quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sistema para liberar banheiro

De um tempo pra cá, alguns shoppings de BH alteraram a forma de acesso ao banheiro para deficientes, nos casos em que o banheiro é do tipo separado dos outros e unissex. O fato de ser à parte tem vantagens tanto para o deficiente, que tem mais privacidade, quanto para o shopping, que não precisa fazer o banheiro todo amplo para que uma cadeira circule. Mas tem um incoveniente, pois mesmo esses banheiros sendo específicos para deficiente, ainda tem uns espertinhos que teimam em usá-lo, não sei se porque é mais rápido ou mais limpo que os banheiros comuns. Devido a essa falta de educação, alguns lugares passaram a trancar o banheiro e para ser utilizado o indivíduo tinha que procurar alguém da limpeza com a chave, o que era um transtorno.
A solução foi instalar um interfone na porta, a pessoa chega, toca e do outro lado liberam a entrada do sujeito. E pra sair tem que apertar um outro interruptor lá dentro, que eles liberam na hora. Usei esse sistema no Pátio e no BH Shopping, e deu tudo certo, exceto numa vez  no BH Shopping, os sistema estava chiando e a moça ficava perguntando "Pois nãaaaooo??" e eu gritando do outro lado "preciso usar o banheiroooo". Mas a vontade que eu tinha era gritar "preciso cagaaaaar" pra ver se a moça passa um pouco de vergonha (já que eu não ligo pra isso mesmo).
Além disso, é um tanto esquisito tocar um interfone pra ir ao banheiro, e me dá muita vontade de fazer uma brincadeira. Qualquer dia vou tocar e quando a moça atender vou perguntar "o Jonas tá aí?" ou então "é da casa da dona Tereza?"

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Boteco da Carne

Pra dar um tempo nas reclamações, publico agora um post sobre um lugar que estive ano passado, mais um boteco "acessível" aqui em BH. Acessível entre aspas porque tem acesso mas não tem banheiro adaptado. Não acho que a falta de banheiro impeça um cadeirante de frequentar, pois com planejamento e um coletor de perna dá pra curtir um boteco numa boa. É só cuidar pra não transbordar o coletor.
O lugar é o Boteco da Carne, na rua Alvarenga Peixoto, não sei o número. Tem uma rampa muito bem feita, com boa inclinação, e o espaço entre as mesas é razoável para passar com a cadeira. Tem uma varandinha muito gostosa e a cozinha é aberta, isso em boteco é raridade, apesar de dar um pouco de fumaça. É meio ruim de estacionar porque a rua é pequena e não tem vaga pra deficiente, mas na rua de cima tem, é plano e não fica longe.
O bar é famoso e sempre participa do "Comida de Buteco", evento que reúne os melhores pratos preparados pelos botecos de BH. Aproveitei para experimentar os pratos vencedores de anos anteriores, uma costelinha com batatas e o curioso "fondi mineiro". São três cumbucas com linguicinha, pernil e almôndega, que a gente pega com um garfinho e molha no angu quente molinho coberto com queijo parmesão, colocando tiras de couve no fundo do angu e três pimentas biquinho sobre o angu para enfeitar e condimentar.
Uma delícia, mas deve ser ainda melhor na época de frio, porque dá um calor... Ai, ai, falando de delícias de boteco e não consigo nem sair de casa pra tomar umas e aproveitar um boteco... torturante!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pra completar...

Falei dos efeitos iniciais, falei dos secundários, e pra completar... peguei uma infecção urinária! Sabe quando você pensa "o que mais falta acontecer?" Pois é, aconteceu essa infecção e cheguei a 39,3º de febre ontem, tive que receber compressa de água no corpo para ver se diminuia a temperatura, aliado com tylenol e já entrei no antibiótico (norflox). Hoje a febre cedeu mas o corpo... parece que tomei uma surra.
Incrível como toda vez que vou a um hospital trago de lá uma infecção urinária. Mas o fato é que lesado medular está sempre propenso a ter infecção, e qualquer mudança de ambiente mais prolongada pode causar isso.
De qualquer forma, além dos reflexos da cirurgia, da queimação intensa nas pernas e dor forte nas costas, tô infeccionado... Mas uma hora melhora. Espero.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Efeitos secundários

Achei que a recuperação da rizotomia ia ser tranquila, me enganei. Ontem tive uma crise de dor aguda que dura até hoje, senti dores no tórax e forte queimação nas pernas, cogitei até ir pro hospital ou ligar pro meu médico, mas segurei a barra e tomei um remédio pra dor (tylex) que serviu só pra eu conseguir dormir.
Senti também queimação na barriga e costas, o que me fez pensar ser outra coisa associada, já que estava urinando pouco. Bem, meu quadro não está nada bom, melhorei um pouquinho agora à tarde mas ainda queima muito. Li em um artigo que dores na primeira semana são "normais", pois a rizotomia causa inflamação na região, mas não sei até que ponto estou nessa normalidade.
Sei que sou o tipo de cara teimoso que só vai pro hospital se estiver morrendo (grande erro, sei disso) mas o pior é que quando vou me colocam remédio na veia e fico de "observação" e não acho que resolve muito. Aposto que muita gente já passou por isso. Felizmente amanhã mamãe tá chegando pra cuidar do filhinho (ah, quem não gosta, vai?) mas só assim pra eu tomar juízo mesmo. Mas esse negócio de tomar juízo nunca me agradou, afinal não tem álcool nesse tal juízo (kkkkk).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Efeitos iniciais

Hoje faz dois dias da rizotomia e começo a fazer uma avaliação dos primeiros efeitos. No dia da cirurgia e no dia seguinte foi ótimo, esteva totalmente sem dor, mas ainda sob efeito da anestesia. Ontem à noite a dor voltou, e mais forte do que eu imaginava. A queimação nas pernas está um pouco menor, mas ainda constante, e a dor no peito reapareceu. Mas pelo menos a sensiblidade e movimentos que recuperei não foram mesmo afetados. Agora vou ficar de molho em casa mais doze dias repousando e espero que os efeitos começem a aprecer mais fortes.
Aproveito para fazer uma avaliação do quarto que fiquei no Hospital Mater Dei, aqui em BH. As instalações lembram mais um hotel, não tem aquela cara típica de hospital com longos corredores cheios de quartos. Tem sofás no hall e cores vibrantes.
O quarto é grande, a cama tem regulagens elétricas, mas o banheiro... Nada adequado para um cadeirante. Tem todas as barras para transferência e tudo, mas não tem espaço suficiente para posicionar a cadeira de forma correta ao lado do vaso para a transferência.
O problema poderia ser facilmente resolvido retirando-se o armário embaixo da pia, liberando espaço para girar e posicionar a cadeira corretamente. Não dá pra depender sempre de cadeira de banho ou de alguém para te ajudar. Num hospital não pode haver falta de acessibilidade, né?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Rizotomizado

Acabei de comer aquele famoso risoto feito com carne de gato. E ele nem miou durante o processo.
Sem brincadeira, vou contar a experiência. Marcaram para as treze horas e eu precisava estar com seis horas de jejum. No café da manhã comi uma fatia de pão de milho e fui pro hospital. Fiz a internação e às nove e meia já estava no quarto. Foi só deitar que teve início uma crise de dor cavalar. A Gi foi embora e fiquei aqui sofrendo.
Deu uma hora e nada. Duas e nada. Três e nada. Quando deu quatro e meia da tarde fui procurar saber se me acham com cara de Macaulay Culkin (esqueceram de mim). A enfermeira disse que o médico já estava acabando uma cirurgia e já vinham me buscar. Detalhe que essa hora meu intestino grosso já estava comendo o fino de tanta fome que eu estava.
"Só" mais uma hora depois apareceu alguém, que mesmo vendo minha cadeira e o coletor fez a clássica pergunta "dá pro senhor vir pra essa cadeira? (que ela trouxe e estava a dois metros de mim) Na hora pensei "só se for voando", mas expliquei que não dava. E ainda tive que colocar aquela camisola ridícula que deixa a bunda de fora. Pelo menos eu tava sentado.
Chegando no bloco cirúrgico (essa hora eu sempre lembro de carnaval e entro cantando uma marchinha) já vieram dois pra me "guinchar" pra maca.
Veio o anestesista pra aplicar uma pelidural e em seguida começou o procedimento. Durou uma hora e meia, no final apaguei.
Acordei no caminho pro quarto e a Gi estava me esperando.
Resultado: a dor diminuiu bastante, mas menos do que eu imaginava. Tanto que não estou conseguindo dormir. O corpo está totalmente mole e estou sem força pra nada. O negócio agora é repousar. Depois conto mais sobre os resultados. Torçe por mim aí gente!
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vergonha de sair de casa

Vergonha de sair de casa é um problema que quase todo cadeirante passa. E isso impede a grande maioria de levar uma vida normal e se divertir. Causa depressão e baixa a auto estima. Mas porque os cadeirantes tem tanta vergonha de sair na rua?
Tudo bem que chegar em qualquer lugar em uma cadeira de rodas não é a coisa mais normal nem bonita do mundo. Mas também não é nenhum bicho de sete cabeças, é só um cara que já trouxe sua cadeira (pra um lugar que geralmente todo mundo está sentado). Creio que o maior problema são os olhares das outras pessoas. Aquela cara de quem parece que está vendo um alienígena. Ou cara de pena. Ou pior, a cara de reprovação, como quem diz "o que que essa pessoa está fazendo aqui? Não deveria ficar em casa?" Preconceito é complicado, mas pior que ele é o auto preconceito.
Se o problema são os outros, a solução está dentro da gente. Depende da gente ligar ou não pro olhar das pessoas. E a forma como você encara a situação, como se comporta, pode mudar completamente o olhar das pessoas. Ou melhor, a visão.
Eu sempre encarei numa boa essa situação, nunca liguei pra opinião dos outros. O que importa mesmo é que eu me sinta bem. E quando saio na rua de cadeira de rodas eu sinto orgulho. Orgulho por mostrar que sou capaz. De me divertir, viajar, saborear, beber e fazer quase tudo o que todo mundo faz.
Mas afinal, porque todo mundo olha? Porque estão vendo um problema que você tem, e ficam se questionando uma série de coisas. Mas o fato é que todo mundo tem problemas. Um tem dívidas, outro está acima do peso, outro perdeu o emprego, outro perdeu a mulher... Portanto, se você é cadeirante e tem vergonha, são dois problemas. Deixe que a cadeira seja o único e mostre ao mundo que você ainda tem muitos motivos pra  curtir a vida e se divertir. E ser feliz.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...