
Depois de "virar" cadeirante, entre as inúmeras dificuldades já encontradas, os elevadores muitas vezes são desagradáveis surpresas. Esta aparente solução para levar um cadeirante em prédios e shoppings pode se transformar em um transtorno, já que as dimensões não são padronizadas e na maioria dos prédios residenciais eles são feitos para economizar espaço no hall e reduzir custos, portanto são os menores possíveis.
Em prédios comerciais os elevadores geralmente são maiores, seja para atender a todos, seja para acomodar mais gente, mas mesmo assim ainda há prédios que não cabem a cadeira ou cabem muito apertado, às vezes sendo necessário alguém ajudar e arrastar para o lado para que a porta feche. Há leis municipais nas principais cidades que exigem que os elevadores comercias tenham medidas determinadas pela ABNT (veja aqui a de BH), mas e os residenciais? Ficamos limitados a pouco prédios, na maioria das vezes de mais alto padrão, que possuem elevadores amplos. No meu caso ainda sofro mais, pois minha cadeira é grande, dificultando até nos elevadores maiores.
Para encontrar o apartamento em que moro eu e minha namorada procuramos mais de seis meses, e na maior parte das vezes tudo dava certo no apartamento, mas o elevador era apertado. O problema maior é que preciso de um elevador em que eu possa entrar e sair sozinho, sem ninguém arrastar a cadeira. As medidas mínimas no meu caso são 1,10m de largura por 1,15m de profundidade.
Outro problema é a porta, nos elevadores residencias são geralmente de abrir manualmente, como a porta de casa. E muitas vezes são pesadas e tem uma mola forte, dificultando aidna mais nossa vida. Poucas vezes encontrei elevadores residencias com portas automáticas, como os comerciais. O ideal seria que existisse também leis determinando medidas mínimas para elevadores residenciais, ou pelo menos as fabricantes de elevadores padronizassem estas medidas de forma a atender a todos.



