domingo, 12 de setembro de 2010

Competição acirrada

Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece... Esse é meu sentimento em relação à dor. Como se não bastasse a crise de dor que tive semana passada, chegando ao ponto de conseguir dormir só três horas de quinta pra sexta. Na sexta, fui ao dentista tirar os pontos da extração do ciso. Marquei pro horário do almoço, a operação foi rápida, doeu muito pouco, e voltei pro trabalho. Mas à noite... começou a doer muito. Não fiz nada demais, comi só um pãozinho de sal no lanche, mas ficou tão dolorido a ponto de precisar colocar gelo e tomar tylex.
Consegui dormir lá pelas duas e meia, mas de manhã ainda acordei com bastante dor. Fui pra hidroginástica, o que melhorou bastante a dor no corpo, mas o ciso ainda estava bem ruim. No fim da tarde, depois de muito gelo, melhorou um pouco, e à noite, como havia combinado de jantar com uns amigos, fui pro restaurante Vila Madalena, que apesar de ter um degrau na entrada, tem uma entrada lateral com um degrau menorzinho. Pedi um escalope de filé, tiras muito macias com um risoto ao funghi. Tomamos vinho e no meio do filé o ciso voltou a doer. Não dei nenhuma mordida por cima, simplesmente começou a doer. E a doer muito. A solução foi tomar mais um tylex pra aguentar o resto da noite. Mas chegando em casa, veio a dor no corpo. Fritei na cama até o corpo melhorar e adivinha: começou a doer o ciso. Não dormi nada. Hoje no almoço, o ciso atacou de novo. A impressão que tenho é que a raiz, que não saiu, está exposta, qualquer coisa que como vai direto lá e me detona.
No fim da contas, a competição está braba: a dor nas pernas compete com a dor no ombro que compete com a dor no ciso. E quando uma fica mais forte, esqueço a outra. O problema é quando todas vem fortes de uma vez.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Era só o que faltava

Sempre que conto dos acidentes que sofri, ao falar das sequelas no meu corpo, eu falava que a única parte do corpo que funcionava direitinho era o ombro direito, já que nunca sofreu nada. Do resto, já destronquei os dois punhos, bati e ralei os cutuvelos, luxei o ombro direito e quebrei a coluna, paralisando as pernas. Também sofri coágulo no cérebro (isso explica muita coisa...), corte profundo na barriga, bati o saco no guidon (essa doeu), etc, etc, etc. Mas no ombro direito, nunca tinha dado nada. Tinha.
De umas semanas pra cá dei um mal jeito tão forte no ombro direito que estava doendo até pra tocar a cadeira. Pra ajudar a diminuir a dor, comecei a usar Salompas no ombro, esse adesivo que libera dosagens de uma espécie de "gelol" que alivia as dores musculares. Tem funcionado muito bem, mas o problema é que não adianta passar desodorante, perfume, nem nada pra melhorar o cheiro, que você fica com cheiro de "gelol" o dia inteiro. Se o cara estiver procurando namorada, o jeito é ir numa escola de massagistas, de repente acha uma tarada por gelol lá!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Meriva

Semana passada estive novamente na Cidade Administrativa para uma reunião e como sempre, ao pedir o táxi, pedi um com porta-malas grande e que não fosse Idea. O carro é alto e o porta-malas, apesar de não ser tão pequeno, é estreito e alto e dificulta para colocar a cadeira, sendo necessário rebater um pouco o banco.
A empresa é eficiente, fez o que pedi, "pero no mucho". Mandaram um Meriva, e pela semelhança com o Idea já vi que ia dar problema.
O carro é tão alto quando o Idea, dificultando um pouco a entrada, mas a porta abre bem, deu pra passar tranquilo. Mas já avisei pra Fernanda, a taxista (muito simpática e falante, por sinal) que teria dificuldades para colocar a cadeira lá atrás. Ensinei como desmontá-la e já imaginei a demora. Pra minha surpresa, ela colocou a cadeira rapidinho. Perguntei se foi difícil e ela disse ter sido muito mais fácil do que outra cadeira que precisou colocar de outra pessoa, daquelas tipo X. E mais surpreendente, ela conseguiu colocar a cadeira sem precisar remover a tampa do porta-malas. Não tive como tirar foto da cadeira no porta-malas, mas pelo menos da tampa no lugar.
Fernanda está muito satisfeita com o carro, tem motor forte e econômica (1.8 - 102 cv), boa posição de dirigir (como eu disse, é mais alto) e bom espaço interno. Lembrei-me de quando comprei meu carro, como o Meriva também tem a opção de câmbio automatizado, era uma boa opção, mas por ser minivan já foi excluído das minhas opções. Quem sabe quando eu tiver três filhos...
Seguindo viagem, vi que o carro tinha um DVD player bem completo, ela colocou um DVD de clipes e fui perguntando sobre as funções do aparelho (adoro tecnologia!) Descobri que ela não usa o bluetooth do aparelho, pois não tinha conseguido configurar direito. Falei das vantagens da função, que uso no meu carro, e comecei a fuçar no dela pra entender e explicar.
Rapidinho descobri as funções e conectei com meu celular, e já liguei pra minha namorada pra mostrar como funciona. E descobri uma função bem interessante, que eu já tinha percebido que falta no meu carro: o som deixa o bluetooth aberto e quando você coloca música pra tocar no celular, sai nas caixas de som do carro. Isso confirma minha teoria: o celular já é capaz de concetrar tudo que você precia pro dia-a-dia, incluindo trabalho e diversão. Os outros aparelhos à nossa volta vão se conectar cada vez mais a ele.

sábado, 4 de setembro de 2010

Camisa maneira

Há algum tempo aderi ao Peixe Urbano, site de descontos em grupo muito bacana, que oferece descontos em diversos lugares para seus afiliados. Numa dessas promoções, pintou uma camisa pela metade do preço na Camiseteria, uma empresa carioca que produz camisas diferenciadas e com estampas exclusivas, muitas vezes enviadas pelos próprios visitantes, através de um concurso. E ainda tem um campo para os clientes enviare fotos vestindo as camisetas que compraram. Enviei a minha foto e já publicaram lá.
Achei várias estampas legais, mas a que mais me identifiquei foi a da foto acima, que está escrito "Somos Diferentemente Iguais". Afinal, somos mesmo diferentes, mas quando estamos em uma cadeira de rodas, parecemos mais diferentes que os outros. Nos vêem como uma pessoa "com defeito". Até concordo, a pareplegia é um defeito, bem aparente e limitador, mas todos tem defeitos, e não conheço defeito pior que o preconceito. Ou a ignorância.

Abaixo vai um texto bacana que achei com este título.
"Diferentemente Iguais

Somos feitos a imagem e semelhança do senhor.
Somos diferentemente iguais.
Nossas feições são parecidas, mas não idênticas.
Nossos corpos são diferentes, mas nem tanto.
Sentimos coisas que todos sentem.
Passamos por coisas que nunca ninguém passou.
Temos historias de vidas parecidas com de algumas pessoas e totalmente diferente das de outras.
Temos atitudes diferentes.
Somos de cor, sexo, gostos, idade diferentes das de outros.
Somos de nacionalidades diferentes, mas somos do mesmo planeta.
Somos de ideais iguais,mas pensamentos diferentes.

Não devia importar o quanto somos diferentes.
Nao devia importar se nossa cor, gostos, ideais são diferentes.
Não devia importar se a sua verdade não é a mesma que a nossa.
Não devia importar.
O que devia importar é que somos todos filhos do mesmo Pai.
Que todos vivemos no mesmo planeta.
E que todos tem o direito de serem diferentes e não devem ser julgados por serem do jeito que são.

O erro não está em ser diferente.
O erro é não aceitar as diferenças."

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Kiko

Não, o título não sugere que eu não tenho nada a ver com isso (kiko tenho a ver com isso?). Ele exemplifica minha atual aparência. Tô a cara do Kiko do Chaves, como podem ver na foto abaixo. Acabei de voltar do dentista, onde passei a cirurgia mais tensa da minha vida: extração de ciso. Por incrivel que pareça, me deixou mais tenso e nervoso do que quando precisei "abrir" as costas pra fazer a artrodese. A propósito, foi a sétima cirurgia (sem contarm mini-cirurgias).
Parece que eu estava adivinhando que ia dar merda. O dentista começou contando que tentou tirar o ciso de um paciene e depois de duas horas de cirugia desistiu, o dente estava "chumbado" no osso. Aí veio com a anestesia, que dói tanto que me pergunto se não era melhor fazer sem mesmo. Deu várias agulhadas, cada uma mais dolorida do que a outra, e começou a extração. Cortou a gengiva, limpou a área (nessa altura já tinha aquela mangueirinha sugando sangue) e enfiou o alicate da boca pra tentar tirar o danado.
Puxa daqui, puxa dali, e nada. Falou que ia tentar outra técnica, pegou outra ferramenta e tentou de novo. Depois de uns dez minutos, comecei a sentir dor e reclamei. Mais agulhada de anestesia. E o dente nada de sair. Percebendo que ia ser difícil, o dentista calmamente falou "vou ter que serrar o dente ao meio". Legal, né? Só faltou gritar "traz a motoserra!!"
Com a serrinha na mão, entrou rasgando no dente, e aquele barulho de maquininha de dentista ecoando no consultório. Que delícia... Serrou, serrou, serrou e começou a tirar uns pedaços do dente (lembrei da música: serra, serra, serradooooor, vou comer o ... do trocador!!). Não tô fazendo propaganda do Serra não, heim? Bem, não oficialmente...
Voltou com o alicate e tentou de novo. Puxa, repuxa, rerepuxa, aplica mais anestesia, e depois de mais uns quarenta minutos (e o cara até suando - e eu mais ainda), veio a temida constatação: o dente também estava "chumbado" no osso. Então removeu só a coroa do dente (a parte que fica pra fora) e deixou a raiz lá, num processo que durou uma hora e meia. Fazer, o que, né? Agora estou em casa (nem pensar em voltar pro trabalho), a anestesia está passando e a dor aumentando. E eu entrando no sorvete pra aliviar. Pelo menos hoje tá quente aqui em BH.
Detalhe: pra passar da cadeira de rodas pra cadeira de dentista sempre foi fácil... quando o braço da cadeira de dentista se solta ou levanta. No que fui hoje, o braço é fixo, tive que colocar a cadeira lá na frente e voltar me arrastando, numa manobra delicada, pois fiquei meio sem apoio. Mas não teve problema, só minha calça desceu um pouco (só até o joelho), causando um showzinho de strip-tease...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comida exótica

Ontem fui com a Sandra, que trabalha comigo, almoçar em um restaurante Tailandês! Calma, a foto com escorpiões e cavalos marinhos é só pra exemplificar, não tinha esse tipo de comida lá não. Nem poderia ter, pois é um restaurante vegetriano. Mas tinha uns rangos peculiares, broto de bambu, berinjela com não sei o que, pratos picantes, carne de soja (quando bem feita, como era o caso, é até gostosa) e saldas diferentes e muito gostosas.
Eu me amarr em experimentar comidas diferentes, não foi a primeira vez que experimentei a Tailandesa, mas havia muitos anos que não comia. O restaurante se chama San Ro, e é bem pertinho da minha casa, assim que tiver a oportunidade vou levar a Gi lá. Apesar de ela ser meio fresquinha com comida...
Mas o lugar não é lá assim tão acessível. Tem três degraus pra chegar nas mesas, e o último é bem altinho. Mas os atendentes lá tem costume e m colocaram pra cima com facilidade. Vale o sacrifício.

Aniversário da Belinha

Este fim de semana foi aniverário de um membro importante da família: a Belinha, nossa gatinha. E no auge da empolgação, a Gi resolveu comemorar chamando dois amigos nossos e comprando até uma torta pra cantar parabéns. Infância, que é bom, acho que ela não teve...
Mas foi muito bom, ela fez uma picanha ao forno pro almoço (que ficou um pouco ressecada, mas gostosa), jogamos buraco depois (perdemos feio, e meu amigo ficou me zoando), e finalmente pegamos a Belinha pra cantar parabéns. Assim como menino em aniversário de um ano, a bichinha ficou mais assustada que feliz, sem entender bem que diabo de parabéns era aquele. Mas no fim ela gostou, meus amigos trouxeram "wiskas sache" pra ela e ela comeu tudo de uma vez. A bichinha adora.
A propósito, ela fez dois anos!
E depoi ela ainda me impressionou com a elasticidade. Estafada depois da festa, ela se esticou e se contorceu no chão, virando um 180º e ainda olhando pra camera. Olha só:

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...