "quer ajuda?", e eu sempre dou uma risadinha falando "agora não precisa"...
Outra coisa que ajuda é um carro que facilite a aproximação da cadeira, tenha uma porta que abra bastante e uma trava de porta que não machuque as costas, como já aconteceu comigo. Mais um macete que ajuda a passar a cadeira por cima de você é rebater um pouco o banco, deixando mais espaço entre você e o volante.
Detalhes sobre o vídeo: nunca fica do jeito que a gente quer, e neste caso relato minhas gafes: nunca começo tentando pegar a roda da cadeira, sempre pego pelo eixo e levanto até a posição que permita tirar a primeira roda e depois giro ela, encostando na porta pra que eu tire a segunda roda. Nunca paro a roda sobre a perna, como fiz. E se repararem, a cadeira quase caiu, eu peguei ela no ar. Pelo menos de reflexo ainda estou bem. Mais um detalhe que não aparece, quando passei a cadeira derrubei o suporte de GPS, não sei como não quebrou.
Outra coisa, não costumo deixar ela no banco com as rodinhas pra cima, pois ela fica batendo no painel, prefiro colocar ela "sentada" no banco do passageiro, com as rodinhas pra baixo, desse jeito até pra tirar depois é mais fácil. Ah, e depois vou ver se faço um vídeo mostrando como tiro ela do carro. É mais fácil e mais rápido do que colocar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Luto

No início da noite de hoje meu pai me ligou dando a notícia: meu tio faleceu (à direita na foto, o outro é o genro dele). Estou profundamente triste, como eu não ficava há muito tempo. Meu tio era um cara extremamente prestativo, boa praça, bom papo, muito animado, e me tratava como um filho. Passamos bons momentos juntos e me orgulho de chamá-lo de tio. Ele teve incríveis experiências de vida, morou em vários estados do Brasil, do Amazonas ao Rio Grande do Sul.
Sempre que eu precisava pegar um vôo pra qualquer lugar ele me levava ao aeroporto, guardava meu carro no fim de semana e depois me buscava lá, não importava o horário, eu chegava ao aeroporto e ele estava me esperando, geralmente batendo papo com alguém. E ele tinha prazer em fazer isso, e eu ficava muito feliz. Tudo que está no lugar aqui no meu apartamento, da cortina da sala ao varal da área de serviço, foi ele que instalou. E quando viajámos por mais tempo, ele vinha aqui em casa dar uma olhada na nossa gatinha.
Como meus pais não moram mais aqui em BH, ele sempre estava por aqui pra me ajudar no que eu precisasse, isso deixava meus pais mais tranquilos.
E como sinto falta dos longos papos na varanda aqui de casa tomando uma cervejinha. Tio sempre me deu bons conselhos sobre tudo, principalmente mulheres. E se hoje sou o que sou, devo parte disso a ele.
Fica aqui minha homenagem a esse grande cara que sempre fará parte da minha vida.
Altair Alonso
05-10-1936 - 09-02-2011
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Voltando à acupuntura

Semana passada resolvi voltar à acupuntura, mas em outra clínica. Desta vez escolhi um profissional com especialização em fisioterapia e acupuntura, o Hélio, o telefone da clínica é 3241-3468. E estou muito satisfeito, hoje foi a terceira sessão e saí de lá completamente sem dor. O cara é super atencioso e procura se informar completamente da situação do paciente, e ataca os lugares com precisão. As agulhadas geralmente não doem nada, mas tem hora que dói muito e dá vontade de gritar "vai enfiar agulha na sua vó" mas depois passa e começa a fazer efeito.
Ah, uma novidade em relação à outra que eu fazia: eletro acupuntura. Ele conecta um fiozinho nas agulhas e manda uma pequena descarga elétrica constante nelas. Se passar da conta dói, contrai os músculos, mas é só falar que ele diminui. Achei bem interessante o sistema, e eficiente também, tanto que quase acabou com minha dor. Tem hora que me sinto numa cadeira elétrica (ou melhor, cama elétrica) mas na verdade não incomoda, tanto que às vezes até durmo durante a sessão.
Mas tem outro fator, como faço deitado eu relaxo bastante, isso também influencia para diminuir a dor. E essa deitadinha que tenho dado entre dois "turnos" de serviço (faço no início da tarde depois volto pro trampo) faz toda a diferença, muda a circulação e ainda estico as pernas. Essa é uma boa recomendação para quem é lesado e passa longos períodos sentado, dar uma deitada de uns vinte minutos a meia hora ajuda pra caramba, já que a gente não tem como levantar pra dar uma esticada.

Carros adaptados em locadora

Ano passado deixei meu carro para revisão geral e fiquei alguns dias sem ele, e na ocasião pesquisei se haviam carros para alugar adaptados em BH, e só encontrei uma opção, na Lokamig, como contei neste post. E a partir deste mês eles contam com um novo veículo, um Classic da Chevrolet, adaptado com um moderno equipamento da Guidosimplex, com embreagem automática progressiva. Além disso estão fazendo uma nova campanha publicitária para divulgar o serviço, até então a única opção para algum cadeirante que precisar alugar um carro em Belo Horizonte. Fica a dica.

UPDATE: a Lokamig não tem mais o veículo adaptado, infelizmente retiraram de circulação. 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Triste fim de semana

Esse fim de semana foi trash... mas mesmo assim teve bons momentos. Mas a parte ruim foi muito ruim, ou melhor, ainda está sendo.
Começou na sexta feira à noite, resolvemos não sair e ficamos em casa, e de repente minha prima (que considero praticamente irmã) me ligou dizendo que meu tio estava mal no hospital. Esse meu tio, apesar de emprestado (casado com minha tia) é muito ligado à minha família, mais do que muito parente próximo. Todo mundo gosta muito dele. Ele sempre me ajudou muito, é o tipo de cara que resolve tudo em uma casa, de instalação de varal a concerto de pia de banheiro.
Mas o que me agrada mesmo é a companhia dele, quando eu estava só estudando, antes de começar a tranbalhar, ele vinha aqui em casa pra arrumar alguma coisa e fícávamos tomando cerveja, comendo tira-gosto e batendo papo na varanda o resto da tarde, como podem ver na foto abaixo.
Ele é um cara forte pra caramba, é espanhol (sobrenome Alonso, parente do piloto), e além das habilidades de casa ele dirige todo tipo de máquina, de grandes caminhões a aviões. E é muito bom de papo, conversa sobre tudo, tem uma inteligência admirável.
Mas ano passado ele começou a apresentar problemas na bexiga, internou e precisou fazer uma cirurgia, retirando a bexiga, que vai ser reconstruída e recolocada. Estive no hospital depois que ele saiu do CTI e achei ele bem, emagreceu bastante mas estava bem. Por isso me surpreendi com a notícia da prima.
E ela me disse que a situação dele é grave, está respirando por aparelhos e sedado. Fiquei muito triste e assustado, e não poderia ir visitá-lo pois ele está no CTI e as visitas são só das 16:00 às 17:00 e só entram dois por vez. No sábado já iam meus tios, cunhados dele, vieram de Juiz de Fora para vê-lo. Meu irmão, muito ligado a ele, veio de São Paulo para vê-lo e esteve lá ontem. Ficou impressionado com a situação dele, mas como eu, acredita na recuperação. O problema maior é que ele pegou uma infecção, e a bactéria caiu na corrente sanguínea e a recuperação é difícil. Mas pra Deus nada é impossível, estou rezando por ele, se puderem se juntem a mim.
Fiquei na casa da minha prima até umas sete da noite, foi até divertido em alguns momentos, a Dedéia é muito engraçada, mesmo na adversidade tem bom humor, assim como eu. Fui pra casa, tomei banho, mas depois do banho comecei a ficar ruim. Senti uma dor de cabeça intensa, enjôo muito forte, dores fortes no corpo, queimação nas pernas... apesar de serem dores que já sinto quase todo dia, eram diferentes. Por volta de onze horas resolvi ir pro hospital, só que na hora de passar pra cadeira, estava tão fraco que perdi o equilíbrio e raspei as costas no assento da cadeira, esfolando o lugar onde tive escara, onde a pele é mais fina. Arrancou bastante pele e saiu sangue. Ainda bem que meu irmão estava aqui, me levou pro hospital, lá fiz um monte de exame e o médico constatou uma virose. Fiquei até quatro da manhã no hospital e hoje não fui trabalhar, fiquei em casa. As dores diminuíram um pouco, o mal estar também, mas continuo enjoado. E olha que nem sou enjoado.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Verticaltech


Esse é o curioso nome de uma empresa daqui de BH especializada em elevadores para cadeiras de rodas. Uma solução para prédios e estabelecimentos que não podem adaptar uma rampa móvel como a mostrada no post anterior. Não devem ser equipamentos baratos, mas com certeza vale o investimento, todo mundo ganha com mais acessibilidade, e nós cadeirantes ficaremos eternamente gratos.
E eu descobri essa empresa assim, no meio do trânsito. Incrível como essas empresas não fazem propaganda. Muita gente já me perguntou se eu conhecia alternativas assim, e só agora posso dar a dica. Taí o site: http://www.verticaltech.com.br
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Rampa ideal

Mais um exemplo de rampa móvel para permitir acesso a cadeirantes aqui em BH. E essa é nota 10: além de ter boa inclinação, tem corrimão, o que permite ao cadeirante se apoiar ou auxiliar na subida puxando com uma das mãos, e ainda ajuda uma pessoa com dificuldade de andar a subir com segurança. A rampa móvel tem a vantagem de não precisar reformar o estbalecimento, tem baixo custo e ainda pode ser retirada em uma necessidade, e na hora de fechar a loja. E o lugar, mesmo com uma porta pequena, ficou facilmente acessível.
A loja em questão é a Saúde Vida produtos médicos, na Rua dos Otoni, 615. É onde compro a maior parte do material médico que uso todo mês, como coletores, sacos plásticos, sondas e outros. E eles vendem também cadeiras de rodas, esse dia tinha até umas pessoas escolhendo uma. Bem, uma lugar que vende cadeira de rodas tem obrigação de ter acesso né?
E o bom lá é que o pessoal já me conhece, e quando vou sozinho eu ligo antes e eles separam o material. Bem, me conhecem mais ou menos, porque até hoje, apesar de já fazer mais de um ano que compro lá, sempre que ligo eu falo "é o cara do carro vermelho", e eles reconhecem na hora. E quando chego levam o material até o carro e faço o pagamento ali mesmo. E com um belo desconto, que sempre me dão por eu ser cliente antigo. Fica a dica.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...