sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Kiko

Não, o título não sugere que eu não tenho nada a ver com isso (kiko tenho a ver com isso?). Ele exemplifica minha atual aparência. Tô a cara do Kiko do Chaves, como podem ver na foto abaixo. Acabei de voltar do dentista, onde passei a cirurgia mais tensa da minha vida: extração de ciso. Por incrivel que pareça, me deixou mais tenso e nervoso do que quando precisei "abrir" as costas pra fazer a artrodese. A propósito, foi a sétima cirurgia (sem contarm mini-cirurgias).
Parece que eu estava adivinhando que ia dar merda. O dentista começou contando que tentou tirar o ciso de um paciene e depois de duas horas de cirugia desistiu, o dente estava "chumbado" no osso. Aí veio com a anestesia, que dói tanto que me pergunto se não era melhor fazer sem mesmo. Deu várias agulhadas, cada uma mais dolorida do que a outra, e começou a extração. Cortou a gengiva, limpou a área (nessa altura já tinha aquela mangueirinha sugando sangue) e enfiou o alicate da boca pra tentar tirar o danado.
Puxa daqui, puxa dali, e nada. Falou que ia tentar outra técnica, pegou outra ferramenta e tentou de novo. Depois de uns dez minutos, comecei a sentir dor e reclamei. Mais agulhada de anestesia. E o dente nada de sair. Percebendo que ia ser difícil, o dentista calmamente falou "vou ter que serrar o dente ao meio". Legal, né? Só faltou gritar "traz a motoserra!!"
Com a serrinha na mão, entrou rasgando no dente, e aquele barulho de maquininha de dentista ecoando no consultório. Que delícia... Serrou, serrou, serrou e começou a tirar uns pedaços do dente (lembrei da música: serra, serra, serradooooor, vou comer o ... do trocador!!). Não tô fazendo propaganda do Serra não, heim? Bem, não oficialmente...
Voltou com o alicate e tentou de novo. Puxa, repuxa, rerepuxa, aplica mais anestesia, e depois de mais uns quarenta minutos (e o cara até suando - e eu mais ainda), veio a temida constatação: o dente também estava "chumbado" no osso. Então removeu só a coroa do dente (a parte que fica pra fora) e deixou a raiz lá, num processo que durou uma hora e meia. Fazer, o que, né? Agora estou em casa (nem pensar em voltar pro trabalho), a anestesia está passando e a dor aumentando. E eu entrando no sorvete pra aliviar. Pelo menos hoje tá quente aqui em BH.
Detalhe: pra passar da cadeira de rodas pra cadeira de dentista sempre foi fácil... quando o braço da cadeira de dentista se solta ou levanta. No que fui hoje, o braço é fixo, tive que colocar a cadeira lá na frente e voltar me arrastando, numa manobra delicada, pois fiquei meio sem apoio. Mas não teve problema, só minha calça desceu um pouco (só até o joelho), causando um showzinho de strip-tease...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Comida exótica

Ontem fui com a Sandra, que trabalha comigo, almoçar em um restaurante Tailandês! Calma, a foto com escorpiões e cavalos marinhos é só pra exemplificar, não tinha esse tipo de comida lá não. Nem poderia ter, pois é um restaurante vegetriano. Mas tinha uns rangos peculiares, broto de bambu, berinjela com não sei o que, pratos picantes, carne de soja (quando bem feita, como era o caso, é até gostosa) e saldas diferentes e muito gostosas.
Eu me amarr em experimentar comidas diferentes, não foi a primeira vez que experimentei a Tailandesa, mas havia muitos anos que não comia. O restaurante se chama San Ro, e é bem pertinho da minha casa, assim que tiver a oportunidade vou levar a Gi lá. Apesar de ela ser meio fresquinha com comida...
Mas o lugar não é lá assim tão acessível. Tem três degraus pra chegar nas mesas, e o último é bem altinho. Mas os atendentes lá tem costume e m colocaram pra cima com facilidade. Vale o sacrifício.

Aniversário da Belinha

Este fim de semana foi aniverário de um membro importante da família: a Belinha, nossa gatinha. E no auge da empolgação, a Gi resolveu comemorar chamando dois amigos nossos e comprando até uma torta pra cantar parabéns. Infância, que é bom, acho que ela não teve...
Mas foi muito bom, ela fez uma picanha ao forno pro almoço (que ficou um pouco ressecada, mas gostosa), jogamos buraco depois (perdemos feio, e meu amigo ficou me zoando), e finalmente pegamos a Belinha pra cantar parabéns. Assim como menino em aniversário de um ano, a bichinha ficou mais assustada que feliz, sem entender bem que diabo de parabéns era aquele. Mas no fim ela gostou, meus amigos trouxeram "wiskas sache" pra ela e ela comeu tudo de uma vez. A bichinha adora.
A propósito, ela fez dois anos!
E depoi ela ainda me impressionou com a elasticidade. Estafada depois da festa, ela se esticou e se contorceu no chão, virando um 180º e ainda olhando pra camera. Olha só:

domingo, 29 de agosto de 2010

Subindo na cadeira

Tem uma situação que passo sempre e geralmente dá um grande trabalho, mas desenvolvi algumas técnicas que me ajudam. O problema é quando tenho que subir na cadeira a partir de um lugar mais baixo que ela. Na verdade, passo por isso todos os dias, pois o sofá-cama da minha casa é um pouco mais baixo que minha cadeira, e sempre que vou pra cama tenho que "pular" pra cadeira. Mas como fazer isso com pouco esforço e muita segurança?
No caso do meu sofá, ele fica aberto (é sofá-tenho espaço na sala para colocar a cadeira perpendicular ao sofá, me posicionar de costas pra cadeira, segurar nas laterais e subir pra ela, como podem ver na foto abaixo.
Mas e quando não dá pra ficar desse jeito? E quando não tem espaço pra colocar a cadeira assim? Nestas situações, desnvolvi a seguinte técnica: coloco a cadeira paralela ao sofá, passo uma perna por cima da cadeira, tomando o cuidado de rebater os freios pra não machucar, e seguro na cadeira, me puxando e deslizando pra cima dela. Às vezes é necessário alguém segurando a cadeira, pois o peso fica todo de um lado. E tem que tomar cuidado pra não arranhar a perna.
Mas o mais perigoso dessa manobra é o visual. Como nossa sensibilidade é reduzida, muitas vezes não sentimos um arzinho frio entrando entre as pernas nessa situacão. E se a gente estiver sem cueca, quem estiver na frente vai vislumbrar um show nada bonito...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Subindo e descendo escada

Este fim de semana, mais uma vez, precisei subir e descer escadas. Fui pra São Paulo para o aniversário da minha maninha e tanto o embarque quanto o desmbarque foram na pista, ou seja, por escadas. Felizmente a companhia que escolhi (Avianca, ex-Ocean Air) tem um daqueles "robozinhos"que sobe escada. De robozinho só tem a aparência, aposto que ele não sabe nem desarmar uma bomba. Mas pelo menos subir escada ele sobe direitinho.
O que impressiona é o tanto de explicação. O cara começa explicando que eu terei que passar pra outra cadeira, depois ela vai ser acoplada ao robozinho, depois vai deitar a cadeira, etc, etc, e nem eu falando "já sei, estou acostumado" o cara para de falar. Acho que é pra mostrar que saca do negócio mesmo, além do mais ele parecia estar curtindo dar as explicações. Na volta que foi engraçado: a aeromoça pediu pra um cara descer na frente do robozinho "pra eu não ficar com medo". Ah, se ela soubesse da minha vida de esportes radicais...
Tive uma nova sacada, descobri uma forma de passar pra cadeira do avião sem stress: foi só entrar de ré no corredor, parar ao lado da poltrona e eu passei por cima do encosto de braço, já que a cadeira do robozinho é alta. Foi bem mais fácil que entrar de frente e pedir pra alguém me carregar até a poltrona. Ou melhor, poltroninha, ô cadeira pra ser apertada aquela de avião!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Hobby

Esses dias chegou uma estagiária na empresa em que trabalho. Menina muito simpática e inteligente, tenho conversado muito com ela. Numa dessas conversas, estávamos falando sobre currículo, já que ela estava atualizando o dela. Como ela morou fora do Brasil, me perguntou se é uma boa acrescentar um hobby ao currículo, como é costume lá fora. Como aqui não é normal isso, recomendei não colocar, alguns recrutadores podem não entender bem o porque.
Depois disso, fiquei lembrando das atividades que nos dão no Sarah, especificamente aquelas que eu achava chata, como aprender a pintar ou fazer artesanato. Eu entendia objetivo, criar um hobby para o deficiente (ou até mesmo uma fonte de renda), mas não era o meu caso. Ou melhor, eu já tinha meus hobbys, e apesar de ser obrigado a abandonar alguns (como trilha de bike) outros como internet e jogos foram intesificados.
Hobbies são importantes pra todo mundo, mas pra quem fica paraplégico, ainda mais quem está acostumado com atividades esportivas ou ao ar livre, são mais importantes ainda. O fato é que a probabilidade de a pessoa ficar muito tempo em casa ou sozinho é grande, nem que seja por um tempo em recuperação, como eu fiquei, e nesse momento ter um hobby é fundamental. No meu caso, os jogos eletrônicos e a internet foram a solução. Mas os esportes são uma grande sacada, pois além de passar o tempo e socializar, fazem bem pra saúde. E você, tem algum hobby?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cidade Administrativa

Gente, hoje estive na Cidade Administrativa pla primeira vez. Para quem não sabe, é a nova sede do governo de Minas, uma mega construção assinada por Niemeyer. O lugar ficou maravilhoso, apesar de ainda ter muita coisa pra fazer. Os prédios são lindos e super modernos. A ideia de reunir em um só lugar os principais órgãos administrativos traz agilidade e economia pro governo.
A acessibilidade é quase completa, não fosse um pequeno detalhe: no ponto de ônibus, que também é o melhor lugar para chegar nos prédios vindo do estacionamento, não tem rampa. Pra quem vem de ônibus tudo bem, a plataforma abaixa na altura do passeio, mas pra quem vai de táxi ou deixa o carro no estacionamento não há acesso facilitado para cima do passeio. Só com ajuda de alguém mesmo. E não há uma área específica para desembarque, o taxista tem que esperar uma chance enfiar o carro no meio dos ônibus, atrapalhando outros ônibus que chegam e até os pedestres.
Mas como tá tudo meio em obra, espero que ainda atentem para este detalhe importantíssimo para garantir acesso a todos.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...