segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os apertos dos elevadores

Depois de "virar" cadeirante, entre as inúmeras dificuldades já encontradas, os elevadores muitas vezes são desagradáveis surpresas. Esta aparente solução para levar um cadeirante em prédios e shoppings pode se transformar em um transtorno, já que as dimensões não são padronizadas e na maioria dos prédios residenciais eles são feitos para economizar espaço no hall e reduzir custos, portanto são os menores possíveis.
Em prédios comerciais os elevadores geralmente são maiores, seja para atender a todos, seja para acomodar mais gente, mas mesmo assim ainda há prédios que não cabem a cadeira ou cabem muito apertado, às vezes sendo necessário alguém ajudar e arrastar para o lado para que a porta feche. Há leis municipais nas principais cidades que exigem que os elevadores comercias tenham medidas determinadas pela ABNT (veja aqui a de BH), mas e os residenciais? Ficamos limitados a pouco prédios, na maioria das vezes de mais alto padrão, que possuem elevadores amplos. No meu caso ainda sofro mais, pois minha cadeira é grande, dificultando até nos elevadores maiores.
Para encontrar o apartamento em que moro eu e minha namorada procuramos mais de seis meses, e na maior parte das vezes tudo dava certo no apartamento, mas o elevador era apertado. O problema maior é que preciso de um elevador em que eu possa entrar e sair sozinho, sem ninguém arrastar a cadeira. As medidas mínimas no meu caso são 1,10m de largura por 1,15m de profundidade.
Outro problema é a porta, nos elevadores residencias são geralmente de abrir manualmente, como a porta de casa. E muitas vezes são pesadas e tem uma mola forte, dificultando aidna mais nossa vida. Poucas vezes encontrei elevadores residencias com portas automáticas, como os comerciais. O ideal seria que existisse também leis determinando medidas mínimas para elevadores residenciais, ou pelo menos as fabricantes de elevadores padronizassem estas medidas de forma a atender a todos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Limite para compra de automóveis com isenção de ICMS sobe para R$ 70 mil

Finalmente uma boa notícia para quem é deficiente e está em busca de um carro novo. Faz tempo que eu digo aqui que o limite de 60 mil reais para conseguir as isenções na compra de um carro zero quilômetro é muito baixo, principalmente para quem tem mobilidade reduzida ou nenhuma nas pernas, caso este em que o veículo deve ser preferencialmente automático. Mas as opções de carros com este item no mercado brasileiro além de poucas, são caras. Ultimamente tem havido iniciativas por parte das montadoras em colocar veículos mais baratos com a opção de câmbio automatizado, como a Fiat com a linha Palio e a VW com o Polo I-Motion.
Os cadeirantes, porém, demandam um bom porta-malas, o que cai inevitavelmente nos veículos mais caros. E se o indivíduo ainda quiser alguns itens de segurança como ABS e Air Bag, muitas vezes ultrapassa o limite de isenção. Agora pelo menos teremos mais opções com desconto integral, que pode chegar a 30% do valor do veículo.
Leia mais aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Direito de acessibilidade aos bens culturais


Minha amiga Tânia, do blog Sem Barreiras, me mandou um link para um artigo muito interessante sobre direito de acessibilidade aos bens culturais, publicado na revista Cidades do Brasil de junho.
O artigo fala sobre os artigos listados na Constituição Federal e outras leis específicas que garantem a adequação de bens culturais (museus, pontos turísticos, teatros, cinemas e afins) aos deficientes de qualquer natureza, o que se traduz em direitos exigíveis nestes estabelecimentos. Para complementar cita normas técnicas da ABNT que nomatizam estas adaptações.
É mais uma fonte de informações para quem quer garantir seus direitos sem precisar chorar nem apelar. Leia mais no link http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc259/mc259.asp.

Post da minha linda maninha


MEU IRMÃO, MEU EXEMPLO
Sempre pensei em postar um texto aqui no blog do meu irmão, mas só decidi fazê-lo hoje, depois de uma noite de insônia, que passei pensando na vida... Na verdade pensei tanta coisa que acho que tenho assunto para escrever um livro...rsrsrs.
Acho que o título seria: Pare de reclamar e seja feliz!!! Isso porque eu estava pensando em como eu tenho o hábito de reclamar, vivo reclamando, do meu emprego, do clima da cidade em que moro, enfim, de tudo e de mais alguma coisa. (Ops, esqueci de me apresentar, meu nome é Karina, tenho 30 anos, sou casada, moro em São Paulo, tenho um filho de 6 meses que é a minha paixão, e claro, sou irmã do Sam). Voltando ao assunto, ontem quando eu estava reclamando do frio que faz aqui em São Paulo e do fato de eu estar aqui longe da minha família, parei para pensar em como é boa a minha vida... Realizei há pouco tempo o meu maior sonho que era o de ser Mãe, dou aulas em uma Universidade aqui em São Paulo e simplesmente amo o que eu faço, sou apaixonada pelo meu marido, enfim, não tenho motivo nenhum para reclamar e ainda assim vivo reclamando...
Aí eu percebi que ser Feliz é uma questão de escolha, nós simplesmente podemos escolher sermos felizes ou não. Há pessoas que tem todos os motivos para serem felizes e ainda assim não são, e outras que com muito pouco se sentem muito felizes. Infelizmente acho que me enquadro na primeira opção, mas espero que ainda haja tempo para eu mudar isso... Espero mesmo de coração, porque eu finalmente cheguei à conclusão de que não dá para passar a vida toda reclamando... Comecei a pensar naquelas pessoas simples, que ganham muito pouco, mas vivem sorrindo, fazem o maior churrascão na laje para festejar a inauguração do puxadinho que fizeram... E pensei também naquelas pessoas que tem muito dinheiro e vivem brigando com a família por causa dele, estressadas e tensas acompanhando as altas e baixas da bolsa de valores. Não tenho dúvidas de que o primeiro grupo é muito mais feliz, aliás definitivamente felicidade nada tem a ver com dinheiro, acho que é meio que um estado de graça, não sei, e por falar em graça, é aí que entra o meu irmão, fazer graça é com ele mesmo, como vocês já devem ter percebido.
Costumo chamá-lo de milimetricamente perfeito porque ele tem uma habilidade incrível para dirigir, nunca vi coisa igual, ele consegue colocar um carro onde cabe somente o carro, e nem uma formiga mais, é impressionante, quando eu estou no carro com ele e ele vai manobrar em uma vaga impossível de caber o carro, eu fecho os olhos e fico pensando, não vai dar, ai meu Deus, vai bater...E fico naquela expectativa de olhos fechados, esperando o barulho da batida, até que resolvo abrir os olhos e lá estamos nós, milimetricamente encaixados na vaga, é incrível!!!
Bom, mas o que eu ia falar sobre ele não era isso e sim de como ele é um exemplo para mim. Eu nunca, na minha vida, o vi reclamando de qualquer coisa que seja, ele sempre foi uma pessoa super alto astral, dessas que contagiam todo mundo ao redor dele sabe? Perto dele, eu nem consigo reclamar de nada, pelo contrário a gente ri o tempo todo quando estamos juntos... Mesmo depois do acidente, ele não se deixou abalar, manteve o mesmo bom humor de sempre, e é por isso que eu digo: Meu irmão é meu maior exemplo!!!!! Sei que a vida não é perfeita, todos nós passamos por problemas, alguns maiores, outros menores, mas o que faz toda a diferença é a nossa postura diante das dificuldades, por isso decidi que a partir de hoje vou fazer como ele, vou escolher ser feliz!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Entrevista: fisioterapeuta Andrezza Rodrigues


Esta pessoa simpática e sorridente ao meu lado é a Andrezza, fisioterapeuta que está me acompanhando desde junho e foi a profissional que mais me impressionou até hoje nesta área. Extremamente dedicada aos pacientes, ela se preocupa não somente com o tratamento fisioterápico mas também com a carga psicológica de cada paciente, o que é fundamental para uma recuperação completa. Sua clínica é muito bem aparelhada e atende a diversos tipos de casos, incluindo os neurológicos. Abaixo transcrevo uma entrevista com ela abordando questões muito comuns e polêmicas envolvendo a aplicação de fisioterapia a lesados medulares.

1- Qual a importância da fisioterapia para um lesado medular?
Quando se trata de uma lesão medular, vários aspectos importantes fazem muita diferença na vida do indivíduo; como por exemplo:
- a fisioterapia evita contraturas e encurtamentos severos;
- dependendo do nível da lesão, o lesado medular pode ter uma vida mais independente, usando, assim, o próprio corpo a seu favor;
- diminui dores e espasmos musculares;
- melhora a condição cardiovascular e pulmonar em aspectos específicos e gerais;
- e, com tudo, aumentar significativamente a qualidade de vida do nosso paciente.

2- Você acredita que a fisioterpia contribui para a recuperação de movimentos nos lesados medulares?
Essa questão engloba muitas outras. Dependendo do nível da lesão, se é completa ou não, a melhora é clara e notória. Muitas vezes nos surpreendemos com o que uma musculatura bem trabalhada é capaz de fazer e o quanto é capaz de recuperar movimentos que antes eram de pouca valia ou fracos e não raros inertes. Quando um paciente sente essa mudança acontecendo no próprio corpo ele começa a entender o quanto se movimentar, alongar, fortalecer e mobilizar pode tornar a sua vida mais fácil e independente.

3- Porque é tão importante o acompanhamento de um profissional na fisioterapia?
O fisioterapeuta tem função de fazer o paciente que sofreu lesão medular ter uma melhor qualidade de vida. Para isso o profissional trabalha com intuito básico de "usar" cada músculo adequadamente- dentro do "potencial" que a lesão lhe permitir. Isso significa que quanto mais o paciente se movimentar, se transferir, melhor. E se isso for feito usando um músculo específico para cada função: tanto melhor. E este é o papel do fisioterapeuta: indicar para o paciente como deve ser "usado" o seu corpo a seu favor. Muitos pacientes podem realizar exercícios sozinhos e diariamente- como alongamentos e transferências. Mas é importante que tenham a orientação correta para que ele use os músculos, nos quais tem maior controle, de forma adequada na tentativa de realizar movimentos, diminuir a dor e a fadiga muscular.

O trabalho deve ser feito em equipe, e nessa equipe sempre digo que o próprio paciente é o membro mais forte dela. Porque é preciso muita forca de vontade sim, mas quando o indivíduo começa a ver e sentir os próprios resultados a sua vida realmente muda. Cada músculo responde de forma muito positiva, nesse momento começamos a colher frutos de todo o nosso esforço e dedicação.
Quando há uma troca de informações e tomadas de decisões conjuntas entre fisioterapeuta e paciente os resultados são ainda mais animadores.
Aproveito para parabenizar o Alessandro, paciente que me faz adimirá-lo diariamente por sua força de vontade, inteligente e de bem com a vida desde o primeiro dia de tratamento me dá sinais claros de sua recuperação e esforço. Tenho prazer em trabalhar com o Alessandro ajudando-o a formar a "sua própria equipe".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Até o Minas Centro fica devendo

Mais um flagrante de desrespeito à acessibilidade do cadeirante em Belo Horizonte e em um local direcionado ao público: o Minas Centro, um importante Centro de Convenções que ocupa um quarteirão inteiro do Centro, entre as ruas Curitiba, Guajajaras, Santa Catarina e Avenida Augusto de Lima. Estive lá por engano, procurava um evento que na verdade estava sendo realizado no Expo Minas, mas pude identificar algumas dificuldades para um cadeirante.
Em primeiro lugar, não há vagas para deficiente físico em frente ao Minas Centro, somente nas ruas laterais e atrás. Rodei e só encontrei vaga para deficiente desocupada na rua Guajajaras, atrás do Minas Centro. A vaga fica do lado oposto ao Minas Centro, portanto desci do carro e já precisei atravessar a rua. Havia rampa na esquina e subi na calçada. Desci em direção à entrada, mas eis que ao chegar no estacionamento lateral do Minas Centro (foto abaixo), descobri que não há rebaixamento para descer e subir novamente na calçada. Resultado, tive que descer vagarosamente o meio-fio, rodar pelo asfalto (a entrada, como podem ver, é de pedra fincada, terrível para cadeira de rodas) e voltar novamente à calçada subindo o meio-fio, com grande dificuldade. Transtorno desnecessário para chegar à entrada de um estabelecimento tão importante para o cidadão. Já encaminhei a reclamação ao Minas Centro e aguardo resposta.
Querendo ou não acabo utilizando este espaço para reclamar sobre as condições para os cadeirantes em Belo Horizonte. Não é o objetivo principal do blog, pretendo aqui divulgar informações mais abrangentes de interesse para cadeirantes. Mas não consigo ficar inerte frente a desrespeitos cometidos dentro da minha realidade. Se aqui em Belo Horizonte já é difícil e complicada a vida de um cadeirante, imagino como é no interior.
O diferencial aqui é que não apenas registro e publico as reclamações, envio um e-mail ou telefono diretamente para o estabelecimento ou órgão "infrator", e se há uma resposta ou solução, publico novamente para conhecimento de todos. Portanto aproveito este post para disponibilizar o espaço para qualquer pessoa que flagre um desrespeito com cadeirantes em sua cidade e me envie para o e-mail alerifer@gmail.com, de preferência com uma foto. Analisarei as reclamações e publico assim que entrar em contato com o estabelecimento.

domingo, 2 de agosto de 2009

Mais um shopping despreparado

Semana passada fui ao BH Shopping com minha mãe e acabei precisando descer do carro, para ajudá-la na escolha de um eletrodoméstico. Eu não havia levado minha cadeira de rodas, e como estava satisfeito com as mudanças realizadas no Pátio Savassi, resolvi solicitar os serviços daquele shopping, pertencente ao mesmo grupo do Pátio.
Solicitei a cadeira ao manobrista, que pediu a cadeira via rádio. Se passaram 10 minutos, reclamamos com o manobrista. 15, 21 minutos e já que o manobrista não resolvia, minha mãe resolveu ir atrás da cadeira. Teve que deixar uma carteira de identidade para que eu pudesse usar a cadeira.
Chegou ao carro, e outra vez não consegui acreditar no que vi. A cadeira oferecida era pequena e o braço não se soltava. Totalmente inadequada para deficiente físico, como podem ver na foto acima. Mas o pior mesmo, como eu suspeitava, foi a volta. O manobrista se ofereceu para ajudar, visivelmente despreparado, mas muito educado e solícito, segurou a cadeira de acordo com minha instrução. E passei novamente um grande aperto para conseguir entrar no carro, só não caí porque o espaço é pequeno, mas me machuquei ao entrar no carro, bati o quadril no braço fixo e depois o braço na porta.
É realmente um absurdo um local voltado para consumidores e clientes que não está apto a atender todas as pessoas. Espero que, a exemplo do Pátio Savassi, sejam tomadas providências em breve.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...