quinta-feira, 4 de junho de 2009

Kenguru

Não é nenhuma novidade, mas vale a republicação, pois a ideia é genial e deveria ser expandida pelo resto do mundo. Quem sabe alguém cai na real sobre a necessidade deste tipo de iniciativa e toma atitude para tornar este sonho realidade?
O Kenguru é um pequeno carro elétrico concebido, em 2003, pelo designer Zsolt Varga para a Rehab Ltd, uma companhia Húngara que se dedica à reabilitação. Este veículo tem a particularidade de se destinar especificamente a pessoas que se movem em cadeira de rodas. Não consiste numa adaptação, ou transformação de um veículo já existente, mas sim um projeto feito de raiz com este propósito.
O veiculo tem velocidade máxima de 50 km/h e autonomia para rodar por 50 km sem recarga. Ele pesa 290 kg e tem 2.150 mm de comprimento. O carro tem capacidade para uma pessoa e foi projetado para a cadeira de rodas ter a função de banco, graças ao conjunto de travas instalado no interior do veículo. Para facilitar o acesso do cadeirante, a porta fica na parte traseira. Além disso, a direção foi desenvolvida no mesmo conceito do guidão das motocicletas. Segundo a fabricante, em breve, haverá a opção de joystick. Controlado eletronicamente, o Kenguru não anda se a porta estiver aberta ou se a cadeira de rodas não estiver na posição correta.
O Kenguru está muito a frente das outras opções disponíveis no mercado, que são apenas adaptações de veículos, por ter sido projetado exclusivamente para facilitar a vida de quem usa cadeira de rodas.

No fim das contas, a grande vantagem é permitir ao cadeirante sair do veículo com sua cadeira manual e entrar em determinados lugares em que a cadeira motorizada se torna um trambolho. Para grandes centros é muito útil, por exemplo, para servir de transporte para o trabalho diariamente. Ainda é ecologicamente correto e cabe em qualquer vaguinha. É até melhor estacioná-lo perpendicular à calçada, facilitando a saída por trás. Mas tem dois problemas: só cabe o cadeirante (se for sair com a mulher, ela vai em outro carro, ou a pé) e o controle tipo guidão de moto é uma barreira para os acidentados de moto, como eu, que tem até pavor de pensar nesse tipo de controle. Nada que um ano de análise não resolva!
Link para o endereço da fabricante: http://www.kengurucars.com/

terça-feira, 2 de junho de 2009

Tábua de Transferência

Recebi outro dia um e-mail de uma leitora do blog relatando uma grande dificuldade em transportar o pai dela, que não tem força suficiente para passar para o carro, demandando auxílio dela e da mãe, em um processo complicado e difícil. Ela questionou se eu sabia da existência de um táxi acessível, como já ocorre em outras capitais, ou se eu sabia de alguma forma de facilitar a transferência para o carro.

No Hospital Sarah, me ensinaram a fazer a transferência para o carro com o auxílio de uma tábua, feita de compensado, que tem o formato ideal para transferência, pois se encaixa na cadeira de rodas (parte recortada) e a pessoa desliza por ela até o banco do carro. As medidas são 72 cm de comprimento e 29 cm de largura, e quem se interessar pode mandar fazer em qualquer marceneiro, é só levar o desenho. É importante que seja envernizada, para escorregar bem.

Hoje em dia eu não uso mais a tábua, pois aprendi a passar sem ela e acho pouco prático ficar transportando pra todo lado, mas para quem tem musculatura deficitária é muito útil. Uma idéia que tive, que facilitaria bastante, seria implantar no carro um dispositivo como esta tábua que ficasse embutido ao lado do banco, e quando necessário, se projetasse para fora, encaixando na cadeira e facilitando a transferência. Já vi os mecanismos que projetam o banco do passageiro pra fora, mas é um mecanismo mais elaborado e também mais caro. De qualquer forma, é necessário buscar mais facilidade e segurança neste processo, fundamental para garantir mais mobilidade aos cadeirantes.

Há ainda outro problema que já identifiquei (e sofri) é o encaixe da trava da porta do carro, geralmente proeminente e pontuda, causando machucados nas costas, principalmente no meu caso, pois sou muito grande e o espaço para entrar é pequeno, menor ainda em carros de quatro portas. Os de duas portas são bem mais fáceis devido ao tamanho da porta, e a trava fica mais pra trás. Em alguns carros ela é embutida, o que resolve este problema. Devia ser obrigatório, apesar de parecer sem importância, pois é muito perigoso pra quem tem pouca ou nenhuma sensibilidade, pode causar uma ferida mais grave com grande perda de sangue sem que a pessoa perceba. Eu já tive algumas camisas manchadas, mas sempre tomo cuidado e vejo se houve alguma avaria maior. Cuidado nunca é demais!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Manifestação por ingressos grátis

No último sábado, 23 de maio, fui pressenciar mais uma vitória do melhor time de minas, e um dos melhores do Brasil, em cima do Vitória, por 2X0. Já comentei aqui sobre o acesso ao mineirão, o gigante da pampulha. O acesso é bom, entramos pelo hall principal, tem elevador que leva às cadeiras inferiores, onde a visão do campo é um pouco limitada. Os locais reservados para cadeirante são mal posicionados, do tipo "baia", como um estacionamento de cadeira de rodas. O pior, porém, é não ter cadeiras normais por perto, afinal de contas uma das boas coisas de um evento destes é compartilhar com amigos ou familiares, trocar idéia e discutir os lances da partida. O que geralmente fazemos é descer pela escada com ajuda para ter uma visão melhor do campo e poder conversar com amigos. Abaixo, a visão panorâmica da tribuna, nome do local que descemos as escadas para ver melhor o campo.
Lá conheci o Saimon, presidente da ACDC, Associação dos Cadeirantes e Deficientes de Contagem, que faz alusão ao grupo de rock AC/DC. Ele me contou sobre as conquistas da Associação, que já tem sede própria em Contagem e sobre a manifestação no hall do mineirão por ingressos grátis para deficientes, como já acontece em alguns estádios. Ficamos no hall até que os jogadores aprecessem, e eles, sem exceção, apoiaram a causa e posaram para fotos. Na foto acima está o goleiro Fábio, Athirson e Zé Carlos. Foi muito bacana o apoio dos jogadores, mas depende de nós continuar a protestar para termos condições melhores para assistir nosso time do coração, afinal é um evento extremamente inclusivo, é uma forma de diversão que para nós é uma oportunidade de estar com amigos e parentes curtindo um evento esportivo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Finalmente a transferência!!


Semana passada finalmente recebi a resposta ao processo de transferência do mestrado em finanaças que impetrei (gastei heim) na UFMG. Foi deferido! Vou voltar pra sala de aula!!
Foi uma luta, entrei com o processo em novembro de 2007 e só agora me deram o parecer final. Toda vez que eu ligava diziam que ia entrar na próxima pauta, e na próxima, e na próxima, até que fui pessoalmente lá pra ver se agilizavam o processo. Dá um desconto que a unidade inteira mudou-se para o campus (era no centro, muito difícil pra mim) e ficaram o ano passado todo se reorganizando.
Semestre que vem retomo ao mestrado e serão manhãs de luta pra assistir as aulas, desmontar a cadeira, colocar no carro, montar de novo e tocar até o prédio. Estou pensando seriamente em trocar de cadeira, pegar uma dessas com monobloco (que não fecha em X), mas ainda tenho dúvida se estas são mais fáceis de colocar no banco do passageiro. Acho que só testando mesmo! (se alguém já tem experiência com isso, me conta)
É isso aí, estou empolgado e não vejo a hora de brigar com tudo quanto é fórmula e número no mestrado que interrompi na saudosa Floripa devido ao meu acidente. Consequentemente devem minguar meus posts por aqui no próximo semestre.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

De bem com a vida


Desde sempre ouvi que sou otimista, que não esquento a cabeça à toa, e principalmente que sou de bem com a vida. Agora, depois de acidentado e "encadeirado", ouvi que sou um exemplo de vida, que não mudei muito com a nova realidade, que aceitei muito bem minha situação. 

Tem gente que não acredita que não tive nenhum momento de depressão, que não chorei nem me revoltei com minha nova situação, mas quem convive comigo sabe disso. Não é muito normal mesmo a pessoa ter uma reação dessas. Principalmente uma pessoa que levava a vida "solto", ou seja, eu não parava muito em casa, fazia esportes ligados a natureza (mountain bike, trekking) e vivia saindo, visitando amigos e caindo na balada. E muita gente me questiona como consegui aceitar tão bem essa mudança.
Sinceramente, nem eu sei direito. Mas o fato é que sempre tive uma atitude otimista em relação a quase tudo. Sempre busquei tirar algo de bom ou alguma lição dos empecilhos e problemas que a vida nos trás. Acredito que nada acontece totalmente por acaso, há sempre uma razão de ser ou uma consequência necessária para nosso crescimento. Vendo o lado bom das coisas, eu sempre agradeço por não ter sido pior e por continuar vivo. Eis aí o ponto chave: não tem nada melhor que nossa vida.
Mas para chegar a nesse ponto de "aceitação" (não é comodismo), é preciso adotar e praticar uma postura durante toda a vida. É preciso paciência e sabedoria para passar pelas mais diversas provas que a vida no impõe, buscando entender o porque de aquilo ter acontecido e o que fazer pra evitar futuramente nova ocorrência. E também o que fazer para minimizar as consequências. Levar a vida com humor também é fundamental. Sou do tipo "perde o amigo, mas não a piada" (não ao pé da letra). 
Outra coisa que sempre busquei é ajudar o próximo. Sou o tipo de cara que tem prazer em fazer o bem a outra pessoa. Já ensinei muita gente a dirigir, ajudei a tomar iniciativa de montar um negócio, ensinei a mexer com computador, e tudo o mais que me pedem ou percebo que a pessoa precisa. É o altruismo verdadeiro (que muita gente acha que não existe), não espero nada em troca. Só um sorriso!
Estas atitudes (otimismo, humor, humanismo) atraem gente boa como um ímã. E funciona como uma roda, convivo com gente boa, fico mais feliz, atrái mais gente boa, e por aí a fora vai. Já vi muita gente que é de mal com a vida porque não arranja namorada, não consegue um bom emprego, não passa na prova, mas se parar pra pensar, quanto mais mal humorada a pessoa fica, mais isso acontece. O segredo então é dar o primeiro passo. É só pensar "a partir de amanhã terei outra postura". Veja como sua vida vai mudar.
Por outro lado, já ouvi também que sou relaxado, acomodado e sem ambição. Ouvi muito isso quando estava morando em Viçosa, tinha um bom cargo em uma empresa, mas no interior não paga tão bem, aí muita gente achava que eu tinha que ir embora, morar em um grande centro, onde seria valorizado pelo meu trabalho. Mas eu sempre dizia: pra que, se estou feliz aqui? Tenho muito amigos, viajo todo ano pra algum lugar legal e curto os botecos da cidade a semana inteira. Não sou sem ambição, só acho que não precisamos de muito pra ser feliz.
Do meu ponto de vista, o que levo como lema é "sou feliz e sei disso", ao contrário do "eu era feliz e não sabia". Portanto, minha atitude é sempre de tirar o melhor de cada experiência, sem importar o quão ruim ela possa ter sido. E como diz Zeca Pagodinho, "deixa a vida me levar".
PS: a foto exemplifica um dos melhores meios pra ser feliz, ter muitos amigos!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Taxi acessível

Na Reatech, em São Paulo, conheci o Taxi Acessível, um Doblo adaptado para entrar com a cadeira de rodas sem desmontar, com cadeirante e tudo. É um serviço muito importante em uma grande cidade, como Belo Horizonte, mas aqui ainda não tiveram essa brilhante ideia. Será por falta de demanda? De acordo com o último senso do IBGE, 14,5% da população possui alguma deficiência. Tudo bem que qualquer tipo de deficiência conta, mas dentro deste percentual deve haver um bom número de cadeirantes, digamos uns 5%. É gente pra caramba.
Mas independente do número de pessoas, este serviço seria útil e inclusivo, permitiria aos cadeirantes maior liberdade de locomoção, principalmente para os que não dirigem. Estes sempre precisam contar com a boa vontade de parentes e amigos, que ainda têm o trabalho de desmontar e montar a cadeira. Esta iniciativa deveria ser apoiado até mesmo pela prefeitura municipal. Aí vem uma análise pessoal: falar, todo mundo fala, mas quem toma alguma atitude?
Pra quem devemos reclamar, exigir direitos e cobrar resultados? Em São Paulo há uma secretaria só pra isso na prefeitura. Aqui em BH, eu não achei nada do gênero. Mas também não fico só no bla-bla-blá. Mandei e-mail pra tudo quanto é cooperativa de taxista que achei na Internet e um pra prefeitura também. E quem tiver mais algum contato, manda brasa.
Será que os taxistas não percebem que é um diferencial? Será que eles tem medo de não conseguir demanda? Aí entra a tecnologia. Os carros mais modernos, a exemplo do honda Fit, são dotados de modularidade, ou seja, os bancos são como módulos, é possível levantar o assento, abaixar o encosto ou até tirar o banco fora. Não sei se esse é o caso do Doblò, mas mesmo não sendo não é difícil montar e desmontar os bancos, para usar normalmente ou permitir a entrada de uma cadeira. O que demanda investimento mesmo é o elevador, mas se uma cooperativa dessas tiver consciência social isso não será problema. Ainda acho que o governo devia exigir um desses em cada capital.
Aproveitando o gancho do Dado, do Mão na Roda, ele listou os serviços de táxi adaptado que encontrou pelo Brasil afora, confiram clicando aqui. Valeu brother!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Impressões: Citroën C3

Aproveitei que estava na Pampulha hoje e fui dar uma olhada mais de perto no Citroën C3. Já tive uma boa experiência com o Xsara, que meu pai teve, e gostei muito do carro, ótima dirigibilidade e design agradável. E como se pode notar no meu comparativo, o C3 é uma alternativa interessante para deficiente físico, tem um bonito design e tecnologia de ponta.
A concessionária escolhida foi a Grenoble, na Av. Pres. Carlos Luz, 4333. Fui atendido com presteza pelo consultor de vendas Arley, responsável pelas vendas especiais, e posteriormente pelo diretor da concessionária, João Felipe. O atendimento nessas concessionárias de marcas européias são um grande diferencial, já sabia disso através do meu pai, que se impressionou logo no primeiro atendimento e ficou plenamente satisfeito.
Vamos ao carro. O C3 automático tem câmbio Tiptronic System Porsche de quatro marchas, na versão de entrada GLX vem com motor 1.6 flex de 113cv, potência muito boa pelo tamanho do motor. A segurança é um ponto primordial para a Citroen, o carro conta com uma série de itens que levaram o veículo às mais altas notas nos testes de choques da EuroNcap. Neste quesito ele vem de fábrica com freios ABS, barras de proteção no teto e laterais, alerta sonoro de velocidade, chave com dispositivo antifurto e brake light.
Os principais itens de conforto são ar condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, volante com regulagem de altura e profundidade, computador de bordo, preparação para som e também retrovisores, vidros e travas elétricas.
A direção elétrica é outro destaque, fica mais leve nas manobras e mais rígida na estrada, aumentando a segurança e facilidade de condução e o painel digital passa impressão de modernidade. O porta malas não é dos maiores, com 305 litros, mas cabe tranquilamente uma cadeira de rodas desmontada sem precisar rebater os bancos traseiros, que são bipartidos e permitem uma ampliação considerável, para 1155 litros.
O acesso ao banco do motorista é bem satisfatório, consegui entrar no carro sem dificuldades e as pernas passaram por baixo do volante sem problemas. Sobrou também um bom espaço entre a cabeça e o teto, mostrando excelente espaço interno para um carro pequeno. Porém o espaço no banco traseiro fica bem reduzido com o banco do motorista no máximo. A posição dos comandos dos vidros elétricos é mal localizada, no painel central à frente do câmbio, de difícil acesso.
A versão de entrada tem preço a partir de R$ 45.780,00 (em torno de 35 mil com as isenções). A versão Exclusive adiciona ao pacote air bag para motorista e passageiro, ar condicionado automático, faróis com acendimento automático, faróis de neblina, limpadores de pára-brisa com acionamento automático e tem preço inicial em R$ 48.900,00 (aprox. 38 mil com isenções). A Citroën dá dois anos de garantia e assistência 24 horas. Sem dúvida um carro atraente com excelente pacote de itens de segurança e conforto por um preço justo.

Taos Highline 250 TSI ficou mais bonito e equipado. Vale a pena?

Taos Highline 250 TSI 2026 - o SUV médio da VW recebeu um facelift na linha 2026 e passou a vir do México - antes vinha da Argentina. Tem fa...