quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Adaptações no novo emprego

Hoje completei uma semana de trabalho e estou gostando muito do que estou fazendo. Agora sou Analista de Gestão Empresarial. É muito chique, né? Trabalho com planejamento, já recebi importantes responsabilidades e meus colegas de trabalho são nota dez. O que trabalha direto comigo então, além de ser conterrâneo de JF, é gente boa e divertido. Minha chefa também é muito bacana, me recebeu muito bem e me deixou bem à vontade.
A adaptação que a empresa fez nos corredores e no banheiro ficou excelente. No banheiro, que é enorme, tem tudo quanto é barra de apoio, e uma que eu nunca tinha visto na pia, em volta dela toda, e nem entendi bem pra que. A porta ficou gigante, não precisava ter aberto tanto assim. Mas o responsável disse que tem legislação pra isso e seguiu as medidas recomendadas. O que abunda não prejudica.
Mas o que me impressionou mesmo foi o prédio. Um espetáculo de modernidade. Começa pelo imponente nome: "Amadeus Business Tower". Fora a mania de colocar nome em inglês em tudo, é bacana. Na portaria tem aquelas roletas digitais, e essas tem duas opções: ou você aproxima o cartão dela (não tem mais aquele negócio de enfiar numa gretinha) ou aperta o dedão em um leitor de digitais. Alto nível. Como eu não caibo na roleta, passo por uma portinha lateral. No hall de elevadores, há pequenas torres com teclados. Você digita o andar em que vai, tecla confirma e o visor mostra qual elevador vai te levar lá (mostrando até por desenho). Ele é tão grande por dentro que mesmo que tenha umas dez pessoas lá ainda dá pra manobrar. No canto, à esquerda, uma TV de LCD passa as principais notícias do dia, que nem aquelas de aeroporto. E o que o povo mais estranha, não tem nenhum botão lá dentro. Mas o ponto negativo do prédio, como podem ver na foto acima, é que ele fica em uma subida. Sair de cadeira de lá é um desafio. E um exercício. É bom que eu perco a pança.
O reflexo ruim de voltar a trabalhar estou sentindo mais forte hoje: aumento das dores no corpo. Nos primeiros dias foi mais tranquilo, senti só um pouco mais de dor que o habitual, mas hoje acumulou e tá me matando. Mas a empresa é tão bem estruturada que até massagem oferece aos funcionários, além de exercícios laborais. A massagem é duas vezes por semana e tem me ajudado bastante, além de relaxar as tensões, contribui para diminuir a dor. Lá descobri também que é bem fácil passar da cadeira de rodas para aquelas cadeiras de massagem, em que a gente fica de bruços apoiando o peito com a cara num buraco. É só colocar uma de frente pra outra.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Enquete ortostatismo


Pergunta: Você pratica ortostatismo?
Respostas:
Não, não acho importante: 1 voto (4%)
Não, não tenho como praticar: 7 votos (28%)
Sim, até 3 vezes por semana: 13 votos (52%)
Sim, mais de 3 vezes por semana: 4 votos (16%)


Finalizamos a enquete sobre ortostatismo que lancei há seis meses e os resultados foram muito bons. 25 pessoas votaram, 20 delas ou 68% fica de pé três vezes ou mais por semana. É a recomendação que a maioria dos fisioterapeutas (incluindo os do Sarah) faz. O quanto é importante, já falei neste post.
Infelizmente houve alguém que não acha importante ficar de pé e votou nesta opção. Não deve ser falta de informação, pois tanto aqui como em outros blogs esta prática é recomendada, e mesmo se a pessoa não acreditar, é só perguntar para qualquer fisioterapeuta. Quando praticado, o bem que o ortostatismo faz ao corpo é nítido. Obrigado a todos que votaram.



domingo, 24 de janeiro de 2010

Rodas se desintegrando


Não gosto de ficar metendo o pau em um produto ou empresa mas meu objetivo aqui é compartilhar minhas experiências. E mais uma vez a M3 está decepcionando. Vejam só o estado das rodas "soft roll" (em cima a direita, no meio a esquerda), tão famosas por seu rodar macio, após pouco mais de dois meses de uso. Dois meses. E eu não ando quase nada nas ruas, é só em casa, shopping, no prédio da FACE na universidade, só lugar com piso liso. Semana passada saí de casa sozinho rodando pela primeira vez, fui ao shopping, a uns 150 metros da minha casa, e voltei. E o máximo que costumo andar nas calçadas é do carro até um restaurante ou boteco, no máximo uns 50 metros. Deve ser uma proporção perto de 90% em piso liso. Não era pra estragar tão rápido.

Realmente ela roda mais macio e amortece mais, mas não precisava ser tão frágil. Logo logo vou precisar trocar, e nem quero pensar no preço de um par novo. Como muita gente diz, cadeirante no Brasil tem que ser milionário. Ou dividir em 50 vezes...
Portanto se for pra recomendar alguma coisa, não recomendo essas rodas pra quem mora em interior, ou pra quem anda muito pelas ruas e calçadas esburacadas. Vão se desintegrar em menos de um mês.
Observação: encontrei um jeito um pouco mais 'fácil' de passar a cadeira pra dentro do carro e ela 'viajar' em segurança: passo ela por cima de mim pegando por baixo e coloco no banco do passageiro de cabeça pra baixo, colocando nela o cinto de segurança pra não ficar 'dançando' no banco. Ainda é apertado e um pouco complicado, mas melhorou um cadim. Só um cadim.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A gravatinha

Logo que fui pro Sarah e descobri as facilidades do coletor de urina, fiz uma piadinha infame: depois da lesão fiquei tão formal, mas tão formal, que até no 'pescoço' de baixo passei a usar gravata. É que o objeto da foto acima é chamado de gravatinha, é usada para segurar a camisinha do coletor, que pode escapar ao encher de urina, dando um banho nada agradável.
Pode parecer bobagem escrever sobre isso mas tem muita gente que não sabe da existência da gravatinha. Muita gente usa esparadrapo para segurar a camisinha, mas isso prejudica porque aperta, reduz a circulação e pode causar danos no pênis.
A gravatinha nada mais é que um pedaço de elástico costurado em duas partes de velcro, que se fecham em círculo. A grande vantagem é o elástico, que estica se houver uma ereção, evitando 'estrangulamento'. Outra vantagem é ser fácil de fazer, minha namorada faz algumas de tempos em tempos, já que com o tempo o elástico cede e o velcro perde aderência. Sem contar as vezes em que nossa gatinha carrega algumas pra algum esconderijo secreto (até hoje não descobrimos, mas suspeito que seja atrás da geladeira e dentro do sofá).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Regulagens na M3


Minha fiel leitora e amiga Sandra tem passado muito perrengue com a M3. Esses dias ela pediu umas dicas para fazer algumas regulagens. Afinal, a característica que faz da M3 a "melhor do Brasil" é justamente a capacidade de regular e ajustar em todos os sentidos. Só o pequeno detalhe que faz muuuuuita falta é o danado do manual de instruções. Até eu que sou "entendido" em mecânica simples (muito simples) passo aperto. Sou entendido porque a vida toda eu desmontei (e remontei) minhas bicicletas. Desmontava até a roda, os raios, e depois conseguia até alinhar.
Bem, dei umas dicas pra Sandra e aproveitei o embalo para fazer um ajuste que eu estava querendo fazer desde que a comprei: alterar o ponto de gravidade para evitar que ela vire com facilidade. Este é outro ponto muito negativo desta cadeira. Tanto que chega a ser perigoso. Não dá pra subir nem uma rampa um pouco mais íngrime que ela ameaça virar. Até no plano, uma tocada mais forte e ela empina. Mudei poucos milímetros o eixo traseiro, mas já deu uma melhorada. Se for o caso altero mais um pouco. Só fico com medo de ela perder uma das maiores qualidades: ser curta e permitir manobras em lugares mais apertados. Mas uns milimetrozinhos não vão prejudicar.
O ajuste foi simples, como dá pra ver na foto, é só virar de cabeça pra baixo, desapertar os parafusos, dar umas "batidinhas" pra trás, medir pra ver se estão alinhadas e apertar novamente. Realmente é simples de ajustar. Mas que o manual de instruções ajudaria muito, ajudaria.
Atualizando: só hoje descobri que tenho que regular também os freios, já que a roda se afastou um pouco, tive que fazer o mesmo com os freios. Pra descobrir quase caí, travei os freios e fui passar pra cadeira e ela estava totalmente livre. Um manual poderia ter me alertado...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pés no chão

Mais uma invenção da Andrezza que deu resultado. Incrível como essa menina é inteligente, quando eu crescer quero ser assim também. Na última sessão que fiz, semana retrasada, ela sugeriu que eu ficasse de pé descalço, e aí colocar feijão embaixo dos pés para estimular a sensibilidade. Eu já fazia isso sentado, e era necessário alguém fazer descarga de peso nos meus ombros enquanto eu me apoiava no joelho para que eu sentisse alguma coisa. De pé, a pressão do peso já é suficiente e ainda estimula mais a sensibilidade.
A experiência foi boa, senti até dor no calcanhar depois de um tempo. Pra quem está na clínica falo que ela está me pondo de castigo, pisando no feijão. Mas o mais interessante foi sentir a diferença de temperatura quando pisei no chão frio e a textura do tapete quando pisei nele e movimentei o pé. Repeti a experiência em casa e senti novamente o chão frio na sola do pé. Este tipo de estímulo é muito importante, principalmente quando nos concentramos para tentar identificar onde ele está ocorrendo e que sensação provoca.
Para os mais puristas, ou esotéricos, ou naturistas, ainda tem outra recomendação interessante: colocar os pés na terra, na grama, areia, pedra, ou qualquer outra superfície descoberta para "trocar energias com a mãe terra"... Tá, meio viagem, mas eu também acredito um pouco nisso. Esse contato faz bem sim, antes da lesão eu gostava bem de andar descalço. Mas aqui na selva de pedra (ih, tá viajando mesmo o rapaz) não tem muitos lugares para pisar no chão, é só asfalto, calçadas, cimento (momento piadinha infame: acabei de descobrir que cadeirantes são pessoas avuadas, sonhadoras e viajantes, afinal de contas, não tem os pés no chão).
Quanto à foto acima, não precisam falar, sei que meus pés são bem feios. Também não dava pra ter o corpo todo bonito, né? Tinha que ter um defeitinho, além da modéstia.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Vício X Deficiência

Eu e Andrezza (já sabem que é né) temos altas discussões na clínica, ela é muito boa de papo e de argumentos, tem hora que o povo acha que vai rolar um arranca-rabo. Discutimos os mais variados assuntos, e estes dias a questão foi: comparações entre deficientes físicos e viciados. Eu defendi o argumento de que é mais fácil uma pessoa vencer um vício do que um deficiente voltar a andar, depende "apenas" de força de vontade e disciplina. E que um deficiente pode ter a força de vontade que for que somente isso não põe ele de pé. Se o corpo não ajudar, se a medula não responder, nada feito.
Apesar de ser meio óbvio, foi difícil explicar, ela e a Duda (atual estagiária) afirmaram que vício é doença, e mesmo que a pessoa queira não consegue parar, algumas pessoas mesmo depois de internadas em clínica voltam para o vício.
E Andrezza dizia que eu tenho uma vida ativa, que um viciado tem que ficar em casa, não vai a alguns lugares, luta todo dia contra o vício. E que a maior parte acaba morrendo, pelo vício, por traficante ou polícia. Aí estávamos falando de coisas diferentes, concordo com ela que a vida é mais "normal" para um deficiente, mais fácil se adaptar e conviver com a deficiência, mas sustentei meu argumento que realmente é bem mais possível vencer um vício.
No fim das contas, dos males o menor, prefiro ser quebrado que viciado. Ironicamente, o único vício que eu tinha me deixou paraplégico: adrenalina. Se bobear, mata mais que cocaína.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...